As máscaras do valor: o subjetivismo de Böhm-Bawerk encontra a teoria da forma-valor de Isaak Rubin

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2026-06-02

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Resumo

A presente dissertação investiga a trajetória histórica e teórica do confronto entre a teoria do valor de Karl Marx e a crítica subjetivista da escola austríaca, representada primordialmente por Eugen von Böhm-Bawerk. O cerne do trabalho reside na demonstração de que a crítica austríaca, ao tentar decretar a insolubilidade do sistema de Marx através da chamada “grande contradição”, falhou em apreender a dimensão social da forma-valor. Partindo de uma reconstrução sistemática operada principalmente por Isaak Illich Rubin na década de 1920, recuperada a partir da década de 1970 no Ocidente, o estudo analisa como a transição de um paradigma de “trabalho incorporado” para um paradigma de “forma-valor” permite desconstruir o subjetivismo marginalista e o desvio neoricardiano de meados do século XX. Nosso percurso reconstrói debates oriundos da crítica de Böhm-Bawerk, como o famoso debate sobre o problema da transformação dos valores em preços de produção, e através do exame dos textos de Isaak Rubin, complementados por tradições contemporâneas como a Neue Marx-Lektüre e a Interpretação Macro-Monetária, evidenciamos que as igualdades agregadas de Marx permanecem consistentes quando a teoria é lida como uma ciência crítica da totalidade capitalista mediada pelo dinheiro. Conclui-se, a partir do confronto entre o conjunto das críticas de Böhm-Bawerk com a interpretação proposta por Isaak Rubin, que o valor é a gramática coercitiva da sociedade capitalista, cuja compreensão exige a superação definitiva do psicologismo austríaco e do mecanicismo contábil das versões tradicionais do trabalho incorporado.


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