Monitoramento do parasita Angiostrongylus cantonensis pela reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) em amostras de moluscos Achatina fulica em Alfenas, Minas Gerais


Resumo

O Angiostrongylus cantonensis, agente etiológico da angiostrongilíase, que tem como principal complicação a meningite eosinofílica, utiliza roedores como hospedeiros definitivos e caramujos como hospedeiros intermediários em seu ciclo de vida. Esta é uma zoonose emergente no Brasil, com crescente disseminação nos últimos anos. A ocorrência frequente de caramujos nas áreas estudadas, aliada à sua alta taxa reprodutiva, eleva o risco de transmissão da angiostrongilíase à população. A presença de moluscos infectados já foi confirmada em 14 estados brasileiros, incluindo Minas Gerais, além do Distrito Federal. Este trabalho investigou a presença do parasita Angiostrongylus cantonensis em caramujos Achatina fulica coletados no município de Alfenas-MG. Foram analisadas 81 amostras de caramujos, coletadas pela Secretaria Municipal de Saúde: Divisão de Vigilância Epidemiológica, entre fevereiro e abril de 2025. O DNA utilizado foi extraído a partir da porção muscular do pé dos caramujos, e a detecção do parasita foi realizada por meio da técnica de PCR em tempo real (qPCR), permitindo monitorar Angiostrongylus cantonensis mesmo em caramujos congelados. Nenhuma das amostras apresentou infecção pelo parasita. O estudo reforça a importância do monitoramento contínuo e da vigilância epidemiológica como estratégia fundamental para o controle e prevenção da angiostrongilíase, especialmente em áreas urbanas com presença de Achatina fulica, como Alfenas-MG.


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