Navegando por Autor "Teodoro, Micaela Aparecida"
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Item Acesso aberto (Open Access) Autopercepção de saúde e capacidade funcional de pessoas idosas com multimorbidade(2025-12-10) Teodoro, Micaela Aparecida; Alves, Cristina Garcia Lopes; Aguiar, Ricardo Goes de; Simões, Tânia Mara RodriguesO processo de envelhecimento populacional vem ocorrendo em todo o mundo e representa um significativo avanço para a humanidade e um desafio para a saúde pública. Frente ao avanço na expectativa de vida, surgem desafios no enfrentamento de possíveis condições de saúde advindos do processo de envelhecimento, com destaque para as doenças crônicas não transmissíveis como principais causas de morbidade e mortalidade, contribuindo para a prevalência de quadros de multimorbidade, ou seja, a presença concomitante de duas ou mais dessas doenças. Dois indicadores de saúde se apresentam relevantes para o levantamento de dados sobre as condições de saúde da população idosa: autopercepção de saúde e capacidade funcional. O objetivo da presente pesquisa foi verificar a autopercepção do estado de saúde e a capacidade funcional das pessoas idosas com multimorbidade no Sul de Minas Gerais. Trata-se de estudo quantitativo, observacional do tipo transversal realizado com dados do projeto de pesquisa “Saúde Funcionalidade e Envelhecimento”, por meio de entrevista telefônica com amostra probabilística de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, cadastradas nas estratégias saúde da família das unidades básicas de saúde dos municípios de Alfenas, Passos e Pouso Alegre. Para o presente estudo foram incluídas pessoas idosas que relataram diagnóstico clínico de duas ou mais doenças e ou condições crônicas. Foram excluídas as que apresentaram alterações cognitivas detectadas pelo Mini-Exame do estado mental ou que apresentaram dados faltantes. Os participantes forneceram dados sociodemográficos, de condições de saúde, autopercepção do estado de saúde e capacidade funcional, para isso utilizou-se perguntas e instrumentos validados. Os dados foram analisados a partir de estatística descritiva e inferencial. Foi verificado que a maior proporção da amostra era do sexo feminino, raça/cor da pele branca, média de idade de 70,3 anos, declarou ser analfabeto e/ou ensino fundamental incompleto, vive com um parceiro afetivo, apresenta autopercepção positiva de saúde e capacidade funcional preservada. Para aquelas pessoas com dependência funcional, tanto para atividades básicas quanto instrumentais de vida diária, a percepção da saúde foi negativa. E ainda se observou que as pessoas idosas longevas, comparadas ás pessoas idosas não longevas, apresentaram maior dependência nas atividades instrumentais. Os resultados encontrados podem contribuir no acompanhamento do estado de saúde desse grupo etário no contexto da multimorbidade, sendo necessária a contínua articulação de estratégias e ações que busquem a promoção do envelhecimento saudável.Item Acesso aberto (Open Access) Escolha, consumo alimentar e percepção sobre alimentação e saúde entre pessoas idosas(Universidade Federal de Alfenas, 2022-11-25) Teodoro, Micaela Aparecida; Silva Júnior, Sinézio Inácio Da; Spexoto, Maria Cláudia Bernardes; Mendonça, NunoA população mundial está envelhecendo, sabe-se que, o estilo de vida é fator fundamental para a qualidade desse processo, e a alimentação pode ter grande influência. Investigar a alimentação dos indivíduos com o objetivo de saber “o que comem” e “quanto comem”, bem como os fatores sociodemográficos e de estilo de vida influenciadores, é ferramenta relevante e habitual em estudos relacionados à saúde. Além desses aspectos, é necessário ir além, investigando a razão pela qual uma pessoa escolhe seus alimentos, ou seja, “por qual motivo ela come”. Investigar alimentação e estado de saúde de pessoas idosas é importante para contribuir com estratégias e ações que possibilitem uma vida longa. Essa pesquisa foi desenvolvida para verificar os motivos para escolha alimentar e o consumo alimentar de pessoas idosas e analisar a percepção dos participantes sobre alimentação, saúde e longevidade. Trata-se de estudo transversal descritivo-exploratório que utilizou método misto (qualitativo-quantitativo). A coleta dos dados ocorreu, inicialmente, por meio de entrevista com pessoas idosas residentes na área urbana da cidade de Alfenas/MG. A entrevista foi realizada com 168 participantes, sendo que todos forneceram dados sociodemográficos, de estilo de vida, saúde, alimentação e nutrição. Posteriormente, os entrevistados forneceram respostas para os itens do Food Choice Questionnaire e Questionário de Frequência Alimentar para coleta de informações sobre escolha e consumo de alimentos. A etapa qualitativa foi realizada com 18 indivíduos que falaram sobre alimentação, saúde e longevidade a partir de perguntas norteadoras, sendo essa gravada em áudio. Após finalização da entrevista, foi solicitado ao participante que indicasse outra pessoa elegível para a pesquisa adotando-se assim, amostragem em “bola de neve”. Os dados quantitativos foram analisados a partir de estatística descritiva e inferencial adotando-se teste conforme a normalidade dos dados e nível de significância de 5%. Os dados qualitativos foram analisados a partir de análise temática. Do total de participantes, 69,6% se identificaram como mulheres e a média de idade foi de 72,6+8,9 anos. A maioria dos participantes (54,8%) apresentou autopercepção positiva do seu estado de saúde, porém revelaram perceber piora em seu estado de saúde, ao comparar o momento atual ao período de um ano atrás (82,7%). Entre os motivos investigados para escolha alimentar, saúde, conteúdo natural e preço emergiram como os mais importantes e o controle do peso como um dos menos importantes. Ao comparar os motivos segundo a idade, verificou-se que as pessoas idosas com idade entre 60 e 69 anos atribuiram maior importância para os motivos saúde e preocupação ética comparadas as com 80 anos ou mais. O consumo energético médio dos participantes foi abaixo das necessidades para o grupo etário e observou-se correlação significativa dele com sexo, estado civil e autorrelato de depressão/ansiedade. Segundo a percepção dos participantes, emergiram como temas no estudo qualitativo: “Valor absoluto”, “Multicausalidade”, “Equilíbrio e disciplina”, “Fatalismo” e “Alimentação natural”. Tais achados associados com as evidências quantitativas podem contribuir com futuras orientações e intervenções que possibilitem elaborar estratégias visando manejar a saúde por meio da alimentação e consequentemente a melhora da qualidade de vida de pessoas idosas.
