Biomedicina
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2604
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Navegando Biomedicina por Assunto "Ciências Biológicas::Parasitologia::Protozoologia de Parasitos::Protozoologia Parasitária Humana"
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Item Acesso aberto (Open Access) Indometacina enquanto fármaco de reposicionamento em toxoplasmose experimental(2025-12-15) Reatti, Mariane Maria Paschoalin; Guerra, Taís de Leon; Marques, Marcos José; Colombo, Fabio Antônio; Souza, Isabella Maria Monteiro deA toxoplasmose, causada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii, afeta cerca de um terço da população mundial, sendo considerada a infecção parasitária mais prevalente do planeta. Apesar da elevada incidência e da gravidade da doença em grupos vulneráveis, como gestantes e indivíduos imunocomprometidos, as opções terapêuticas disponíveis são limitadas e ineficazes contra a forma crônica da infecção. A terapia padrão, baseada na associação de pirimetamina e sulfadiazina, apresenta diversos efeitos adversos e toxicidades, além de não atingir os bradizoítos presentes nos cistos teciduais. Nesse contexto, este trabalho visa analisar o potencial terapêutico do fármaco indometacina, com perfil farmacológico já estabelecido, por meio de uma estratégia de reposicionamento de fármacos. O reposicionamento consiste em aplicar medicamentos já aprovados para outras indicações terapêuticas, oferecendo como vantagem a redução de custos, tempo de desenvolvimento e maior segurança quanto ao perfil toxicológico. A indometacina é um anti-inflamatório não esteroidal, que além de inibir as enzimas COX, demonstra potencial imunomodulador e ação sobre a resposta linfocitária em infecções parasitárias, sendo especialmente relevante por sua capacidade comprovada de atravessar a barreira hematoencefálica, característica importante para o tratamento da forma crônica com envolvimento cerebral. A metodologia utilizada consistiu na avaliação in vitro da atividade antiparasitária da indometacina frente a T. gondii da cepa RH-2F1, utilizando fibroblastos (HFF) como modelo de infecção. Foram realizados ensaios de proliferação parasitária e testes de citotoxicidade celular, permitindo determinar os valores de EC₅₀, CC₅₀ e o índice de seletividade (IS) do fármaco. A indometacina apresentou, segundo os valores encontrados de EC₅₀ = 8,9 μM e CC₅₀ = 25,7 μM, seletividade limitada e margem terapêutica restrita, apesar disso, suas propriedades farmacológicas, como ação anti-inflamatória, modulação da via COX-2/PGE₂ e capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, reforçam seu potencial como molécula de interesse para estudos futuros. Assim, embora apresente limitações in vitro, a indometacina permanece como candidata relevante para investigações adicionais, contribuindo para o avanço na busca de alternativas terapêuticas para a toxoplasmose.Item Acesso aberto (Open Access) Presença de DNA humano em fezes de triatomíneos encaminhados para pesquisa de Trypanosoma cruzi no sul de Minas Gerais(2025-12-15) Fernandes, Larissa Ferreira; Colombo, Fabio Antonio; Souza, Isabella Maria Monteiro de; Nunes, Juliana BarbosaA Doença de Chagas permanece como relevante problema de saúde pública nas Américas, mesmo após avanços no controle da transmissão vetorial. Nesse contexto, a vigilância entomológica continua sendo fundamental, especialmente em regiões onde espécies silvestres e peridomiciliares de triatomíneos mantêm contato com populações humanas. O presente estudo teve como objetivo avaliar a presença de DNA humano em fezes de triatomíneos encaminhados para pesquisa de Trypanosoma cruzi no Sul de Minas Gerais, como indicador do risco de transmissão vetorial. Foram analisadas 32 amostras de triatomíneos coletados em dez municípios da região, previamente classificados morfologicamente como hematófagos. A detecção de T. cruzi e de DNA humano foi realizada por meio da reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR), utilizando primers e sondas específicas. Os resultados demonstraram positividade de 87,5% das amostras para T. cruzi por qPCR, evidenciando maior sensibilidade da técnica molecular em relação ao exame parasitológico convencional. A presença de DNA humano foi identificada em 37,5% das amostras analisadas, todas também positivas para o parasito, indicando contato direto entre os vetores e humanos. Todos os insetos analisados pertenciam à espécie Panstrongylus megistus, reconhecida pela elevada capacidade de adaptação ao ambiente domiciliar. Os achados evidenciam a manutenção do risco de transmissão vetorial da Doença de Chagas na região estudada, reforçando a importância da vigilância entomológica contínua e do monitoramento molecular como ferramentas estratégicas para a prevenção e o controle da doença.
