Engenharia Química
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2619
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Navegando Engenharia Química por Orientador(a) "Sancinetti, Giselle Patricia"
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Item Acesso aberto (Open Access) Pegada de carbono e economia circular: avaliação do ciclo de vida do alumínio no Brasil(2025-12-08) Zani, Guilherme Job; Nascimento, Nicolas Lerione Nunes da Silva; Sancinetti, Giselle Patricia; Ambrozin, Alessandra Regina Pepe; Rodrigues, Marcos ViníciusO presente Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) teve como objetivo geral avaliar o ciclo de vida do alumínio no Brasil, identificando a contribuição da produção primária e da reciclagem para a pegada de carbono, de modo a evidenciar oportunidades de sustentabilidade alinhadas à economia circular. O tema se justifica pela relevância estratégica do alumínio, um metal infinitamente reciclável, e pela necessidade de mitigar os impactos ambientais da sua produção, especialmente em um país com a singularidade da matriz energética brasileira e a liderança global em reciclagem de latas. A metodologia empregada consistiu em uma revisão bibliográfica sistemática e análise documental, explorando os fundamentos teóricos de Gases de Efeito Estufa (GEE), Pegada de Carbono, Economia Circular e Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), além de detalhar o histórico e o perfil da indústria do alumínio no Brasil. Os resultados da análise comparativa demonstram que, embora a produção de alumínio primário no Brasil já possua uma das menores pegadas de carbono do mundo devido à predominância da matriz energética hidrelétrica, a produção de alumínio secundário (reciclado) se estabelece como a rota mais eficaz de descarbonização, consumindo apenas cerca de 5% da energia e evitando uma proporção similar de emissões de GEE em comparação com a produção primária. A discussão da literatura aponta para a necessidade de expandir a circularidade para ligas complexas e produtos de vida útil longa, além de superar desafios como a gestão da lama vermelha e a limitação de dados nacionais para a ACV. Conclui-se que a maximização da reciclagem e a adoção de uma perspectiva de ciclo de vida são cruciais para fortalecer a competitividade da indústria nacional e posicionar o Brasil como um modelo na transição para uma economia de baixo carbono no setor de alumínio.Item Acesso aberto (Open Access) Surfactantes e suas funções tecnológicas : propriedades químicas, mecanismos de ação e aplicações industriais(2026-07-02) Carleti, Felipe da Silva; Silva, Gustavo Rocha da; Sancinetti, Giselle Patricia; Lopes, Melina Savioli; Rodrigues, Marcos ViníciusOs surfactantes constituem uma classe de compostos químicos de elevada importância científica, tecnológica e industrial, devido à sua capacidade de modificar propriedades de superfícies e interfaces, reduzir a tensão superficial e interfacial, formar micelas, estabilizar emulsões, promover dispersão, espumação, molhabilidade e solubilização de compostos hidrofóbicos. Essas características fazem com que sejam amplamente utilizados em setores como cosméticos, produtos de limpeza, alimentos, fármacos, recuperação avançada de petróleo, agricultura, tratamento de efluentes, biorremediação, revestimentos e nanotecnologia. Embora existam diversas publicações sobre classes específicas, formulações e aplicações isoladas, observa-se que nem sempre essas informações são apresentadas de forma integrada e comparativa, o que dificulta a compreensão ampla da relação entre estrutura química, mecanismos de ação e desempenho tecnológico dos surfactantes. Diante disso, este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, as propriedades químicas dos surfactantes, seus principais mecanismos de ação e suas aplicações industriais, com ênfase na relação entre estrutura molecular, comportamento interfacial e tendências sustentáveis observadas na literatura científica recente. Os resultados indicaram predominância de publicações recentes, especialmente entre 2020 e 2025, com destaque para estudos sobre biossurfactantes, surfactantes verdes, biodegradabilidade, toxicidade ambiental, recuperação avançada de petróleo, aplicações farmacêuticas, cosméticas e alimentícias. Verificou-se que as propriedades mais discutidas foram tensão superficial e interfacial, concentração micelar crítica, micelização, emulsificação, solubilização, molhabilidade, espumação, biodegradabilidade e toxicidade. Também foi observado que os principais mecanismos de ação envolvem adsorção em interfaces, auto-organização molecular, formação de micelas, estabilização de sistemas dispersos, dispersão de partículas e modificação da molhabilidade. Conclui-se que a estrutura anfifílica dos surfactantes explica diretamente sua ampla aplicação industrial, pois permite controlar fenômenos interfaciais essenciais em diferentes processos e formulações. Além disso, a literatura recente demonstra tendência crescente de desenvolvimento de surfactantes mais sustentáveis, biodegradáveis e derivados de fontes renováveis, embora ainda existam desafios relacionados ao custo de produção, purificação, padronização e viabilidade em escala industrial.
