Análise comparativa do perfil inflamatório e o nível da reabsorção óssea e dentária entre camundongos machos e fêmeas após a infecção endodôntica

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2026-02-25

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Resumo

A resposta inflamatória decorrente da infecção endodôntica pode variar de acordo com características biológicas do hospedeiro, incluindo o sexo. Camundongos machos e fêmeas apresentam diferenças imunológicas importantes que podem alterar tanto a intensidade da inflamação quanto o padrão de reabsorção óssea e dentária. O presente estudo propõe comparar a reabsorção óssea periapical e a reabsorção dentária após a infecção endodôntica em camundongos machos e fêmeas durante o processo inflamatório. Foram utilizados 20 camundongos da linhagem C57BL/6 (10 machos e 10 fêmeas), de 6 a 8 semanas de idade, divididos em dois grupos nos quais foi realizada a indução da lesão periapical. Os grupos foram divididos em 1- macho e 2 - fêmea (n=10 por grupo). A indução da lesão periapical foi realizada por exposição e contaminação dos canais radiculares dos primeiros molares inferiores direitos e esquerdos ao ambiente bucal por um período de 42 dias. Foram realizadas análise de microtomografia computadorizada, análise histopatológica em hematoxilina e eosina, histoenzimologia para detecção da enzima fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP), com o objetivo de identificar células clásticas na área periapical, além da contagem de neutrófilos e macrófagos. Os resultados obtidos foram analisados utilizando-se o software GraphPad Prism 8.0 (Prism, Chicago, IL, EUA). Após confirmação de normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk, os dados foram submetidos ao teste t de Student (α = 5%) e teste de Welch. Os achados mostram que o sexo influenciou significativamente a evolução das lesões periapicais. As fêmeas apresentaram maior perda óssea (p<0,05), maior volume de lesão (p=0,0497) e maior perda de volume na reabsorção dentária (p<0,0001), mas não apresentaram diferenças estatísticas na área da reabsorção dentária (p=0,46) e maior número de macrófagos (p<0,0001). Ambos os grupos não apresentaram diferenças estatísticas nas células clásticas (p=0,13). Já os machos apresentaram maior densidade de neutrófilos (p=0,04) e maior peso (p<0,0001). Os resultados demonstram que o sexo biológico influencia significativamente a resposta imunológica na periodontite apical experimental, com padrões inflamatórios distintos entre machos e fêmeas. Esses achados reforçam a importáncia de considerar o sexo como variável biológica em pesquisas. Estudos clínicos são necessários para investigar se essas diferençãs impactam a progressão da lesão e a resposta ao tratamento endodôntico em humanos.


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