Neves, Sara Maria Fagundes Conti2026-02-272026-02-272025-12-19https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3324Nesta pesquisa, o objetivo é discutir, por meio do livro didático (LD), material ao qual os professores têm fácil acesso, e das contextualizações nele propostas, como transformar aquilo que faz parte de uma contextualização para o desenvolvimento de atividades baseadas em categorias do cotidiano (ABCC). Para isso, a pesquisa foi dividida em dois momentos. No primeiro foi feita uma revisão de literatura sobre categorias do cotidiano e atividades baseadas em categorias do cotidiano, tematizadas sob a perspectiva do Modelo dos Campos Semânticos (MCS. A coleta de dados foi realizada por meio de cruzamento de dados das informações contidas no Currículo Lattes de cada membro da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento em Educação Matemática (Rede Sigma-t) e do relatório de busca do Google Acadêmico. Com isso, foram realizadas uma descrição e análise de produções encontradas. No segundo momento foi discutida a noção de contextualização no ensino da matemática e, a partir das produções da revisão de literatura discutimos as diferenças entre as ABCC e a contextualização. Após estabelecermos essas diferenças e realizarmos uma discussão sobre livro didático, apontamos a possibilidade de transformar a contextualização, proposta no LD, em ABCC. O livro didático selecionado para a abordagem dessa possibilidade foi um livro de matemática, do 8° ano do Ensino Fundamental. O MCS foi utilizado como referencial teórico-metodológico em todo processo, em particular, a noção de leitura plausível. Como resultados apontamos que, apesar de pressões de propostas curriculares a serem seguidas, as contextualizações podem ser transformadas em ABCC a partir dos pressupostos: conhecer os alunos, ao invés de tomá-los como dados e sugerir tarefas que seriam direcionadas para eles aprenderem o que naturalmente deveriam aprender; ouvir e lidar com as produções de significados dos alunos, ao invés de utilizá-las somente para validar um conhecimento matemático; praticar o descentramento, de modo a tentar criar um espaço comunicativo; estar atento aos estranhamentos que podem acontecer em sala de aula, problematizando-os ao invés de ignorá-los; ter uma intenção didática, ou seja, saber em que momento deve-se dar abertura para problematizações, ABCC, e em que momento focar em conteúdos, tendo em vista os pressupostos educacionais docentes; reconhecer o projeto político da escola e demandas de políticas públicas, como as que vem das Secretarias Estaduais de Educação. Essas transformações têm a intenção de criar oportunidades para que outros modos de produção de significado, matemáticos ou não, sejam mobilizados em sala de aula e tomados como legítimos. Entretanto, algumas limitações para desenvolver essas tarefas são apontadas, como a necessidade de seguir as instruções que advém de políticas públicas e demandas que chegam na escola, por exemplo. Por fim, consideramos que utilizar as ABCC em sala de aula a partir da transformação de atividades contextualizadas é uma possibilidade, não a única, que contribui na vivência de descentramentos e estranhamentos, bem como na disposição dos professores em aceitar e lidar com as diferenças nas produções de significados.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccessCiências Humanas::EducaçãoDe contextualização para atividades baseadas em categorias do cotidiano: uma possibilidade a partir de um livro didático de matemáticainfo:eu-repo/semantics/masterThesisJulio, Rejane SiqueiraModelo dos Campos SemânticosCategorias do cotidianoContextualizaçãoLivro didáticoModel of semantic fieldsEveryday categoriesContextualizationTextbookElementary/middle schoolhttp://lattes.cnpq.br/1925460616685386http://lattes.cnpq.br/1798884495942862http://lattes.cnpq.br/28884056931312862023.1.218.012