Navegando por Autor "Pereira, Thalles Andrade Marques"
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Item Acesso aberto (Open Access) Metabolismo da glicose e comprimento dos telômeros: descobertas de um estudo seccional com pessoas idosas da comunidade(2026-02-20) Pereira, Thalles Andrade Marques; Brito, Tábatta Renata Pereira de; Vidigal , Fernanda de Carvalho; Simões, Tânia Mara RodriguesIntrodução: O comprimento dos telômeros (CT) é um biomarcador amplamente reconhecido do envelhecimento biológico, caracterizado pelo encurtamento progressivo com a idade. Paralelamente, marcadores glicêmicos, especialmente a hemoglobina glicada (HbA1c), têm surgido como preditores do declínio relacionado à idade. No entanto, as evidências que associam níveis elevados de HbA1c ao encurtamento do CT permanecem inconsistentes. Objetivo: Verificar se os indicadores do metabolismo da glicose estão associados ao comprimento dos telômeros em idosos residentes na comunidade. Método: Estudo transversal com 448 pessoas idosas (≥60 anos) residentes em um município do Brasil. A coleta de dados ocorreu em duas etapas: entrevistas por questionário e coleta de sangue. A amostra de sangue foi utilizada para a quantificação do CT após extração de DNA, enquanto os marcadores glicêmicos incluíram HbA1c, glicemia de jejum (GJ), índice de glicação da hemoglobina (IGH) e índice triglicerídeo-glicose (TyG). As análises utilizaram regressão logística multivariada ajustada para fatores sociodemográficos, clínicos e de estilo de vida. Resultados: A amostra foi composta predominantemente por mulheres com idades entre 60 e 74 anos. Diabetes não controlada (OR=4,71) e níveis elevados de HbA1c (OR=1,23) foram associados independentemente a um menor comprimento dos telômeros (CT), independentemente da idade, sexo, multimorbidade, estado nutricional, fatores de estilo de vida e diagnóstico de diabetes. O consumo de frutas, vegetais e feijões apresentou menor probabilidade, enquanto o baixo peso aumentou a probabilidade de menor CT. Conclusão: A HbA1c e o diabetes não controlado aumentam a probabilidade de menor CT em pessoas idosas que vivem na comunidade, sugerindo que a hiperglicemia crônica contribui para o envelhecimento biológico acelerado. Esses achados reforçam a importância de integrar o controle glicêmico às estratégias para promover o envelhecimento saudável e prevenir o declínio celular prematuro, independentemente do diagnóstico de diabetes.
