Fisioterapia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2622
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Navegando Fisioterapia por Orientador(a) "Kosour, Carolina"
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Item Embargo Craniectomia descompressiva: impacto na internação hospitalar e fragilidade clínica em paciente com traumatismo craniencefálico submetidos a craniectomia: relatos de casos(2025-12-08) Silva, Camila Cristina; Carvalho, Ana Laura Souza; Kosour, Carolina; Munhoz, Nicole Natascha Federow; Paes, Pedro Afonso ClaroIntrodução. A craniectomia descompressiva (CD) é considerada intervenção cirúrgica indicada para o manejo da hipertensão intracraniana refratária, especialmente em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE), porém consta de situação clínica e procedimento complexos necessitando analisar o tempo de internação hospitalar e a fragilidade clínica. Objetivo. Analisar o tempo de internação hospitalar e a fragilidade clínica de pacientes submetidos à craniectomia descompressiva que foram internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Método. Trata-se de relatos de 4 casos vítimas de traumatismo craniencefálico submetidos à craniectomia internados em UTI. A pesquisa foi realizada no Hospital e Maternidade Galileo (Valinhos-SP). Foram incluídos (1) Pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, submetidos à craniectomia descompressiva; e excluídos (1) Pacientes em estágio terminal; (2) Pacientes com doenças cerebrovasculares primárias; (3) Pacientes sem informações completas ou que abandonaram o estudo no meio da fase prospectiva. As variáveis analisadas incluíram: dados demográficos (idade e sexo), doenças e comorbidades, parâmetros e tempo de uso de ventilação mecânica, exames de imagem e laboratoriais, sinais vitais, Escala de Coma de Glasgow, dados cirúrgicos e anestésicos (tempo de anestesia, tempo cirúrgico, tempo de VM, tempo de RPA, uso de drogas vasoativas (DVA)) e intercorrências. Seguido da Escala de Fragilidade Clínica (CFS). Conclusão. A craniectomia descompressiva em pacientes com traumatismo craniencefálico exerce impacto na condição clínica sendo, pacientes com menor grau de fragilidade e maior nível de consciência tiveram melhor resposta ao tratamento e menor tempo de internação, indicando relação direta entre fragilidade e gravidade neurológica e o tempo de internação.Item Embargo Displasia broncopulmonar e o espectro incomum da doença pulmonar cística em prematuro extremo de baixo peso: relato de caso(2025-12-08) Soares, Sara Isabelle Olympio; Kosour, Carolina; Via, Fabiana Della; Campos, Jéssica AmandaIntrodução: O cisto pulmonar congênito é classificado como malformação pulmonar congênita. Trata-se de anomalia rara que se desenvolve durante a embriogênese e pode apresentar manifestações clínicas variadas, desde quadros respiratórios graves até assintomáticas. A displasia broncopulmonar (DBP) é considerada a complicação crônica mais significativa em prematuros e afeta cerca de 20-30% dos recém-nascidos de baixo peso. Objetivo: Relatar caso de recém nascido prematuro extremo de baixo peso, com displasia broncopulmonar e o espectro incomum da doença pulmonar cística internado em Unidade Neonatal de Cuidados Progressivos da Santa Casa de Alfenas. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, recém-nascido prematuro extremo nascido com 775g e 24 semanas e 3 dias de idade corrigida. Necessitou manobras de reanimação avançadas na sala de parto, após entrada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal recebeu 2 doses de surfactante pulmonar e foi necessário a ventilação mecânica invasiva (VMI) por tempo prolongado evoluindo com BDP. Durante o processo houve 3 falhas de extubação. Nas imagens radiológicas do pulmão estava sempre presente hipotransparência à direita no lobo inferior, após a realização da TC foi diagnosticado cisto pulmonar este com resolução eficiente e singular. Resultados: Após 5 meses e 1 dia de internação, com assistência multiprofissional e com atuação da fisioterapia respiratória, constatou-se melhora clínica do quadro de displasia broncopulmonar e ausência de visualização do cisto em novos exames de imagem. Conclusão: O caso descrito evidencia a complexidade clínica de recém-nascido prematuro extremo com displasia broncopulmonar e cisto pulmonar congênito, que demonstrou evolução favorável após longo período de ventilação mecânica e suporte intensivo. O desfecho positivo reforça a importância do acompanhamento multiprofissional e assistência fisioterapêutica no manejo de condições respiratórias graves em neonatos.Item Embargo Efeitos da musicoterapia sobre o delirium e desmame ventilatório em pacientes em ventilação mecânica(2025-10-24) Silva, Gabrielly Oliveira; Castro, Juliana Zini Kellermann de; Kosour, Carolina; Pereira, Marcelo Gustavo; Lamas, Raquel de Oliveira TorresIntrodução: Ansiedade, estresse e delirium são fatores predominantes em pacientes submetidos à admissão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), contribuindo para o regresso à recuperação. Objetivo: Analisar a efetividade do uso da musicoterapia na diminuição do delirium em pacientes ao despertar da sedação em ventilação mecânica na UTI. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, duplo cego, composto por indivíduos maiores de 18 anos e menores de 80 anos, em ventilação mecânica com tempo superior a 48 horas, utilizando drogas sedativas. O estudo foi feito em 51 indivíduos separados em cinco grupos. Resultados: Verificou-se a maior prevalência de pacientes do sexo feminino no grupo controle, foi analisada uma diferença entre grupos com o grupo intervenção D apresentando maior número de indivíduos do sexo masculino em relação ao grupo controle (p=0,044). De acordo com a condição clínica dos indivíduos submetidos, houve diferença significativa entre grupos (p=0,001). A análise estatística mostrou significância no aspecto frequência respiratória média inicial (p=0,036) e final (0). O grupo controle A e o grupo intervenção C apresentaram as maiores médias observadas na escala de RASS (0=estado calmo e alerta). Já os grupos intervenção D e E apresentaram as menores médias na escala (-2= sedado leve), com significância (p= 0,029). Conclusão: O uso da musicoterapia apresentou efeito sugestivo positivo no despertar da sedação sem incidência de delirium em pacientes em ventilação mecânica.Item Embargo Eficácia do treinamento muscular respiratório com o dispositivo Powerbreathe® k5 em pacientes críticos após alta hospitalar(2025-12-08) Silva, Lucas Yuri Marino da; Moreira, Maeli Beatriz Dias; Kosour, Carolina; Veríssimo, Maísa Pinheiro de Almeida; Santana, Joice FerreiraIntrodução: O treinamento muscular respiratório (TMI) é considerado estratégia essencial na reabilitação de pacientes críticos após a alta hospitalar, pois a fraqueza muscular adquirida em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a ventilação mecânica, podem comprometer a função respiratória, a autonomia funcional e o processo de recuperação. Objetivo: Avaliar os efeitos do TMI com o dispositivo POWERbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar. Método: Trata-se de estudo observacional utilizando dados de registro contínuo realizado no Hospital e Maternidade Galileo, em Valinhos-SP, conforme normas éticas. Foram incluídos adultos internados em terapia intensiva e aptos ao treinamento muscular inspiratório após a alta, excluindo-se indivíduos com instabilidade hemodinâmica, doenças neuromusculares descompensadas ou prontuários incompletos. As variáveis analisadas foram características demográficas, condições clínicas, comorbidades, escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), Simplified Acute Physiology Score (SAPS), sinais vitais, escala de percepção de esforço (BORG), medidas de independência funcional e parâmetros do Powerbreathe® K5 (S-Index, PIF, PNV e volume inspirado). A análise estatística foi realizada no SPSS 23, com tabelas de frequência para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis contínuas. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro–Wilks. Para comparação, utilizaram-se testes t e ANOVA para dados paramétricos, Wilcoxon e Friedman para não paramétricos, além do coeficiente W de Kendall. O nível de significância foi de 5%. Resultados: Foi observado nas características demográficas indivíduos idosos com idade média de 67,9 ± 4,3 anos, com predomínio do gênero masculino (80%), IMC de 28,3 ± 5,7 demonstrando sobrepeso, alto índice de comorbidades (ICC 5,62 ± 1,2), longo período de internação (9,99 ± 2,60) com escore de gravidade (SAPS 39,9 ± 13,51 e SOFA 2,8 ± 2,6) demonstrando 25% de risco de mortalidade hospitalar e disfunções orgânicas com prognóstico intermediário, respectivamente. Observou-se a segurança do protocolo, sem alterações relevantes da frequência cardíaca (85,9 ± 18,2 para 78,2 ± 14,3; p=0,469) ou da pressão arterial média (91,8 ± 7,5 para 86,7 ± 8,3; p=0,091) durante o TMI. Observou-se também melhora clínica, como redução da frequência respiratória (21,1 ± 2,1 para 15,4 ± 2,5; p=0,000), aumento da saturação periférica de oxigênio (93,6 ± 5,4 para 96,5 ± 1,7; p=0,016) e diminuição da percepção de esforço (BORG 4,8 ± 1,7 para 2,4 ± 0,7; p=0,005). Como efeito do treinamento muscular respiratório observou melhora de S-index (48,7 ± 14,7 para 54,1 ± 16,6; p=0,000), do pico de fluxo inspiratório (2,74 ± 0,89 para 3,03 ± 0,98; p=0,000) e do volume inspirado (1,55 ± 0,65 para 1,82 ± 0,67; p=0,001). Conclusão: Pode-se observar efeitos positivos do TMI com o dispositivo Powerbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar.
