Mestrado em Economia
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Navegando Mestrado em Economia por Orientador(a) "Miranda, Bernardo Pádua Jardim de"
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Item Acesso aberto (Open Access) Fragilidade financeira externa da economia brasileira no período 2003-2018(Universidade Federal de Alfenas, 2019-12-04) Archanjo, Jander Luiz Silva; Miranda, Bernardo Pádua Jardim de; Batista, Fernando Pereira; Missio, Fabrício JoséA presente dissertação analisa a fragilidade financeira externa da economia brasileira no período entre os anos de 2003 e 2018. Para tanto, são calculados indicadores de fragilidade financeira externa que possuem como fundamento teórico a Hipótese da Fragilidade Financeira de Minsky (1986), adaptada para uma economia aberta. Do ponto de vista da Posição Internacional de Investimentos, os indicadores mostraram que a fragilidade financeira externa da economia se reduziu ao longo do período, devido à significativa acumulação de reservas internacionais ocorrida entre 2006-2012, e também pela queda do valor dos investimentos estrangeiros de portfólio após o ano de 2011. No entanto, foi constatado que o país permanece com elevada proporção de passivos de curto prazo relativamente às reservas internacionais. Os indicadores de fragilidade financeira externa associada aos fluxos do Balanço de Pagamentos mostraram que as exportações brasileiras são consideravelmente baixas diante da demanda corrente por moeda estrangeira. Verificou-se ainda, que a trajetória desses índices foi fortemente influenciada pela oscilação dos preços de commodities e pelos fatores patrimoniais.Item Acesso aberto (Open Access) O impacto da financeirização na inovação: uma análise empírica das empresas não-financeiras brasileiras para o período de 2010 a 2018(Universidade Federal de Alfenas, 2022-04-29) Bittencourt, Jamille Limeira; Miranda, Bernardo Pádua Jardim de; Teixeira, André Luiz da Silva; Sampaio, Armando VazAs instituições financeiras, os investidores e os motivos financeiros obtiveram crescente importância na economia desde a década de 1970. A ascensão da lógica financeira dentro das empresas não-financeiras foi expressa através da Governança Corporativa com foco na maximização do valor para os acionistas, que alterou as estratégias empresariais de “reter e investir” os recursos para “reduzir e distribuir” (LAZONICK; O’SULLIVAN, 2000). A literatura sugere que a financeirização prejudica os investimentos em inovação ao esgotar os recursos com a maximização do valor acionário e pela prioridade conferida ao curto prazo pelos gestores, que buscam a geração de rápidos retornos aos acionistas através de aumento das atividades financeiras (DOSI et al., 2016; JIBRIL et al.,2017; MAZZUCATO; TANCIONI, 2012). Assim, essa dissertação tem como objetivo verificar os impactos da financeirização sobre a inovação das empresas brasileiras não-financeiras de capital aberto no período de 2010 a 2018. Mais especificamente, parte-se da hipótese de que este fenômeno reduz o investimento em inovação através de três canais: o aumento das atividades financeiras; a estratégia da maximização da riqueza dos acionistas e o aumento do endividamento. Para alcançar o objetivo proposto, foi estimado um modelo dinâmico de dados em painel pelo método do Generalized Method of Moments System (GMM System) two-step, utilizando dados contábeis e financeiros de empresas brasileiras não-financeiras extraídos da Economática e do site da B3. Os resultados encontrados sugerem que a maximização da riqueza do acionista (maior distribuição de dividendos, pagamento dos juros da dívida e práticas de recompra de ações) e o aumento do endividamento das empresas prejudicam a inovação das empresas não-financeiras de capital aberto. As variáveis que capturam o aumento das atividades financeiras não foram significativas. Assim, os resultados encontrados corroboraram a hipótese de que o processo de financeirização no Brasil afeta negativamente as inovações.Item Acesso aberto (Open Access) Vulnerabilidade das economias emergentes financeirizadas, explicadas pela hierarquia das moedas: uma análise da formação bruta de capital produtivo para o Brasil de 2001 a 2019(Universidade Federal de Alfenas, 2024-04-24) Meneghetti, Marco Antônio Morelli; Miranda, Bernardo Pádua Jardim de; Pereira, Fernando Batista; Vieira, José Guilherme SilvaO fenômeno da financeirização pode ser entendido como o aumento da importância dos mercados, das instituições e dos atores financeiros para as transações econômicas. Assim, estabelece uma condição de influência gradualmente maior para com a atividade produtiva. Portanto, a atividade produtiva é subordinada às finanças, levando a economia a uma estrutura de crescimento mais lento e com maior vulnerabilidade às crises. Considerando uma economia global, a relação entre os países se dá dentro da dinâmica centro-periferia e tem como principal instrumento de ligação a relação existente entre as moedas dentro do sistema monetário internacional. Dessa forma, estabelece condições estruturais aos países no que tange à soberania da política monetária, controle de mobilidade de capitais, taxa de câmbio, valor doméstico da moeda e controle da atividade financeira; definindo o grau de vulnerabilidade às crises. Além de entender essa relação, o trabalho se propõe a explicar estatisticamente as influências da taxa de financeirização, taxa de juros doméstica e taxa de juros do país central, para elucidar a trajetória de formação bruta de capital fixo para o Brasil de 2001 a 2019. O intuito principal do trabalho é de entender como se deu a trajetória de financeirização no Brasil, que carrega características dos países periféricos, também analisar qual o impacto para o investimento produtivo. Dessa maneira, será possível compreender a análise heterodoxa para a financeirização enquanto fenômeno global e retratar o fenômeno no Brasil.
