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Navegando por Autor "Jesus, Maria Luiza Silva de"

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    ItemAcesso aberto (Open Access)
    Análise comparativa da taxa de incidência de leishmaniose visceral e de indicadores socioeconômicos entre as regiões Norte e Sul do estado de Minas Gerais - Brasil
    (2025-07-28) Silva, Nicolas Gabriel Amâncio da; Jesus, Maria Luiza Silva de; Silva Júnior, Sinézio Inácio da; Marques, Marcos José; Colombo, Fabio Antonio
    Leishmania infantum é o protozoário responsável pela leishmaniose visceral (LV), doença sistêmica grave que, embora tratável, apresenta uma taxa de letalidade média de 8,5% no Brasil. No seu ciclo zoonótico, cães domésticos atuam como principais reservatórios, mantendo o parasita em ambientes urbanos, enquanto fêmeas de Lutzomyia longipalpis atuam como vetores. A capacidade de L. longipalpis de adaptar‑se a áreas peridomiciliares com matéria orgânica e elevada densidade canina, sustenta níveis endêmicos de LV, sobretudo em regiões de infraestrutura precária. Este trabalho avaliou comparativamente o perfil epidemiológico da leishmaniose visceral (LV) nas regiões Norte e Sul de Minas Gerais, no período de 2007 a 2022. Realizou‑se um estudo ecológico-descritivo, utilizando dados de notificação do SINAN/DATASUS, indicadores socioeconômicos do IBGE e Atlas Brasil e informações de saneamento do SNIS. Para cada mesorregião foram calculadas taxas de incidência anuais de LV e médias de variáveis como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), escolarização, cobertura de esgoto e coleta de lixo. A diferença de médias regionais foi testada pelo Mann–Whitney e associações entre taxa de incidência e indicadores foram avaliadas via correlação de Spearman. Em Minas Gerais foram contabilizados 7.065 casos de LV, dos quais 1.494 (21,1%) ocorreram no Norte, com taxa de incidência média de 28,6/100.000 habitantes, enquanto o Sul registrou apenas 12 casos (0,17%), com 0,41/100.000 habitantes. O Sul exibiu IDH médio superior (0,699 vs. 0,625), maior cobertura de esgoto e coleta de lixo, e menor proporção de domicílios sem saneamento. Entre as correlações significativas observadas, a maioria apresentou força fraca ou muito fraca.. Os resultados indicam a influência das condições socioambientais na perpetuação da LV, como a adaptação do vetor a ambientes peridomiciliares ricos em matéria orgânica e a presença de reservatórios caninos assintomáticos intensificam a transmissão onde os serviços básicos são deficientes. Recomenda‑se aprofundar a análise com variáveis ambientais e geoespaciais e fortalecer políticas de saneamento e manejo de resíduos, direcionadas especialmente às áreas mais vulneráveis do Norte mineiro.

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