Produção de corantes e pigmentos naturais por fungos filamentosos: uma revisão de literatura
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Resumo
Os corantes e pigmentos naturais são objeto de grande interesse industrial, visto que os sintéticos são responsáveis por causar efeitos danosos ao meio ambiente. Os fungos filamentosos apresentam diversas vantagens na produção desses metabólitos secundários, tais como: facilidade de cultivo e isolamento, estabilidade gênica, baixo custo, alto rendimento do metabólito, além de sofrerem pouca interferência da sazonalidade no seu desenvolvimento. Além disso, esses compostos naturais podem oferecer propriedades antioxidantes, imunossupressoras, antivirais, antitumorais, redutoras de colesterol, funcionando como compostos bioativos que aumentam o potencial nutricional e farmacológico, atrelando seus múltiplos benefícios a grande variedade de cores a determinados alimentos a que forem adicionados. Essa revisão busca apresentar as condições ambientais e os fatores de cultivo que influenciam a produção desses compostos, analisar as propriedades bioativas dos corantes e pigmentos fúngicos e sua toxicidade, além de investigar os avanços biotecnológicos que permitam o aumento da produção e a segurança de corantes e pigmentos derivados de fungos. A busca na literatura foi realizada nos bancos de dados Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO e Google Scholar, além de pesquisas em teses e dissertações, selecionando apenas materiais publicados de julho de 2015 a agosto de 2025, excluindo estudos que, foram publicados fora do intervalo de tempo determinado, envolvem pigmentos de origem não fúngicas, trabalhos sem dados experimentais claros ou fora do escopo biotecnológico e artigos duplicados, resumos de congresso e patentes. O refinamento dessa revisão considerou como critério de inclusão artigos científicos com índice de citação e revistas científicas com fator de impacto relevante. Os resultados demonstram que os fungos filamentosos são capazes de produzir compostos de classes como policetídeos, carotenóides e flavinas. Os estudos analisados evidenciam que fatores como composição do meio, pH, temperatura, disponibilidade de nitrogênio e condições de estresse modulam a produção, a cor e o rendimento dos pigmentos.
