Biotecnologia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2605
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Navegando Biotecnologia por Assunto "Ciências Exatas e da Terra"
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Item Acesso aberto (Open Access) Hidrólise enzimática de óleos extrídos do bioma amazônia para a produção sustentável de ácidos graxos(2025-12-08) Luiz, Yasmim Fernandes; Mendes, Adriano Aguiar; Sabi, Guilherme José; Matheus, Lucas BorgesO presente estudo tem como objetivo a produção de concentrados de ácidos graxos livres (AGLs), uma importante classe de compostos para a indústria oleoquímica, por hidrólise enzimática de óleos extraídos de espécies oleaginosas do bioma Amazônia como andiroba (Carapa guianensis), bacaba (Oenocarpus distichus) e castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa). A formulação comercial em pó de lipase de Candida rugosa (LCR) foi empregada como biocatalisador. As reações de hidrólise foram conduzidas a 40 ºC em sistemas isentos de agentes emulsificantes e tamponantes com contínua agitação mecânica de 1500 rpm empregando uma concentração de LCR de 3,2 g L–1 em meios contendo apenas óleos vegetais e água (40% em massa de óleo). Embora os três óleos apresentem diferentes composições em ácidos graxos, similares perfis de hidrólise nos primeiros 90 min de reação foram obtidos (conversões entre 55% e 60%). A hidrólise completa dos óleos de andiroba, bacaba e castanha-do-Pará foi obtida após 210 min, 240 min e 270 min de reação, respectivamente. Análises de espectrometria no infravermelho (IV) confirmam a completa conversão dos óleos em AGLs. Estes resultados demonstram claramente que a LCR exibiu uma ampla especificidade e atividade catalítica na hidrólise de óleos com diferentes composições em ácidos graxos. Além disso estes resultados demonstram a relevância deste estudo na produção enzimática de concentrados de AGLs na ausência da suplementação de aditivos como emulsificantes e tamponantes, contribuindo na implementação de processos de interesse industrial com menor complexidade técnica e mais sustentáveis (baixo consumo energético e menor geração de resíduos).Item Acesso aberto (Open Access) Produção sustentável de ésteres de solketila por hidroesterificação enzimática do óleo de fritura em meio isento de solventes orgânicos(2025-11-28) Melo, Nalanda Ribeiro Mendes de; Mendes, Adriano Aguiar; Sabi, Guilherme José; Carlos, Felipe RibeiroNos últimos anos, observa-se que há um grande empenho no desenvolvimento de processos sustentáveis voltados à reciclagem e ao reaproveitamento de resíduos agroindustriais, como os óleos vegetais usados e os resíduos de biomassa lignocelulósica. Dessa forma, o presente estudo consiste na produção enzimática de ésteres de solketila, uma importante classe de compostos utilizados na indústria como aditivo em combustíveis, emulsificantes e plastificantes. Esse processo ocorreu a partir da hidroesterificação do óleo de fritura, por meio da sua conversão em ácidos graxos livres (AGLs) na reação de hidrólise enzimática, empregando a lipase de Candida rugosa (LCR) como catalisador. Posteriormente, foi realizada a esterificação dos AGLs, , e do solketal, em reator aberto e sistema isento de solventes orgânicos. Na reação de esterificação, foi utilizada como catalisador a lipase Eversa® Transform 2.0 (ET2.0), anteriormente imobilizada por adsorção física em partículas pré-tratadas do epicarpo da Macaúba, um resíduo agroindustrial. A imobilização ocorreu em meio de pH 5,0 em uma temperatura de 25ºC por 15 horas. Foi avaliada a atividade catalítica das partículas imobilizadas em relação a sua forma livre (lipase solúvel). Houve uma conversão máxima de 58% após 90 minutos de reação, nas condições de 60ºC, razão molar AGLs:solketal de 1:1,6 e massa de 17% da lipase imobilizada. Manteve-se as condições para a lipase livre, que obteve uma conversão de apenas 42,3% após 30 minutos de reação. Posteriormente, foi realizado testes de reuso do biocatalisador para verificar a sua estabilidade, que manteve em 74% da sua atividade após 6 bateladas de esterificação. Os resultados indicam que houve uma melhora na atividade catalítica e na estabilidade operacional utilizando um resíduo agroindustrial (epicarpo da macaúba) como suporte para imobilização enzimática.
