Mestrado em Economia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2654
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Navegando Mestrado em Economia por Orientador(a) "Martins, Nildred Stael Fernandes"
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Item Acesso aberto (Open Access) Lago de Furnas: os impactos econômicos nos municípios lindeiros em decorrência das oscilações do nível da represa no período de 2000 a 2020(Universidade Federal de Alfenas, 2024-02-29) Ávila, Marcelo Castro; Martins, Nildred Stael Fernandes; Pereira, Fernando Batista; Portugal Junior, Pedro Dos SantosEsta pesquisa propõe investigar a relevância econômica e social do Lago de Furnas para os municípios lindeiros; para isso analisa os possíveis impactos econômicos acarretados pela oscilação do volume de água represada no lago, bem como os setores da economia mais sensíveis a estas oscilações. Ressalta-se que essa pesquisa fornece uma análise mais profunda e detalhada acerca da importância do Lago de Furnas nos municípios investigados, bem como possibilita acesso a considerações sobre o desenvolvimento econômico e social em âmbito municipal. Para alcançar este objetivo apresenta-se, no primeiro momento, uma construção do contexto histórico da criação da Hidrelétrica de Furnas, bem como o embasamento teórico sobre o direito à cidade e a configuração regional. Em um segundo momento é realizada uma caracterização socioeconômica dos municípios lindeiros a partir de pesquisas secundárias em bases de dados de órgãos oficiais. Por meio da coleta destes dados secundários, tabulação, uso de métodos estatísticos de análise bivariada, multivariada e interpretação destas informações, referentes ao período de 2000 a 2020, a pesquisa quantitativa e descritiva desenvolve discussões relevantes sobre como o grupo de municípios lindeiros se organiza, faz considerações das economias municipais mais diversificadas e também daquelas mais vulneráveis às oscilações da represa, aponta aspectos sobre a perda do direito à cidade e culmina no levantamento de variáveis que sofrem interferência do nível da represa, das que não sofrem e de outras de caráter mais complexos e subjetivo.Item Acesso aberto (Open Access) O paradoxo educacional brasileiro: uma análise dos desajustes entre qualificação e mercado de trabalho entre 2002 e 2022 via modelo ORU e regressão logística(2025-12-10) Ferreira, Lais Aparecida; Martins, Nildred Stael Fernandes; Miranda, Bernardo de Pádua Jardim de; Brito, Danyella Juliana Martins deEsta dissertação analisa a relação entre escolaridade, alocação ocupacional e desigualdades no mercado de trabalho brasileiro entre 2002 e 2022, utilizando o modelo ORU (Overeducation, Required Education, Undereducation) combinado à estimação de regressões logísticas multinomiais aplicadas aos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para os anos de 2002 e 2007 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) para os anos de 2012, 2017 e 2022. O objetivo central é examinar em que medida a escolaridade dos trabalhadores influencia a probabilidade de estarem sobreeducados, subeducados ou adequadamente alocados em relação às exigências formais das ocupações, bem como avaliar os efeitos desse desajuste sobre a distribuição da força de trabalho e sobre padrões estruturais de desigualdade. A análise parte do problema do descompasso entre a rápida expansão educacional e a limitada transformação da estrutura produtiva, hipótese que sugere uma absorção desigual do capital humano no mercado de trabalho. Os resultados indicam que a expansão da escolaridade reduziu a subeducação, mas ampliou a sobreeducação, especialmente entre mulheres, pretos, pardos, trabalhadores urbanos, domésticas e indivíduos empregados em ocupações informais ou de baixa qualificação. Observa-se também que trabalhadores com maior escolaridade enfrentam crescente probabilidade de sobreeducação, enquanto os rendimentos associados ao ensino superior apresentam sinais de estagnação. Os achados revelam que a má alocação do capital humano permanece como um fenômeno estrutural, limitando os retornos privados e sociais da educação e reforçando desigualdades históricas no mercado de trabalho brasileiro.
