Efeitos agudos das sessões de treinamento resistido com e sem restrição de fluxo sanguíneo sobre os parâmetros cardiovasculares e hemodinâmicos em homens recreacionalmente treinados
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Resumo
Durante a prática do treinamento resistido de alta intensidade (TRAI), ocorre o aumento das respostas cardíacas e hemodinâmicas. Adicionalmente, o TRAI também promove reduções da pressão arterial após o exercício, fenômeno conhecido como hipotensão pós exercício (HPE). A aplicação da técnica de restrição de fluxo sanguíneo (RFS), em conjunto com o treinamento resistido de baixa intensidade (TRBI), potencializa as respostas cardiovasculares e hemodinâmicas, promovendo elevações semelhantes às observadas no TRAI. Esses efeitos podem ser modulados por variáveis como o volume total da sessão e a execução até a falha muscular. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi investigar as respostas cardíacas e hemodinâmicas ao final e após 30 minutos das sessões de TRAI, TRBI e TRBI associado à RFS (TRBIRFS), compostas por exercícios sequenciais conduzidos até a falha muscular. Foram recrutados 14 homens jovens, recreacionalmente treinados (idade: 21,5 ± 1,6 anos; estatura: 178,2 ± 8,0 cm; massa corporal: 75,7 ± 8,0 kg), que realizaram as sessões de TRAI (4 × 70% de 1RM, conduzidas até a falha muscular), TRBI (4 × 30% de 1RM, conduzidas até a falha muscular) e TRBIRFS (4 × 30% de 1RM com RFS, conduzidas até a falha muscular), compostas por exercícios para membros superiores e inferiores. A frequência cardíaca (FC), o duplo produto (DP), a pressão arterial sistólica (PAS), a pressão arterial média (PAM) e a pressão arterial diastólica (PAD) foram mensuradas em repouso, imediatamente ao final da sessão e 30 minutos após o término da sessão. Ao final das sessões, todos os protocolos apresentaram aumentos significativos nas variáveis cardiovasculares e hemodinâmicas em relação ao repouso (P < 0,001), sem diferenças entre si. Os valores dos deltas (pós-pré) foram semelhantes entre o TRAI, TRBI e TRBIRFS. Trinta minutos após o final das sessões, a FC e o DP permaneceram elevados (P < 0,001), sem diferenças entre os protocolos. Por outro lado, os valores de PAS e PAM estavam reduzidos em relação ao repouso nos três protocolos (P < 0,05), com valores semelhantes entre si. Já na PAD, somente o TRBI apresentou redução significativa em comparação ao repouso (P < 0,001), enquanto o TRBIRFS mostrou valores superiores ao TRAI (P < 0,001) e ao TRBI (P < 0,001). Nossos resultados indicam que as sessões de TRAI, TRBI e TRBIRFS, compostas por exercícios para membros superiores e inferiores, com séries conduzidas até a falha muscular, apresentaram a mesma sobrecarga sobre o sistema cardiovascular, mas com maior magnitude do HPE no TRBI, em homens jovens recreacionalmente treinados.
