Perspectivas para o tratamento de pacientes portadores de Esclerose Sistêmica com medicamentos imunobiológicos - uma revisão da literatura
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Resumo
A Esclerose Sistêmica (ES) é uma doença imunomediada, caracterizada pela tríade patogênica de fibrose, vasculopatia e disfunção imune, podendo acometer pele, pulmões, rins, coração e trato gastrointestinal, com maior incidência em mulheres entre 30 e 50 anos. Suas manifestações clínicas variam desde leves a complicações severas, que podem levar os pacientes a óbito. Considerando que não existe um tratamento padrão capaz de abranger todas as formas da doença e que os imunobiológicos ainda não integram as terapias disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde, este trabalho teve como objetivo revisar a literatura científica para identificar e avaliar medicamentos imunobiológicos promissores para o tratamento da ES. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com pesquisa dos artigos realizada entre agosto e novembro de 2025 em bases de dados confiáveis, utilizando descritores em português e inglês relacionados à doença e às terapias imunomoduladoras. A análise dos estudos permitiu identificar dez artigos relevantes que investigaram quatro imunobiológicos: Rituximabe, Tocilizumabe, Romilkimabe e Brentuximabe vedotina. O Rituximabe destacou-se por demonstrar melhora ou estabilização da função pulmonar e redução do espessamento cutâneo. O Tocilizumabe mostrou resultados consistentes na preservação da função pulmonar. O Romilkimabe apresentou um perfil antifibrótico promissor, contudo, necessita de investigações adicionais. O Brentuximabe vedotina apresentou melhora nas formas cutâneas refratárias. Em conclusão, embora nenhum dos imunobiológicos analisados zatue de forma abrangente sobre todas as manifestações da ES, o Rituximabe emerge como o medicamento mais promissor para o manejo conjunto das formas pulmonares e cutâneas graves, representando potencial avanço terapêutico para pacientes com maior comprometimento sistêmico. Ainda assim, a literatura reforça a necessidade de ensaios clínicos controlados, com amostras maiores, a fim de consolidar a segurança, eficácia e aplicabilidade desses imunobiológicos no tratamento da ES.
