Oliveira, Alessandra Mara2026-02-062026-02-062025-12-01https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3302INTRODUÇÃO: A pandemia da COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, impôs desafios significativos ao sistema de saúde global, com políticas de saúde pública focadas em contenção e isolamento para reduzir a disseminação do vírus. As complicações são exacerbadas pela idade avançada e comorbidades, enquanto as populações de baixa renda enfrentam maior vulnerabilidade econômica e de saúde. Além das implicações físicas, a saúde mental da população, com sintomas de ansiedade e depressão, também foi gravemente afetada. OBJETIVO: Investigar as complicações clínicas decorrentes da infecção pelo SARS-CoV-2 ao longo do tempo em uma coorte de pacientes. MÉTODO: Estudo de coorte prospectivo, realizado na cidade de Alfenas/MG, a partir de 1.566 indivíduos diagnosticados com COVID-19 entre março e outubro de 2020, dentre os quais foram selecionados participantes com idade igual ou superior a 20 anos e não residentes em instituição de longa permanência. A coleta de dados envolveu entrevistas presenciais e acompanhamentos por telefone e WhatsApp, com uso de instrumentos como o de Avaliação do Perfil Sociodemográfico e Clínico e o Inventário de Depressão de Beck (BDI-II). RESULTADOS: O estudo contou com 115 participantes no seguimento (T1), sendo 30 internados e 85 comunitários. Em termos sociodemográficos, não houve diferenças significativas entre os grupos quanto a sexo, idade, estado civil, escolaridade, religião, arranjo domiciliar, situação de trabalho e renda. As complicações clínicas relacionadas à COVID-19 foram observadas em dois momentos: primeiro contato (T0) e um período subsequente (T1). Nos casos de pessoas que haviam passado por internação prévia, houve uma redução nos escores de depressão entre T0 e T1, enquanto no grupo comunitário as variações foram menores. Não houve diferenças significativas nos escores de depressão entre os grupos internados e comunitários ao longo do tempo. A análise revelou agravamento dos sintomas de depressão ao longo do tempo (T0 e T 1) em ambos os grupos, com variações significativas na classificação de depressão apenas no grupo internado. Isso enfatiza a importância de monitorar e intervir precocemente nos sintomas de depressão em pessoas afetados pela COVID-19, especialmente aqueles hospitalizados. No modelo univariado, o sexo feminino e a presença de comorbidades mostraram-se associados com o número total de complicações. No modelo parcial, algumas dessas associações perderam significância. O número de comorbidades em T0 e a diferença nos escores globais de depressão entre T0 e T1 foram associados ao número total de complicações. Esses achados indicam que indivíduos com mais comorbidades prévias e aqueles com maior persistência de depressão enfrentam mais complicações devido à COVID-19. CONCLUSÃO: O número de complicações relacionadas à COVID-19 estava associado ao histórico de comorbidades dos participantes, sugerindo uma maior suscetibilidade a complicações adicionais para esses indivíduos. A persistência da depressão também foi relacionada a um maior número de complicações, destacando a importância de abordar a saúde mental no contexto da pandemia, pois o impacto psicológico da doença pode influenciar negativamente o curso clínico e o prognóstico das pessoas. Este estudo sublinha a necessidade de intervenções de enfermagem eficazes que abordam tanto as complicações físicas quanto os desafios de saúde mental enfrentados pelas pessoas com COVID-19, visando melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida desses indivíduos.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccessCiências da SaúdeComplicações por COVID19 e fatores sociodemográficos, clínicos e psicossociais associados: coorte ELOCOVIDinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisSawada, Namie OkinoCOVID-19SARS-CoV-2Saúde MentalComorbidadeEnfermagemCOVID-19SARS-CoV-2Mental HealthComorbidityNursinghttp://lattes.cnpq.br/5819053365180318http://lattes.cnpq.br/0203395024425799http://lattes.cnpq.br/43334407222943952022.1.229.001