Educação para a Sustentabilidade - Gaia Education
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Navegando Educação para a Sustentabilidade - Gaia Education por Autor "Marques, Maíra Cunha"
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Item Acesso aberto (Open Access) Design para a sustentabilidade na agroecologia urbana: caminhos para a autonomia da horta comunitária da Vila Moraes(2026-04-30) Souza, Alex Santos de; Maccagnan, Ana Maria Copetti; Souza, Gabriel de Paula Calixto de; Marques, Maíra Cunha; Freitas, Lara Cristina Batista; Martins, Paula Gontijo; Silva, Everton Rodrigues daEste trabalho analisa a Horta Comunitária da Vila Moraes, uma iniciativa de agricultura urbana agroecológica localizada em São Bernardo do Campo (SP), sob a perspectiva sistêmica do Design para a Sustentabilidade do Gaia Education (GEDS). Inserido em um contexto de vulnerabilidade socioambiental e de recente conquista do direito à permanência, o projeto encontra-se em um momento decisivo de transição da dependência institucional para a autonomia comunitária. O objetivo da pesquisa é analisar a horta a partir das quatro dimensões da sustentabilidade (social, econômica, ecológica e de visão de mundo), propondo estratégias regenerativas que orientem essa transição. A metodologia adotada baseou-se em um processo de cocriação, com escuta do território, análise de dados secundários e integração de informações provenientes do diagnóstico comunitário, articuladas às dimensões do Design para a Sustentabilidade. Como resultados, apresenta-se um plano estratégico estruturado em curto, médio e longo prazos, evidenciando que a consolidação da autonomia depende de ações simultâneas e integradas. Destacam-se a descentralização da governança por meio de práticas colaborativas, o desenvolvimento de uma bioeconomia circular local para viabilidade financeira, a implementação de tecnologias apropriadas para o fechamento de ciclos ecológicos e o fortalecimento da identidade comunitária por meio de práticas culturais e relacionais. A análise sistêmica evidenciou, ainda, que as potencialidades da horta ultrapassam sua dimensão produtiva, revelando um sistema vivo com potências ecológicas e sociais latentes, cuja ativação pode sustentar processos regenerativos ao longo do tempo. Conclui-se que a aplicação sistêmica e gradual de estratégias de design regenerativo contribui para consolidar a horta como um espaço de segurança alimentar, além de configurá-la como um laboratório vivo de empoderamento, pertencimento e emancipação coletiva.
