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Navegando por Autor "Silva, Thaise Caputo"

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    ItemAcesso aberto (Open Access)
    Subproduto do abeto-norueguês (Picea abies) na modulação de parâmetros oxidativos e inflamatórios da colite murina induzida
    (2026-02-24) Silva, Thaise Caputo; Azevedo, Luciana; Barbisan, LuÍs Fernando; Hermes, Túlio de Almeida
    O aproveitamento de subprodutos agroindustriais como fonte de compostos bioativos tem ganhado destaque no desenvolvimento de ingredientes funcionais voltados à saúde intestinal. Nesse contexto, a serragem do abeto-norueguês (Picea abies) destaca-se como uma fonte promissora de galactoglucomananos e compostos fenólicos. Dessa forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial biológico do extrato do subproduto do abeto-norueguês (ESAN), com ênfase em suas propriedades antioxidantes e citotóxicas nas linhagens celulares Caco-2 (adenocarcinoma colorretal humano) e CCD-18Co (fibroblasto do cólon humano), bem como seus efeitos sobre a integridade da barreira intestinal em monocamadas de células Caco-2 e em sua atuação em um modelo experimental de colite aguda induzida por dextrano sulfato de sódio (DSS) em camundongos C57BL/6. Os resultados in vitro demonstraram que o ESAN apresenta atividade antioxidante dependente da linhagem celular, citotoxicidade seletiva para as células cancerosas (Caco-2) com índice de seletividade de 5,1 e potencial para preservar a integridade da monocamada em células Caco-2, sugerindo efeitos benéficos sobre a função de barreira intestinal. Na etapa in vivo, o ESAN não foi capaz de impedir a atividade da doença induzida pelo DSS, nem a ruptura da barreira intestinal ou a depleção de mucina. Entretanto, observou-se uma restauração parcial do desempenho de crescimento nos camundongos tratados. A administração de ESAN atenuou a expressão de TNF-α e IL-6 e modulou parcialmente a IL-10, ao mesmo tempo que remodelou a composição da microbiota, aumentando a presença de Bacteroidetes e a produção de ácido acético. Contudo, o ESAN, quando administrado isoladamente, promoveu aumento da translocação bacteriana em condições de homeostase, sem comprometer a permeabilidade epitelial, bem como induziu aumento parcial na expressão de citocinas pró-inflamatórias e de marcadores de estresse oxidativo, evidenciando o caráter ambivalente de seu perfil bioativo. Em conjunto, esses achados demonstram que o ESAN exerce efeitos dependentes do contexto nas interações hospedeiro-microbiota, na inflamação, no estresse oxidativo e na função de barreira, reforçando tanto o potencial terapêutico quanto os riscos inerentes dos subprodutos florestais como candidatos nutracêuticos para o manejo de DII (Doença Inflamatória Intestinal).

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