Salomão, Paloma Teixeira2026-04-082026-04-082025-02-27https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3374Introdução: O ambiente alimentar é composto pelo ambiente físico, econômico, político e sociocultural, e pode determinar oportunidades ou barreiras para adoção de uma alimentação saudável, o que, consequentemente, pode influenciar a condição de saúde das pessoas. Dentre as classificações propostas para o ambiente alimentar comunitário, os desertos alimentares são compreendidos como locais onde o acesso a alimentos in natura ou minimamente processados é escasso ou impossível. Já os pântanos são locais em que predomina a venda de produtos altamente calóricos com poucos nutrientes, como no caso das redes de fast food e lojas de conveniência. Especialmente entre as pessoas idosas, aspectos relacionados ao ambiente alimentar podem ter relação com multimorbidade, o que suscita a importância de se desenvolver estudos nessa temática. Objetivo: Analisar a associação entre o ambiente alimentar e multimorbidade entre pessoas idosas residentes na comunidade. Método: Trata-se de um estudo seccional onde foram obtidos dados socioeconômicos, de saúde e referentes ao ambiente alimentar de uma amostra de 434 pessoas idosas residentes na área urbana do município de Alfenas/MG. A coleta de dados foi desenvolvida em duas etapas: entrevista pessoal e coleta de dados secundários junto à Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária do município para fins de classificação dos estabelecimentos comerciais de alimentos. Além das variáveis desertos e pântanos alimentares, para a avaliação do ambiente alimentar comunitário foram utilizadas as variáveis número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, número de estabelecimentos mistos e número de estabelecimentos que comercializam alimentos ultraprocessados. Foi considerada multimorbidade a ocorrência de duas ou mais condições crônicas de saúde no mesmo indivíduo. Utilizou-se regressão logística multivariada para a análise de associação, sendo que sua magnitude foi estimada pela razão de chances (OR) bruta e ajustada. As análises estatísticas foram feitas pelo STATA 17.0, e os mapas do ambiente alimentar foram realizados através do programa R na versão 4.3.1. Resultados: No que diz respeito à caracterização da amostra de acordo com aspectos do ambiente alimentar, a mediana do número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=1), a de estabelecimentos que comercializam ultraprocessados também foi 0 (percentil 25=0; percentil 75=2), e em relação aos estabelecimentos mistos a mediana foi de 01 estabelecimento (percentil 25=0; percentil 75=2). A proporção de pessoas idosas que residiam em região de deserto alimentar foi de 26,7% e em região de pântano alimentar foi de 47,7%. No que diz respeito a associação entre aspectos do ambiente alimentar e multimorbidade, observou-se que quanto maior o número de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura, menor a chance de multimorbidade entre as pessoas idosas participantes (OR=0,80; IC95%=0,65-0,98). Conclusão: Foi observado que residir em um ambiente próximo a estabelecimentos que comercializam alimentos in natura diminui as chances de multimorbidade entre as pessoas idosas avaliadas. Esses resultados reforçam a importância da disponibilidade de estabelecimentos que comercializam alimentos in natura em diferentes pontos dentro da comunidade e reitera a relevância do consumo de alimentos in natura para a manutenção da saúde e prevenção de doenças crônicas.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/Ciências da SaúdeMultimorbidade em pessoas idosas e sua relação com ambiente alimentar: estudo seccionalinfo:eu-repo/semantics/masterThesisBrito, Tábatta Renata Pereira deEnvelhecimentoMultimorbidadeEspaço social alimentarAgingMultimorbidityFood social space2064075490476682http://lattes.cnpq.br/4291608320193099https://orcid.org/0000-0003-4317-4601https://orcid.org/0009-0003-5332-97902023.1.228.009Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil