Oliveira, Geovana Maria2026-01-142026-01-142025-12-08https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3271A dor é um sintoma altamente prevalente em pacientes oncológicos, afetando de 60% a 90% das pessoas com câncer e impactando significativamente a qualidade de vida. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), como a reflexologia podal (RP), têm sido utilizadas no Sistema Único de Saúde para manejo de sintomas, incluindo dor, promovendo relaxamento, melhora da circulação sanguínea e bem-estar físico e emocional. Estudos indicam que a estimulação de pontos reflexos, como o plexo solar, pode modular a percepção dolorosa e favorecer alívio físico e emocional. Objetivo: Avaliar o efeito da RP como prática integrativa no manejo da dor em pessoas com câncer. Método: Trata-se de uma revisão sistemática (RS) conduzida segundo as diretrizes do Joanna Briggs Institute (JBI) e PRISMA, com protocolo registrado no PROSPERO (CRD42024541519) e publicado previamente. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados (ECR) com adultos oncológicos, nos idiomas português, inglês e espanhol, que avaliaram dor como desfecho primário. A busca eletrônica contemplou bases como PubMed, Scopus, Embase, Web of Science, PEDro, ProQuest, BVS e Google Acadêmico, complementada por literatura cinzenta. Critérios de exclusão incluíram pacientes em cuidados paliativos exclusivos, uso concomitante de terapias complementares ou tratamento medicamentoso específico para dor. A extração de dados considerou características populacionais, intervenções, escalas de dor utilizadas, protocolos de RP e qualidade metodológica avaliada pelo JBI. Resultados: Foram incluídos 10 estudos, com amostras variando de <40 a 385 participantes. A idade média dos participantes concentrou-se entre 40 e 60 anos, e a maioria das amostras apresentou predomínio feminino. Quanto ao tipo de câncer, linfoma e leucemia foram mais frequentes, com escassa informação sobre estadiamento avançado. A intervenção de RP variou entre sessões únicas e múltiplas, com duração de 20 a 30 minutos, conduzida predominantemente por profissionais capacitados, em ambiente calmo e privado. Protocolos utilizados incluíram método Ingham (20%) e Josef Eugster (10%). O grupo controle recebeu cuidados habituais, leitura ou toque placebo. A avaliação da dor utilizou principalmente a Escala Numérica (80%), e em menor proporção Escala Wong-Baker FACES, Pain Rating Scale e Brief Pain Inventory. Seis estudos (60%) relataram redução estatisticamente significativa da dor, com diminuição média de 1,1 a 2,7 pontos, especialmente em subgrupos com dor moderada a intensa. Um estudo observou efeito cumulativo, com alívio total da dor na quarta e quintas semanas. Três estudos (30%) não encontraram diferenças significativas, possivelmente relacionadas a heterogeneidade individual e limitações metodológicas. A maioria dos estudos (70%) não relatou eventos adversos. Conclusão: A RP pode ter efeito analgésico consistente em pacientes oncológicos, sendo especialmente eficaz em casos de dor moderada a intensa, promovendo redução significativa da dor e melhora do bem-estar. Apesar das limitações metodológicas e heterogeneidade dos estudos, os achados reforçam o potencial da RP como intervenção complementar segura e eficaz no manejo da dor oncológica, evidenciando a necessidade de pesquisas futuras com protocolos padronizados e maior rigor metodológico.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccessCiências da SaúdeEfeito da reflexologia podal no alívio da dor em pessoas com câncer: revião sistemáticainfo:eu-repo/semantics/masterThesisKosour, CarolinaReflexoterapiaManipulações muscoloesqueléticasNeoplasiasDorNeoplasmsPainReflexologyMusculoskeletal Manipulationshttp://lattes.cnpq.br/6770254575581257http://lattes.cnpq.br/22303413414901612024.1.203.007