Domingues, Daliana Patricia Gonçalves2026-03-312026-03-312026-03-13https://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3365Este trabalho tem como objetivo investigar como o currículo moldado pelos professores, por meio da tradução do currículo prescrito, se reflete no planejamento e na elaboração do plano de aula, especialmente no que se refere à abordagem do conhecimento científico. Para isso, busca-se identificar como ocorre a intervenção do professor no planejamento e no plano de aula a partir dessa tradução, analisar o planejamento coletivo realizado durante as reuniões pedagógicas e examinar a estrutura e os componentes dos planos de aula produzidos pelas(os) professoras(es). O estudo fundamenta-se na perspectiva crítica de currículo e adota como referencial teórico autores como Gimeno Sacristán, Tomaz Tadeu da Silva, Michael Young, José Carlos Libâneo e Lev Vygotsky, cujas contribuições possibilitam a compreensão das múltiplas dimensões do currículo, da prática docente e da relação com o conhecimento científico na educação básica. Participaram da pesquisa três professoras que atuam no 5º ano do Ensino Fundamental I de uma escola da rede estadual do município de Alfenas (MG), caracterizada por uma gestão democrática e participativa. A produção dos dados ocorreu por meio de observações das reuniões pedagógicas, registradas em diário de campo, análise documental dos planejamentos e planos de aula e realização de entrevistas semiestruturadas, com triangulação dos dados para maior confiabilidade dos resultados. A análise, de cunho qualitativo interpretativo, organizada em pré-indicadores, indicadores e núcleos de significação, evidenciou que a modelação do currículo prescrito, no contexto investigado, ocorre de forma mediada, tensionada e contraditória, fortemente condicionada por documentos normativos, materiais padronizados e, sobretudo, pelas avaliações externas. Esse processo resulta em práticas de planejamento marcadas pela racionalidade técnico-instrumental, pela priorização de aprendizagens mensuráveis e pela fragilização da centralidade do conhecimento científico como eixo formativo do ensino. Constatou-se, ainda, que as reuniões pedagógicas, embora reconhecidas como espaços potencialmente formativos, são frequentemente atravessadas por demandas administrativas, o que limita a reflexão coletiva e o aprofundamento conceitual sobre o currículo e o conhecimento científico. Por outro lado, os dados indicam que as professoras realizam adaptações, seleções e reinterpretações do currículo prescrito, ainda que de forma pouco sistematizada, revelando a existência de uma autonomia docente de caráter relativo. Conclui-se que o currículo moldado pelos professores se configura como um espaço de disputas e mediações pedagógicas, no qual a valorização do conhecimento científico depende do fortalecimento do trabalho coletivo e da institucionalização de processos de Formação Continuada que reconheçam o planejamento e as reuniões pedagógicas como dimensões intelectuais e formativas do trabalho docente.ptinfo:eu-repo/semantics/openAccesshttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/Ciências Humanas::Educação::CurrículoCurrículo moldado pelos professores: o conhecimento científico como pilar no ensino fundamental Iinfo:eu-repo/semantics/masterThesisFelício, Helena Maria dos SantosPrática curricularTrabalho docenteConhecimento escolarCurricular practiceTeaching workSchool knowledge94993151525196568888651090922749000900012987885900000002662763042024.1.218.006Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil