Mestrado em Economia
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Navegando Mestrado em Economia por Orientador(a) "Marson, Michel Deliberali"
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Item Acesso aberto (Open Access) As fontes de financiamento da indústria no estado de São Paulo entre 1913 e 1940: uma análise dos balanços contábeis da Sociedade de Productos Chimicos L. Queiroz(Universidade Federal de Alfenas, 2023-05-19) Mendonça, Italo do Nascimento; Marson, Michel Deliberali; Silva, Gustavo Pereira da; Gambi, Thiago Fontelas RosadoEssa pesquisa teve como objetivo compreender quais foram as fontes de financiamento que permitiram a evolução da Sociedade de Productos Chimicos “L. Queiroz” no período entre 1913 e 1940. Desse modo, foram coletados, organizados e analisados os balanços contábeis publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo pela companhia no período em questão. Em seguida, buscou-se a análise do passivo contábil da empresa, de modo a entender a evolução da origem dos recursos. Ao final do trabalho, identificou-se que a maior parte do capital necessário à expansão e consolidação da empresa foi obtida através do mercado de capitais. Essa fonte de recursos foi importante em dois momentos: em primeiro lugar, no período entre 1913 e 1919 – os seis primeiros anos em que a companhia teve seu capital aberto; e entre 1923 e 1925, momento em que a empresa utilizou do mercado de capitais para financiar a expansão de suas instalações, visando a construção de um complexo químico industrial no estado de São Paulo. Conclui-se este trabalho expressando a importância do mercado de capitais para o financiamento das operações da companhia. Além disso, afirma-se que o uso de capital próprio foi importante para permitir a expansão do capital social da empresa no limiar da década de 1920. Por fim, dialoga-se que a negociação com fornecedores foi primordial diante de um cenário de restrição de capitais, após a Grande Depressão de 1929. Tais fontes de recursos foram elementos-chave para a continuidade da empresa e para sua duradoura participação dentro do setor químico da indústria brasileira.Item Acesso aberto (Open Access) Industrialização de Minas Gerais: uma análise regional da indústria manufatureira e fabril entre os anos de 1907 e 1954(Universidade Federal de Alfenas, 2021-06-01) Batista, Carolina Rocha; Marson, Michel Deliberali; Silva, Marcel Pereira da; Cosentino, Daniel do ValO debate sobre a industrialização de Minas Gerais ganhou relevância no século XX, mas pouco foram os estudos que demonstraram as características industriais da época. No intuito de contribuir com a história da indústria manufatureira e fabril em Minas, o presente estudo tem como objetivo demonstrar o processo de desenvolvimento regional e industrial na primeira metade do século XX através das características históricas do estado, análise regional do perfil industrial e das articulações políticas envolvidas na evolução econômica e de modernização da região. Buscou-se identificar quais foram as principais empresas da época e a ligação com a elite política da região, através das análises históricas dos empresários, sínteses dos principais planos, projetos e criação de instituições que contribuíram tanto para a modernização regional em Minas como para o desenvolvimento industrial. Parte-se da hipótese de que, principalmente a partir da década de 1930, o desenvolvimento regional mineiro avaliado pela ótica da industrialização foi modificado devido aos discursos políticos sob a perspectiva do aumento do setor siderúrgico em Minas e as consequências positivas deste setor para os demais setores da economia. Tendo em vista este argumento, foi possível captar neste trabalho que, mesmo apesar de ter ocorrido um aumento da produção industrial da siderurgia, durante todo o século XX o perfil industrial mineiro foi predominantemente agroindustrial, ou seja, uma indústria de transformação voltada a bens consumos não duráveis, sendo que até mesmo os dados de 1954 demonstraram o quão forte é a indústria de alimentação no estado. Além disso, neste trabalho foi possível verificar a afirmação contida na literatura de que, de fato, ocorreu a troca de posição entre as regiões Zona da Mata e Centro e que, além disso, a indústria manufatureira e fabril em Minas foi marcada pela dupla concentração industrial: a concentração em regiões específicas e a concentração em produtos/setores específicos. Durante os três anos analisados para a indústria manufatureira e fabril em 1907, 1937 e 1954, observou-se mudanças regionais da indústria, assim como o aumento do capital empregado e expansão territorial, sendo que nestes mesmos anos lideraram, os ramos industriais de fiação e tecelagem, laticínios/manteigas/queijos e metalurgia.Item Acesso aberto (Open Access) Passos da modernização: a história da indústria de calçados: câmbio, crédito na gênese do capitalismo industrial em São Paulo(2026-02-26) Eduardo, Alexandre; Marson, Michel Deliberali; Saes, Alexandre Macchione; Costa, Bruno Aidar; Gambi, Thiago Fontelas RosadoEsta dissertação reinterpreta a gênese da industrialização brasileira, superando a dicotomia crise vs. prosperidade através do modelo cíclico de Versiani e Versiani (1975), que distingue surtos de investimento e surtos de produção. Propõe-se o Ciclo de Financiamento Industrial, onde o mercado de capitais (capital longo prazo para investimento) e o sistema bancário (capital de giro para produção) atuam como Especialistas Funcionais complementares. A indústria de calçados de São Paulo (1900-1940) valida empiricamente a tese. Identifica-se uma profunda heterogeneidade estrutural (Dois Vetores de Capitalização): o Vetor 2 (Capital Corporativo, com acesso financeiro formal) e o Vetor 1 (burguesia de pés descalços, acumulação endógena e excluída), coexistindo na capital paulista. A principal contribuição metodológica é uma análise micro-histórica comparativa dos balanços das líderes do Vetor 2 (Alpargatas, Clark, Rocha). Os resultados revelam heterogeneidade intra-Vetor 2: a Alpargatas (transnacional) adotou um modelo cíclico-arriscado (alavancagem bancária nos surtos); a Clark (transnacional) seguiu um modelo conservador-estável (autofinanciamento, isolando-se do ciclo); a Rocha (nacional) implementou um modelo frágil, incapaz de investir e falindo via crédito comercial (banco interno). A análise confirma a taxa de câmbio como mecanismo central, mas atuando como filtro seletivo, mediado pela origem do capital. O acesso a hedge cambial ou moeda forte (Alpargatas, Clark) permitiu navegar a Dupla Pressão (produção e investimento simultâneos) dos anos 1920. O capital nacional (Rocha) ficou preso na armadilha cambial, sacrificando o investimento crucial em maquinário. Conclui-se que o acesso privilegiado ao ecossistema financeiro e a capacidade de mitigar o risco cambial foram decisivos, permitindo ao capital transnacional consolidar-se, enquanto o capital nacional e o Vetor 1 eram marginalizados. O câmbio foi, assim, o instrumento chave pelo qual a estrutura de poder, desde a gênese industrial, um padrão de desenvolvimento cíclico.
