Avaliação do potencial antimalárico de extratos vegetais de Simarouba berteroana

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Data

2026-07-27

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Resumo

A malária permanece como uma das principais doenças parasitárias do mundo, causando significativa morbidade e mortalidade, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. O surgimento de cepas de Plasmodium falciparum resistentes aos fármacos antimaláricos atualmente disponíveis reforça a necessidade urgente de novas alternativas terapêuticas. Os produtos naturais representam uma importante fonte de compostos bioativos com potencial atividade antiplasmódica. Neste estudo, avaliamos a atividade antiplasmódica, citotoxicidade, efeitos sobre a maturação do parasito, potencialização da atividade do artesunato e toxicidade aguda de extratos brutos provenientes de duas coletas de Simarouba berteroana (Sb1 e Sb2). A atividade antiplasmódica foi avaliada contra as cepas de P. falciparum sensível à cloroquina (3D7) e resistente à cloroquina (W2), utilizando o ensaio com SYBR Gold. A citotoxicidade foi determinada em linhagens celulares HUVEC e HepG2 por meio do ensaio de MTT, e os índices de seletividade foram calculados. Os efeitos sobre a maturação de esquizontes e a potencialização da atividade do artesunato, um derivado semissintético da artemisinina e um dos principais fármacos antimaláricos utilizados nas terapias combinadas baseadas em artemisinina (ACTs), também foram investigados. A toxicidade aguda in vivo foi avaliada utilizando o modelo larval de Galleria mellonella. Ambos os extratos apresentaram potente atividade antiplasmódica, especialmente contra a cepa W2, com baixa citotoxicidade e elevados índices de seletividade. Sb1 e Sb2 inibiram significativamente a maturação dos esquizontes, indicando interferência no desenvolvimento do parasito durante o ciclo eritrocítico. Ambos os extratos também potencializaram significativamente a atividade do artesunato na maior concentração testada, embora o delineamento experimental não tenha permitido uma avaliação formal de sinergismo. No modelo de G. mellonella, ambos os extratos apresentaram toxicidade aguda dependente da dose e do tempo de exposição, com a sobrevivência das larvas permanecendo acima de 90% em concentrações de até 2,5 mg/mL, enquanto concentrações mais elevadas (5 e 7 mg/mL) resultaram em reduções progressivas nos escores de saúde e na sobrevivência. Esses resultados demonstram que S. berteroana apresenta atividade antiplasmódica promissora e sustentam seu potencial como fonte de compostos bioativos para a descoberta de novos fármacos antimaláricos.


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