Avaliação de fertilizante organomineral comercial como bioestimulante em girassol anão sob estresse salino

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Data

2026-07-03

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Resumo

O girassol (Helianthus annuus) destaca-se como uma cultura de grande importância no cenário agrícola global, apresentando uma demanda crescente no setor florístico e paisagístico. Genótipos de porte reduzido têm sido cada vez mais requisitados para a composição de vasos, jardins e áreas verdes. Apesar de ser descrita como uma espécie moderadamente tolerante à salinidade, o excesso de sais na zona radicular representa um estresse abiótico crítico que pode comprometer severamente o estabelecimento inicial e o vigor das plântulas. Frente a esse obstáculo produtivo, o uso de tecnologias sustentáveis, como a aplicação de bioestimulantes vegetais, surge como uma alternativa promissora para atenuar os efeitos deletérios da salinização e garantir a viabilidade comercial da cultura. Mediante essas perspectivas, o presente estudo teve como objetivo analisar o potencial atenuador de estresse salino de um fertilizante organomineral comercial em plantas de girassol anão (cultivar F1 Sunny Smile) submetidas a cinco níveis de salinidade: 0, 2, 4, 8 e 16 dS m-1 associados à ausência ou presença do bioestimulante, administrado via solo na dose de 20 μL L⁻¹, havendo seis repetições . Foram realizadas análises do estresse oxidativo (teores de peróxido de hidrogênio e peroxidação lipídica), assim como a análise das atividades enzimáticas do sistema antioxidante de defesa (SOD, APX, CAT). A eficiência fotoquímica do fotossistema II foi monitorada através dos parâmetros de fluorescência da clorofila a (Fv/FM_Lss, qP_Lss, NPQ_Lss e Rfd_Lss), enquanto a qualidade visual das flores liguladas, foram avaliadas os parâmetros (L*, a*, b*) por análise colorimétrica instrumental utilizando o sistema CIELAB. Os resultados indicaram que a salinidade induziu estresse oxidativo, evidenciado pelo aumento progressivo nos teores de H2O2. Contudo, observou-se concomitante, à elevação na atividade enzimática da SOD e da APX, cuja ação sinérgica auxiliou na eliminação de causadores de estresse oxidativo nas plantas, impedindo a ocorrência de danos severos por peroxidação lipídica nas membranas celulares. A aplicação do bioestimulante atuou de forma ampla na regulação do aparato fotossintético mesmo sob os níveis mais elevados de salinidade; embora não tenha exercido efeito sobre a eficiência quântica máxima (Fv/Fm_Lss), o composto otimizou o fluxo de elétrons (qP_Lss), os mecanismos de dissipação térmica (NPQ_Lss) e o índice de vitalidade da planta (Rfd_Lss), garantindo a integridade da maquinaria fotoquímica. As variáveis colorimétricas das flores liguladas não sofreram alterações estatisticamente significativas. Conclui-se que, o bioestimulante comercial analisado apresenta potencial para o uso no manejo do girassol anão na concentração de 20 μL L⁻¹ via solo, mostrando-se uma possível alternativa viável para mitigar o estresse salino. O composto otimizou o sistema antioxidante enzimático (via SOD e APX) e resguardou a integridade da maquinaria fotossintética. Por fim, constatou-se que o girassol anão expressa tolerância à salinidade imposta, evidenciando que o processo de melhoramento genético direcionado à redução do porte preservou os mecanismos característicos das cultivares convencionais.


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