Navegando por Autor "Belineli, Lilian Miranda"
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Item Acesso aberto (Open Access) Diferenças de sexo na associação entre capital social e mortalidade por todas as causas: achados do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros(2025-11-28) Belineli, Lilian Miranda; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Fava, Silvana Maria Coelho Leite; Alexandre, Tiago da SilvaIntrodução: O capital social é definido como o conjunto de recursos reais ou potenciais advindos de uma rede sólida de relacionamentos. Logo, o nível de inserção e engajamento dos indivíduos pertencentes aos grupos sociais garante acesso a determinadas vantagens e benefícios. Ao envelhecer, a pessoa idosa pode encontrar dificuldade em manter seus papeis sociais dentro de suas famílias/comunidades, o que pode resultar em níveis diferentes de capital social. Além disso, homens e mulheres idosas tem socialização e redes sociais muito diversas, trazendo impactos significativos quanto a forma como o capital social pode interferir na saúde desse grupo etário. Levando em consideração a influência positiva do capital social na promoção da saúde e prevenção de doenças entre pessoas mais velhas, o mesmo pode diminuir as chances de desfechos negativos de saúde e, consequentemente, o risco de óbito entre as pessoas mais velhas. Objetivo: Verificar se aspectos relacionados ao capital social estão associados a mortalidade por todas as causas entre homens e mulheres com idade de 50 anos ou mais. Método: Estudo de coorte prospectiva que utilizou os dados do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-BRASIL). Os dados da linha de base são de 2015/16 e o acompanhamento foi feito até a segunda onda (2019/21). A amostra inclui indivíduos com 50 anos ou mais, residentes em 70 municípios das diferentes regiões do país. O capital social foi avaliado por meio de questões autorreferidas, sendo que o capital estrutural foi avaliado por meio da realização de trabalho voluntário e participação social, e o capital social cognitivo foi avaliado por meio da confiança interpessoal e da percepção do indivíduo quanto a possuir amigos. As informações sobre os óbitos foram vinculadas ao Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). As análises de associação entre o capital social e a mortalidade foram realizadas por meio de modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox. Resultados: Das 7.791pessoas com 50 anos ou mais acompanhadas, a maioria é do sexo feminino (54,51%), está na faixa etária de 50 a 59 anos (49,76%) e tem renda insuficiente para suas necessidades diárias (40,83%). Quanto às questões de saúde, a maioria apresenta doenças crônicas, como a hipertensão arterial sistêmica (51,42%) e diabetes (15,70%). Já quanto aos tipos de capital social, a maioria não realiza atividades de trabalho voluntário (80,82%), mas participam de atividades sociais organizadas (50,40%), têm amigos (90,23%) e confiam nos vizinhos/pessoas próximas (81,58%). A participação social (HR=0,74; IC95%=0,56-0,97) e a percepção de amigos (HR=0,72; IC95%=0,52-0,99) reduzem em 26% e 28% o risco de óbito entre as mulheres, independentemente de aspectos socioeconômicos, clínicos e de estilo de vida. Não foi observada associação entre aspectos do capital social e mortalidade entre os homens. Conclusão: Observou-se diferença de sexo, sendo que o maior capital social estrutural e cognitivo esteve associado a menor risco de óbito entre as mulheres participantes do estudo. Este estudo traz contribuições importantes quanto ao papel do capital social na prevenção de agravos para as mulheres idosas, mas ainda são necessários mais estudos para compreender como este construto pode influenciar os homens mais velhos.
