Avaliação da imunização com nanopartículas de albumina sérica bovina mimétrica a patógeno pela via nasal em modelo de infecção pulmonar causado por Pseudomonas aeruginosa

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2024-08-06

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Resumo

A Pseudomonas aeruginosa é uma das principais bactérias responsáveis por infecções nosocomiais, apresentando grande resistência a antibióticos e relacionada a diversos casos de óbitos, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Atualmente não existem vacinas para P. aeruginosa e a busca por novos tratamentos vem se tornando uma prioridade. O uso de nanopartículas (NPs) como sistemas de entrega de antígenos demonstra ser eficiente em diversas situações podendo levar a um maior estímulo do sistema imunológico. Logo, devido à preocupação global com as infecções por P. aeruginosa, o respectivo trabalho tem por principal objetivo verificar a eficiência da imunização nasal por NPs de albumina sérica bovina contendo poliinosínico-policitidílico (poli I:C) (NPPI) e nanopartículas vazias (NPV) em modelo in vivo murino. As NPs sintetizadas foram caracterizadas, apresentando um diâmetro médio de 261 nm (NPV) e 497 nm (NPPI) e potencial zeta próximo de -30mV. As NPs foram utilizadas para imunização de camundongos fêmeas C57BL/pela via intranasal presença ou não de proteínas totais de P. aeruginosa. A produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa pré infecção foi avaliada por meio de ELISA nos animais imunizados. Após a imunização, os animais foram desafiados com P. aeruginosa e tiveram seus pesos e taxa de sobrevivência acompanhados. Após a morte/eutanásia dos animais, seus pulmões foram retirados e utilizados para quantificação de carga bacteriana em UFC/mL e análise histopatológica. Nossos resultados apontam uma produção de anticorpos IgG anti-P. aeruginosa circulantes no sangue e nos pulmões dos animais. Entretanto a perda de peso dos animais após a infecção e a quantificação de carga bacteriana indicam que os anticorpos não foram protetivos. A histopatologia do pulmão reforçou a ineficácia dos tratamentos em combater a infecção. Portanto, nossos resultados sugerem que a via de administração intranasal não é uma boa rota para induzir imunidade contra P. aeruginosa utilizando nanopartículas miméticas a patógenos.


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