Navegando por Autor "Moreira, Maeli Beatriz Dias"
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Item Embargo Eficácia do treinamento muscular respiratório com o dispositivo Powerbreathe® k5 em pacientes críticos após alta hospitalar(2025-12-08) Silva, Lucas Yuri Marino da; Moreira, Maeli Beatriz Dias; Kosour, Carolina; Veríssimo, Maísa Pinheiro de Almeida; Santana, Joice FerreiraIntrodução: O treinamento muscular respiratório (TMI) é considerado estratégia essencial na reabilitação de pacientes críticos após a alta hospitalar, pois a fraqueza muscular adquirida em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a ventilação mecânica, podem comprometer a função respiratória, a autonomia funcional e o processo de recuperação. Objetivo: Avaliar os efeitos do TMI com o dispositivo POWERbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar. Método: Trata-se de estudo observacional utilizando dados de registro contínuo realizado no Hospital e Maternidade Galileo, em Valinhos-SP, conforme normas éticas. Foram incluídos adultos internados em terapia intensiva e aptos ao treinamento muscular inspiratório após a alta, excluindo-se indivíduos com instabilidade hemodinâmica, doenças neuromusculares descompensadas ou prontuários incompletos. As variáveis analisadas foram características demográficas, condições clínicas, comorbidades, escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), Simplified Acute Physiology Score (SAPS), sinais vitais, escala de percepção de esforço (BORG), medidas de independência funcional e parâmetros do Powerbreathe® K5 (S-Index, PIF, PNV e volume inspirado). A análise estatística foi realizada no SPSS 23, com tabelas de frequência para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis contínuas. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro–Wilks. Para comparação, utilizaram-se testes t e ANOVA para dados paramétricos, Wilcoxon e Friedman para não paramétricos, além do coeficiente W de Kendall. O nível de significância foi de 5%. Resultados: Foi observado nas características demográficas indivíduos idosos com idade média de 67,9 ± 4,3 anos, com predomínio do gênero masculino (80%), IMC de 28,3 ± 5,7 demonstrando sobrepeso, alto índice de comorbidades (ICC 5,62 ± 1,2), longo período de internação (9,99 ± 2,60) com escore de gravidade (SAPS 39,9 ± 13,51 e SOFA 2,8 ± 2,6) demonstrando 25% de risco de mortalidade hospitalar e disfunções orgânicas com prognóstico intermediário, respectivamente. Observou-se a segurança do protocolo, sem alterações relevantes da frequência cardíaca (85,9 ± 18,2 para 78,2 ± 14,3; p=0,469) ou da pressão arterial média (91,8 ± 7,5 para 86,7 ± 8,3; p=0,091) durante o TMI. Observou-se também melhora clínica, como redução da frequência respiratória (21,1 ± 2,1 para 15,4 ± 2,5; p=0,000), aumento da saturação periférica de oxigênio (93,6 ± 5,4 para 96,5 ± 1,7; p=0,016) e diminuição da percepção de esforço (BORG 4,8 ± 1,7 para 2,4 ± 0,7; p=0,005). Como efeito do treinamento muscular respiratório observou melhora de S-index (48,7 ± 14,7 para 54,1 ± 16,6; p=0,000), do pico de fluxo inspiratório (2,74 ± 0,89 para 3,03 ± 0,98; p=0,000) e do volume inspirado (1,55 ± 0,65 para 1,82 ± 0,67; p=0,001). Conclusão: Pode-se observar efeitos positivos do TMI com o dispositivo Powerbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar.
