Saúde da Família, modalidade residência
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2599
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Navegando Saúde da Família, modalidade residência por Orientador(a) "Goyatá, Sueli Leiko Takamatsu"
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Item Acesso aberto (Open Access) Características das trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sob a ótica da equidade e interseccionalidade(2025-11-05) Araújo, Isadora Lima de; Goyatá, Sueli Leiko Takamatsu; Alves, Cristina Garcia Lopes; Liliana Batista VieiraEste estudo quantitativo, descritivo-analítico e transversal teve como objetivo descrever as características sociodemográficas, condições de saúde, estilo de vida, assédio moral e sexual, violência doméstica e no trabalho, satisfação no trabalho, vida familiar, saúde física e mental, vida em geral de trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) de um município mineiro, sob a ótica da equidade e interseccionalidade. A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro de 2024, com 216 participantes de 22 unidades da APS, por meio de questionário estruturado e análise estatística no software SPSS 19.0, com nível de significância de p<0,05. Observou-se predomínio do gênero feminino (89,8%), ensino médio completo (54,6%) e renda de um a três salários mínimos (70,4%). Entre participantes pardos e pretos, destacaram-se as categorias de Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Enfermagem e Recepcionista, funções associadas a menor remuneração e maior vulnerabilidade social. Em relação à orientação sexual, prevaleceu a heterossexualidade (89,4%), seguida da homossexualidade (lésbica) (6,0%) e bissexualidade (4,6%). Foram identificados 33,3% de casos de assédio moral e 17,8% de assédio sexual, majoritariamente contra mulheres. A violência doméstica foi relatada por 21,8% das participantes, com predominância da violência psicológica (61,2%). Houve também relato de discriminação no ambiente de trabalho (15,7%), principalmente por motivo de ocupação (37,0%) e gênero (25,9%). Cerca de 29,2% relataram diagnóstico de transtorno mental, sendo ansiedade (49,2%) e depressão (23,8%) os mais prevalentes. As análises estatísticas mostraram associações significativas entre idade e presença de transtorno mental (p=0,044) e ameaça no ambiente de trabalho (p=0,015). A presença de doenças autorreferidas associou-se fortemente com transtornos mentais (p=0,000), tentativa de suicídio (p=0,001) e violência doméstica (p=0,000). Os resultados evidenciam a sobreposição de desigualdades de gênero, raça/cor, renda e ocupação, refletindo vulnerabilidades específicas das mulheres negras e de baixa renda na APS. Conclui-se que fortalecer políticas institucionais de valorização, proteção e cuidado psicossocial das trabalhadoras e trabalhadores do SUS — com ênfase na equidade e na interseccionalidade — é essencial para a construção de ambientes laborais mais seguros, justos e inclusivos.
