Eduardo, Alexandre2026-04-292026-04-292026-02-26https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3405Esta dissertação reinterpreta a gênese da industrialização brasileira, superando a dicotomia crise vs. prosperidade através do modelo cíclico de Versiani e Versiani (1975), que distingue surtos de investimento e surtos de produção. Propõe-se o Ciclo de Financiamento Industrial, onde o mercado de capitais (capital longo prazo para investimento) e o sistema bancário (capital de giro para produção) atuam como Especialistas Funcionais complementares. A indústria de calçados de São Paulo (1900-1940) valida empiricamente a tese. Identifica-se uma profunda heterogeneidade estrutural (Dois Vetores de Capitalização): o Vetor 2 (Capital Corporativo, com acesso financeiro formal) e o Vetor 1 (burguesia de pés descalços, acumulação endógena e excluída), coexistindo na capital paulista. A principal contribuição metodológica é uma análise micro-histórica comparativa dos balanços das líderes do Vetor 2 (Alpargatas, Clark, Rocha). Os resultados revelam heterogeneidade intra-Vetor 2: a Alpargatas (transnacional) adotou um modelo cíclico-arriscado (alavancagem bancária nos surtos); a Clark (transnacional) seguiu um modelo conservador-estável (autofinanciamento, isolando-se do ciclo); a Rocha (nacional) implementou um modelo frágil, incapaz de investir e falindo via crédito comercial (banco interno). A análise confirma a taxa de câmbio como mecanismo central, mas atuando como filtro seletivo, mediado pela origem do capital. O acesso a hedge cambial ou moeda forte (Alpargatas, Clark) permitiu navegar a Dupla Pressão (produção e investimento simultâneos) dos anos 1920. O capital nacional (Rocha) ficou preso na armadilha cambial, sacrificando o investimento crucial em maquinário. Conclui-se que o acesso privilegiado ao ecossistema financeiro e a capacidade de mitigar o risco cambial foram decisivos, permitindo ao capital transnacional consolidar-se, enquanto o capital nacional e o Vetor 1 eram marginalizados. O câmbio foi, assim, o instrumento chave pelo qual a estrutura de poder, desde a gênese industrial, um padrão de desenvolvimento cíclico.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/Ciências Sociais Aplicadas::Economia::Teoria Econômica::História EconômicaPassos da modernização: a história da indústria de calçados: câmbio, crédito na gênese do capitalismo industrial em São Pauloinfo:eu-repo/semantics/masterThesisMarson, Michel DeliberaliIndustrializaçãoFinanciamento industrialIndústria de calçadosIndustrialização brasileiraTaxa de câmbioHeterogeneidade estruturalIndustrializationIndustrial financingFootwear industryBrazilian IndustrializationExchange rateStructural heterogeneityhttp://lattes.cnpq.br/3273929806783014http://lattes.cnpq.br/0269236644190253https://orcid.org/0009-0008-9994-068Xhttps://orcid.org/0000-0001-8108-29142024.1.224.001Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil