Biomedicina
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Navegando Biomedicina por Assunto "Câncer"
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Item Embargo Investigação in vivo da atividade antimelanoma do protótipo PQM-281(2025-12-11) Machado, Luara Araújo; Zilli, Gabriela Motta; Oliveira, Pollyanna Francielli de; Chagas, Pablo Shamioka; Rabelo, Ana Carolina SilveiraO tratamento do melanoma, normalmente baseado em cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, ainda apresenta limitações significativas, entre elas a baixa seletividade, a elevada toxicidade sistêmica, a resistência terapêutica e, consequentemente, a reduzida taxa de resposta. Tais obstáculos tornam-se particularmente relevantes diante do fato de que o melanoma, um câncer de pele altamente agressivo, possui grande capacidade metastática e notória habilidade de desenvolver resistência aos tratamentos convencionais. Nesse contexto, o presente estudo investigou os efeitos antitumorais da molécula PQM-281, um derivado híbrido de ácido clorogênico e piperina em roedores. Para a avaliação do efeito antitumoral, o melanoma foi induzido em roedores da linhagem C57BL/6, por meio da implantação subcutânea de células B16-F10 (melanoma murino) no dorso dos animais. Em seguida, os roedores foram distribuídos aleatoriamente em cinco grupos experimentais: (1) Controle Negativo (CN); (2) Controle Implante (CI); (3) Controle Solvente [CS - Dimetilsulfóxido (DMSO 5%]; (4) Controle Positivo [Cisplatina (CDDP) 7 mg/kg de peso corpóreo (pc)]; e (5) PQM-281 10 mg/kg pc. Os tratamentos foram realizados por via subcutânea (sc.), uma vez ao dia, por cinco dias consecutivos. Passadas 24 horas após a última administração, os animais foram anestesiados com cetamina 10% (100 mg/kg pc) e xilazina 2% (10 mg/kg pc), para a realização da coleta de sangue por punção cardíaca destinado à análises bioquímicas de creatinina, ureia, aspartato aminotransferase (AST) e alanina aminotransferase (ALT), seguida da coleta do tecido tumoral. Os resultados mostraram que o tratamento com PQM-281 diminuiu significativamente a massa tumoral quando comparado ao CN e reduziu significativamente a perda de peso quando comparada ao grupo tratado com CDDP. Esses resultados foram acompanhados da ausência de interferência nos parâmetros de ureia, creatinina e ALT indicando menor toxicidade sistêmica que a CDDP. O mesmo não foi observado para a AST. Os achados demonstram que o PQM-281 exerce efeito antitumoral significativo com menor impacto sobre a massa corpórea e os parâmetros bioquímicos avaliados, quando comparado à CDDP. Embora preliminares, em conjunto, esses resultados sugerem um perfil de eficácia associado a menor toxicidade sistêmica, ainda que sem efeito relevante sobre a AST.Item Embargo Molécula híbrida de piperina/ácido clorogênico: avaliação pré - clínica de seu efeito antitumoral no melanoma(2025-12-12) Moura, Sabrina Alexandre; Oliveira, Pollyanna Francielli; Cruz, Roberta Cristina Ribeiro; Vieira, Carolina PintoO melanoma cutâneo representa um dos tipos de câncer mais agressivos, com elevada taxa de mortalidade devido ao seu alto potencial metastático e à resistência aos tratamentos convencionais. Apesar dos avanços terapêuticos, a quimioterapia ainda apresenta limitações significativas, como toxicidade sistêmica e desenvolvimento de resistência tumoral. Nesse contexto, compostos naturais bioativos, como a piperina (alcaloide presente na pimenta-do-reino) e o ácido clorogênico (polifenol abundante no café verde), têm se destacado por suas propriedades antitumorais, antioxidantes e anti-inflamatórias. No entanto, suas aplicações clínicas são limitadas por desafios farmacocinéticos, como baixa solubilidade e biodisponibilidade. A hibridização molecular, que combina fragmentos de compostos naturais, surge como uma estratégia inovadora para potencializar efeitos e superar essas limitações. A molécula híbrida PQM-286 {(2E,10E)-N’- ((benzo[d][1,3]dioxol-6-il)metileno)-3-(2-hidroxi-3-metoxifenil)acriloxidrazida]}, derivada da piperina e do ácido clorogênico, demonstrou atividade citotóxica seletiva contra células de melanoma SK-MEL-147 em estudos anteriores, sem toxicidade relevante em fibroblastos normais. Este trabalho investigou o efeito antimelanoma in vivo da PQM-286 em camundongos C57BL/6 com melanoma induzido pela linhagem B16-F10. Foram avaliados a massa tumoral, o peso corporal dos animais, bem como os efeitos sistêmicos frente a citotoxicidade e mutagenicidade na medula óssea por meio do ensaio de micronúcleos. Os resultados demonstraram que o tratamento com PQM-286, nas doses de 10 e 20 mg/kg, promoveu redução significativa da massa tumoral quando comparado ao grupo controle implante (CI), apresentando efeito antitumoral similar ao da cisplatina (CDDP). Entretanto, diferentemente da CDDP, a PQM-286 não promoveu toxicidade sistêmica relevante, uma vez que não houve redução significativa do peso corporal nem alterações expressivas na razão EPC/(EPC+ENC) ou na frequência de micronúcleos na medula óssea. Dessa forma, a molécula híbrida PQM-286 demonstrou potencial terapêutico no tratamento do melanoma, aparentemente menor toxicidade sistêmica do que a CDDP, reforçando sua relevância como uma estratégia promissora para o desenvolvimento de novos tratamentos oncológicos e a necessidade de novos estudos para a investigação dos alvos moleculares envolvidos.Item Acesso aberto (Open Access) O uso da tintura de cabelo e sua influência no desenvolvimento no câncer de mama: revisão da literatura(2025-11-28) Santos, Laura Regina dos; Eduardo, Skarlatty Rosa; Livonesi, Márcia Cristina; Oliveira, Estela Regina de; Pereira, Elisângela MonteiroO câncer de mama é uma das neoplasias mais prevalentes entre mulheres em todo o mundo e sua etiologia envolve uma ombinação de fatores genéticos, hormonais, ambientais e comportamentais. Dentre os possíveis fatores ambientais, a exposição a compostos químicos presentes em tinturas capilares têm sido alvo de investigação. O presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica acerca da associação entre o uso de tinturas de cabelo e o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Foram revisados artigos publicados entre 1977 e 2024 que tinham como pergunta norteadora: “O uso de tintura de cabelo está associado ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer de mama?”. Os achados indicam uma tendência de risco aumentado entre usuárias frequentes de tinturas escuras e permanentes, com exposição precoce, com uso prolongado e histórico familiar da doença. Substâncias como aminas aromáticas e desreguladores endócrinos presentes nos produtos analisados apresentam plausibilidade biológica para contribuir com a carcinogênese mamária. Embora os resultados ainda apresentem certa heterogeneidade, as evidências sugerem a necessidade de precaução, maior regulamentação e novos estudos com controle rigoroso de variáveis.Item Acesso aberto (Open Access) Relação do colágeno com o crescimento de células cancerígenas: revisão de literatura(2025-12-11) Souza, Gabrieli Troleis de; Carneiro, Deila Rosély; Reis, Luís Felipe Cunha dos; Lima, Graziela Domingues de AlmeidaO câncer é uma das principais causas de mortalidade no mundo e está relacionado a múltiplos fatores, como as características do microambiente tumoral. A matriz extracelular, especialmente o colágeno tipo I, tem papel relevante nesse contexto, influenciando diretamente na proliferação, adesão, migração e sobrevivência das células tumorais. Este trabalho teve como objetivo analisar, por meio de revisão bibliográfica, incluindo levantamento de artigos científicos, a relação do colágeno com o crescimento de células cancerígenas. Estudos indicam que o colágeno tipo I, além de estruturar o microambiente tumoral, atua na ativação de vias de sinalização celular, promovendo a transição epitelial-mesenquimal e a resistência terapêutica. Também podendo atuar na formação de barreiras físicas e bioquímicas que dificultam a ação de medicamentos e a resposta imunológica. Fragmentos derivados da sua degradação vêm sendo estudados como biomarcadores para diagnóstico e prognóstico em diversos tipos de câncer. Pesquisas com modelos animais reforçam a importância da estrutura e organização do colágeno no comportamento tumoral. Portanto, concluiu-se que o colágeno tipo I desempenha funções além do suporte estrutural, influenciando diretamente na progressão do câncer e apresentando-se como um potencial alvo terapêutico e biomarcador clínico.
