Saúde da Família, modalidade residência
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2599
Navegar
Submissões Recentes
Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da funcionalidade e de sintomas entre pacientes elegíveis aos cuidados paliativos no âmbito da Atenção Primária à Saúde(2026-02-25) Silva, Lara Vilas Boas da; Aguiar, Ricardo Goes de; Silveira, Neidimila Aparecida; Costa, Isabelle Cristinne Pinto SampaioIntrodução: os Cuidados Paliativos atuam buscando a promoção da qualidade de vida por meio do controle de sintomas e redução do sofrimento relacionado à saúde, através da identificação precoce de necessidades e oferta de continuidade do cuidado integral em todas as fases do adoecimento. O declínio funcional, frequente nesse contexto, é uma importante fonte de sofrimento e impacta diretamente na funcionalidade e nas atividades de vida diária. Assim, a avaliação da capacidade funcional torna-se essencial para orientar o plano de cuidado e as estratégias de reabilitação paliativa. Objetivo: avaliar o nível de funcionalidade e ocorrência de sintomas entre pacientes elegíveis aos cuidados paliativos na Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologia: trata-se de um estudo exploratório, descritivo, epidemiológico e transversal, realizado com usuários cadastrados na APS de Alfenas-MG. A identificação de pacientes elegíveis aos CP ocorreu a partir da indicação dos Agentes Comunitários de Saúde, análise de prontuários e visitas domiciliares, guiados pelo instrumento SPICT-BR e pela Pergunta Surpresa, além da escala de Desempenho Paliativo (PPS). Os dados foram analisados por estatística descritiva. Resultados: a amostra final foi composta por 22 participantes, majoritariamente idosos, em acompanhamento na unidade de saúde, com predominância de doenças respiratórias crônicas, cerebrovasculares e neurodegenerativas. Observou-se elevada carga de comorbidades, além de redução da mobilidade e limitação funcional (PPS<60%) para maioria dos entrevistados (72,7%). A maioria necessitava de cuidador (82,8%), frequentemente em tempo integral. A dor foi o sintoma mais prevalente, seguida por cansaço e desânimo para quase metade da amostra. Conclusão: A carga elevada de sintomas e de declínio funcional observados apontam para a necessidade de CP no território, com ações integradas para o controle de sintomas e integração da Reabilitação Paliativa na manutenção de funcionalidade, mobilidade e autonomia dos pacientes.Item Acesso aberto (Open Access) Autopercepção de saúde e capacidade funcional de pessoas idosas com multimorbidade(2025-12-10) Teodoro, Micaela Aparecida; Alves, Cristina Garcia Lopes; Aguiar, Ricardo Goes de; Simões, Tânia Mara RodriguesO processo de envelhecimento populacional vem ocorrendo em todo o mundo e representa um significativo avanço para a humanidade e um desafio para a saúde pública. Frente ao avanço na expectativa de vida, surgem desafios no enfrentamento de possíveis condições de saúde advindos do processo de envelhecimento, com destaque para as doenças crônicas não transmissíveis como principais causas de morbidade e mortalidade, contribuindo para a prevalência de quadros de multimorbidade, ou seja, a presença concomitante de duas ou mais dessas doenças. Dois indicadores de saúde se apresentam relevantes para o levantamento de dados sobre as condições de saúde da população idosa: autopercepção de saúde e capacidade funcional. O objetivo da presente pesquisa foi verificar a autopercepção do estado de saúde e a capacidade funcional das pessoas idosas com multimorbidade no Sul de Minas Gerais. Trata-se de estudo quantitativo, observacional do tipo transversal realizado com dados do projeto de pesquisa “Saúde Funcionalidade e Envelhecimento”, por meio de entrevista telefônica com amostra probabilística de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, cadastradas nas estratégias saúde da família das unidades básicas de saúde dos municípios de Alfenas, Passos e Pouso Alegre. Para o presente estudo foram incluídas pessoas idosas que relataram diagnóstico clínico de duas ou mais doenças e ou condições crônicas. Foram excluídas as que apresentaram alterações cognitivas detectadas pelo Mini-Exame do estado mental ou que apresentaram dados faltantes. Os participantes forneceram dados sociodemográficos, de condições de saúde, autopercepção do estado de saúde e capacidade funcional, para isso utilizou-se perguntas e instrumentos validados. Os dados foram analisados a partir de estatística descritiva e inferencial. Foi verificado que a maior proporção da amostra era do sexo feminino, raça/cor da pele branca, média de idade de 70,3 anos, declarou ser analfabeto e/ou ensino fundamental incompleto, vive com um parceiro afetivo, apresenta autopercepção positiva de saúde e capacidade funcional preservada. Para aquelas pessoas com dependência funcional, tanto para atividades básicas quanto instrumentais de vida diária, a percepção da saúde foi negativa. E ainda se observou que as pessoas idosas longevas, comparadas ás pessoas idosas não longevas, apresentaram maior dependência nas atividades instrumentais. Os resultados encontrados podem contribuir no acompanhamento do estado de saúde desse grupo etário no contexto da multimorbidade, sendo necessária a contínua articulação de estratégias e ações que busquem a promoção do envelhecimento saudável.Item Acesso aberto (Open Access) Laserterapia na cicatrização de lesões por pressão em pacientes acamados atendidos na Atenção Primária à Saúde de Alfenas: estudo piloto(2025-12-16) Ramos, Andressa Cristine da Silva; Silveira, Neidimila Aparecida; Aguiar, Ricardo Goes de; Lima, Rosana AparecidaAs Lesões por Pressão (LPP) são frequentes em pessoas acamadas e representam importante desafio para a Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente no cuidado domiciliar. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da laserterapia de baixa intensidade no tratamento de LPP e na dor de pacientes acamados atendidos na APS de Alfenas-MG. Trata-se de uma pesquisa quase-experimental, realizada em domicílio, com cinco participantes e sete lesões. Utilizou-se laser vermelho de 660 nm, 100 mW, em técnica pontual, com dose de 3 J/cm² para LPP em estágio I (três vezes por semana, durante duas semanas) e 4 J/cm² para estágios II e III (três vezes por semana, durante três semanas), associado ao cuidado convencional. As lesões foram acompanhadas pelos escores da Pressure Ulcer Scale for Healing (PUSH) e medidas morfométricas em três momentos (T0, T1 e T2), e a dor avaliada pela escala Pain Assessment in Advanced Dementia (PAINAD) para não comunicantes e pela Escala Verbal Numérica (EVN), quando possível. Observou-se redução significativa do comprimento e da área das lesões (p=0,008) e do escore PUSH total e do componente “Tamanho” (p=0,037). Entre os não comunicantes, houve queda significativa do PAINAD total e dos domínios respiração, vocalização negativa, expressão facial e linguagem corporal durante a manipulação (p ≤ 0,023). No participante comunicante, a dor passou de 7/10 para 0/10 ao final do protocolo. Não foram registrados eventos adversos relacionados ao laser. Conclui-se que a laserterapia mostrou-se uma intervenção viável e segura no domicílio, com indícios de benefício sobre a cicatrização e a dor, sugerindo seu uso como terapia adjunta na APS e a realização de estudos controlados com amostras maiores.Item Embargo Avaliação da saúde bucal de usuários acamados e domiciliados em uma unidade de saúde da família: estudo de base populacional(2025-12-15) Pereira, Lenira Mariane; Aguiar, Ricardo Goes de; Alves, Cristina Garcia Lopes; Soares, Leone PereiraIntrodução: A Atenção Domiciliar é uma atribuição da Atenção Primária à Saúde e a Saúde bucal constitui-se elemento fundamental para a saúde geral dos indivíduos. Objetivo: Avaliar a saúde bucal de usuários acamados e domiciliados de uma Unidade de Saúde da Família. Resultados: Participaram 32 indivíduos, 87,5% domiciliados, com média de idade de 80 anos. O perfil predominante foi de mulheres, viúvas, com baixa escolaridade e renda de até dois salários mínimos. A senilidade foi o principal motivo de acamamento/domicílio. Identificou-se 71,9% dos participantes com hipertensão arterial, 40,6% com diabetes mellitus tipo 2 e 68,8% usavam quatro ou mais medicamentos. Todos os participantes apresentavam dentição incompleta, 65,6% utilizavam prótese dentária e a maioria apresentava condições de higiene oral insatisfatórias. Conclusão: Espera-se que os resultados possam gerar debates entre as instâncias gestoras e instituições formadoras para aprimorar a oferta da atenção domiciliar em saúde bucal para os acamados e domiciliados.Item Acesso aberto (Open Access) Educação permanente para profissionais de enfermagem e de medicina sobre coberturas para tratamento de feridas disponíveis na atenção primária à saúde de um município do sul de Minas Geria: relato de experiência(2025-12-10) Ribeiro, Joice Marques; Terra, Fábio de Souza; Costa, Andreia Cristina Barbosa; Andrade, Maria Betânia Tinti deAs feridas de cicatrização prolongada ou elevada reincidência representam um grande desafio para a saúde, impactam a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares e representam altos custos ao sistema de saúde. Assim, é indispensável que os profissionais envolvidos no cuidado a pessoa com ferida sejam capacitados, por meio da Educação Permanente em Saúde. Com isso, este estudo teve como objetivo relatar a experiência de uma enfermeira residente quanto à realização da educação permanente sobre coberturas para tratamento de feridas na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um relato de experiência, descritiva, referente à realização de educação permanente sobre coberturas disponíveis na Atenção Primária à Saúde para os profissionais da enfermagem e de medicina atuantes em uma Estratégia da Saúde da Família de um município do Sul de Minas Gerais. Para realização da educação permanente, foram elaborados slides e livreto explicativo, após o levantamento de conteúdos referentes a esta temática e extraídos da literatura pertinente. Esses materiais foram construídos na plataforma de design Canva, sendo o livreto registrado em plataforma de direitos autorais. A atividade durou cerca de 1 hora e 40 minutos e ocorreu no consultório médico. Ressalta-se que no dia da realização desta atividade, a agenda ficou livre e não foram agendados atendimentos. Destaca-se que as coberturas disponíveis na unidade e que foram abordadas, ficaram dispostas em cima da mesa e os slides foram projetados em notebook. Esta ação envolveu a apresentação dos materiais informativos mencionados e a discussão dos diferentes tipos de coberturas disponíveis no munícipio. Os profissionais demonstraram grande interesse no assunto, compartilhando dúvidas e experiências. Foi revelado desconhecimento sobre coberturas fornecidas pela prefeitura e ausência de capacitação formal sobre o tema. Os profissionais demonstraram ter aprendido sobre feridas e curativos apenas informalmente, também apresentaram desconhecimento sobre processos cicatriciais e tratamentos. Eles se mostraram interessados no tema e na ação de educação permanente; no entanto, foi evidenciado a necessidade de maior aprofundamento no tema. Por meio da atividade foi possível identificar lacunas no conhecimento da equipe de enfermagem e medicina sobre as coberturas para feridas e por meio da ação de Educação Permanente em Saúde foi possível sanar parte dessas deficiências, promovendo troca de saberes e experiências. É possível entender que o cuidado de pessoas com feridas é um processo que requer conhecimento específico, sendo indispensável que os profissionais sejam capacitados acerca das coberturas disponíveis no mercado e nos serviços de saúde. Assim, torna-se indispensável a atualização dos profissionais envolvidos neste processo por meio das ações de educação permanente, para que o cuidado se torne mais qualificado e eficiente.Item Acesso aberto (Open Access) Características das trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde sob a ótica da equidade e interseccionalidade(2025-11-05) Araújo, Isadora Lima de; Goyatá, Sueli Leiko Takamatsu; Alves, Cristina Garcia Lopes; Liliana Batista VieiraEste estudo quantitativo, descritivo-analítico e transversal teve como objetivo descrever as características sociodemográficas, condições de saúde, estilo de vida, assédio moral e sexual, violência doméstica e no trabalho, satisfação no trabalho, vida familiar, saúde física e mental, vida em geral de trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) de um município mineiro, sob a ótica da equidade e interseccionalidade. A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro de 2024, com 216 participantes de 22 unidades da APS, por meio de questionário estruturado e análise estatística no software SPSS 19.0, com nível de significância de p<0,05. Observou-se predomínio do gênero feminino (89,8%), ensino médio completo (54,6%) e renda de um a três salários mínimos (70,4%). Entre participantes pardos e pretos, destacaram-se as categorias de Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Enfermagem e Recepcionista, funções associadas a menor remuneração e maior vulnerabilidade social. Em relação à orientação sexual, prevaleceu a heterossexualidade (89,4%), seguida da homossexualidade (lésbica) (6,0%) e bissexualidade (4,6%). Foram identificados 33,3% de casos de assédio moral e 17,8% de assédio sexual, majoritariamente contra mulheres. A violência doméstica foi relatada por 21,8% das participantes, com predominância da violência psicológica (61,2%). Houve também relato de discriminação no ambiente de trabalho (15,7%), principalmente por motivo de ocupação (37,0%) e gênero (25,9%). Cerca de 29,2% relataram diagnóstico de transtorno mental, sendo ansiedade (49,2%) e depressão (23,8%) os mais prevalentes. As análises estatísticas mostraram associações significativas entre idade e presença de transtorno mental (p=0,044) e ameaça no ambiente de trabalho (p=0,015). A presença de doenças autorreferidas associou-se fortemente com transtornos mentais (p=0,000), tentativa de suicídio (p=0,001) e violência doméstica (p=0,000). Os resultados evidenciam a sobreposição de desigualdades de gênero, raça/cor, renda e ocupação, refletindo vulnerabilidades específicas das mulheres negras e de baixa renda na APS. Conclui-se que fortalecer políticas institucionais de valorização, proteção e cuidado psicossocial das trabalhadoras e trabalhadores do SUS — com ênfase na equidade e na interseccionalidade — é essencial para a construção de ambientes laborais mais seguros, justos e inclusivos.
