Fisioterapia
URI Permanente para esta coleçãohttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/2622
Navegar
Submissões Recentes
Item Acesso aberto (Open Access) Efeito da musicalização na habilidade motora e nível de ansiedade em crianças neurotípicas: estudo observacional transversal(2025-11-27) Valadão, Ana Beatriz Teixeira; Reis, Luciana Maria dos; Sostena Neto, José Roberto; Oliveira, Ana Flávia Felicioni deIntrodução. A música é capaz de afetar um conjunto de sistemas cerebrais, gerando conexões entre áreas auditivas, cognitivas e motoras tanto de quem executa, quanto de quem ouve. A habilidade motora é a capacidade de realizar movimentos com precisão e eficiência, podendo ser influenciada por fatores como a ansiedade. O Teste de Trilhas tem sido utilizado para avaliar funções cognitivas como velocidade de processamento, atenção sustentada, flexibilidade mental e habilidades motoras. Objetivo. Verificar o efeito da música na habilidade motora e nível de ansiedade em crianças neurotípicas. Metodologia. Trata-se de um estudo observacional transversal no qual 18 crianças, de 7 a 12 anos, ambos os sexos, foram distribuídas em dois grupos: G1 – crianças que fazem aulas de música há seis meses ou mais e G2 – crianças que nunca fizeram aulas de música. Ambos os grupos foram submetidos a avaliação da habilidade motora, por meio do Teste de Trilhas na versão digital, bem como pela Anxiety Scale for Children (MASC), em um único momento. Resultados. Foi observada diferença significativa (p=0,03) no tempo de execução da trilha B, com o grupo música apresentando menor tempo de execução (0,49 ± 0,28) em comparação ao grupo sem música (2,56 ± 1,43). Observou-se também diferença entre os grupos no nível de ansiedade (p=0,002), com o grupo sem música apresentando maior índice de ansiedade (70,11 ± 8,0) em comparação com o grupo música (36,22 ± 17,94). Conclusão. Conclui-se que a vivência musical é capaz de influenciar a habilidade motora e o nível de ansiedade de crianças de 7 a 12 anos.Item Embargo Craniectomia descompressiva: impacto na internação hospitalar e fragilidade clínica em paciente com traumatismo craniencefálico submetidos a craniectomia: relatos de casos(2025-12-08) Silva, Camila Cristina; Carvalho, Ana Laura Souza; Kosour, Carolina; Munhoz, Nicole Natascha Federow; Paes, Pedro Afonso ClaroIntrodução. A craniectomia descompressiva (CD) é considerada intervenção cirúrgica indicada para o manejo da hipertensão intracraniana refratária, especialmente em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico (TCE), porém consta de situação clínica e procedimento complexos necessitando analisar o tempo de internação hospitalar e a fragilidade clínica. Objetivo. Analisar o tempo de internação hospitalar e a fragilidade clínica de pacientes submetidos à craniectomia descompressiva que foram internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Método. Trata-se de relatos de 4 casos vítimas de traumatismo craniencefálico submetidos à craniectomia internados em UTI. A pesquisa foi realizada no Hospital e Maternidade Galileo (Valinhos-SP). Foram incluídos (1) Pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, submetidos à craniectomia descompressiva; e excluídos (1) Pacientes em estágio terminal; (2) Pacientes com doenças cerebrovasculares primárias; (3) Pacientes sem informações completas ou que abandonaram o estudo no meio da fase prospectiva. As variáveis analisadas incluíram: dados demográficos (idade e sexo), doenças e comorbidades, parâmetros e tempo de uso de ventilação mecânica, exames de imagem e laboratoriais, sinais vitais, Escala de Coma de Glasgow, dados cirúrgicos e anestésicos (tempo de anestesia, tempo cirúrgico, tempo de VM, tempo de RPA, uso de drogas vasoativas (DVA)) e intercorrências. Seguido da Escala de Fragilidade Clínica (CFS). Conclusão. A craniectomia descompressiva em pacientes com traumatismo craniencefálico exerce impacto na condição clínica sendo, pacientes com menor grau de fragilidade e maior nível de consciência tiveram melhor resposta ao tratamento e menor tempo de internação, indicando relação direta entre fragilidade e gravidade neurológica e o tempo de internação.Item Embargo Eficácia do treinamento muscular respiratório com o dispositivo Powerbreathe® k5 em pacientes críticos após alta hospitalar(2025-12-08) Silva, Lucas Yuri Marino da; Moreira, Maeli Beatriz Dias; Kosour, Carolina; Veríssimo, Maísa Pinheiro de Almeida; Santana, Joice FerreiraIntrodução: O treinamento muscular respiratório (TMI) é considerado estratégia essencial na reabilitação de pacientes críticos após a alta hospitalar, pois a fraqueza muscular adquirida em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a ventilação mecânica, podem comprometer a função respiratória, a autonomia funcional e o processo de recuperação. Objetivo: Avaliar os efeitos do TMI com o dispositivo POWERbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar. Método: Trata-se de estudo observacional utilizando dados de registro contínuo realizado no Hospital e Maternidade Galileo, em Valinhos-SP, conforme normas éticas. Foram incluídos adultos internados em terapia intensiva e aptos ao treinamento muscular inspiratório após a alta, excluindo-se indivíduos com instabilidade hemodinâmica, doenças neuromusculares descompensadas ou prontuários incompletos. As variáveis analisadas foram características demográficas, condições clínicas, comorbidades, escore Sequential Organ Failure Assessment (SOFA), Simplified Acute Physiology Score (SAPS), sinais vitais, escala de percepção de esforço (BORG), medidas de independência funcional e parâmetros do Powerbreathe® K5 (S-Index, PIF, PNV e volume inspirado). A análise estatística foi realizada no SPSS 23, com tabelas de frequência para variáveis categóricas e medidas de tendência central e dispersão para variáveis contínuas. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro–Wilks. Para comparação, utilizaram-se testes t e ANOVA para dados paramétricos, Wilcoxon e Friedman para não paramétricos, além do coeficiente W de Kendall. O nível de significância foi de 5%. Resultados: Foi observado nas características demográficas indivíduos idosos com idade média de 67,9 ± 4,3 anos, com predomínio do gênero masculino (80%), IMC de 28,3 ± 5,7 demonstrando sobrepeso, alto índice de comorbidades (ICC 5,62 ± 1,2), longo período de internação (9,99 ± 2,60) com escore de gravidade (SAPS 39,9 ± 13,51 e SOFA 2,8 ± 2,6) demonstrando 25% de risco de mortalidade hospitalar e disfunções orgânicas com prognóstico intermediário, respectivamente. Observou-se a segurança do protocolo, sem alterações relevantes da frequência cardíaca (85,9 ± 18,2 para 78,2 ± 14,3; p=0,469) ou da pressão arterial média (91,8 ± 7,5 para 86,7 ± 8,3; p=0,091) durante o TMI. Observou-se também melhora clínica, como redução da frequência respiratória (21,1 ± 2,1 para 15,4 ± 2,5; p=0,000), aumento da saturação periférica de oxigênio (93,6 ± 5,4 para 96,5 ± 1,7; p=0,016) e diminuição da percepção de esforço (BORG 4,8 ± 1,7 para 2,4 ± 0,7; p=0,005). Como efeito do treinamento muscular respiratório observou melhora de S-index (48,7 ± 14,7 para 54,1 ± 16,6; p=0,000), do pico de fluxo inspiratório (2,74 ± 0,89 para 3,03 ± 0,98; p=0,000) e do volume inspirado (1,55 ± 0,65 para 1,82 ± 0,67; p=0,001). Conclusão: Pode-se observar efeitos positivos do TMI com o dispositivo Powerbreathe® K5 em pacientes críticos após a alta hospitalar.Item Acesso aberto (Open Access) Perfil de cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência física atendidos em instituições no Sul de Minas Gerais(2025-11-28) Ruela, André da Silva; Braga, Vitória da Conceição Corrêa; Reis, Luciana Maria dos; Faria, Tereza Cristina Carbonari de; Castilho, Lia Silva deIntrodução: O termo cuidador refere-se à pessoa que oferece suporte àqueles que, diante de uma doença ou deficiência, enfrentam desafios para realizar suas atividades cotidianas. Devido à alta demanda física e emocional, os cuidadores estão sujeitos a condições clínicas que impactam negativamente o bem-estar e a qualidade de vida. Objetivo: Identificar o perfil sociodemográfico e clínico de cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência física em instituições do Sul de Minas Gerais, especialmente no que se refere à dor, qualidade do sono e ansiedade, bem como verificar possíveis correlações com a qualidade de vida. Metodologia: Estudo observacional e transversal, realizado na Associação dos Deficientes Físicos de Poços de Caldas (ADEFIP) e na Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com 16 cuidadoras selecionadas por conveniência. Foi aplicado questionário clínico e sociodemográfico, além dos instrumentos Short Form Health Survey (SF-36), Escala Hamilton para Ansiedade (HAM-A), Questionário de dor McGill e Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Os dados foram analisados por estatística descritiva e correlação de Spearman (p < 0,05). Resultados: A amostra foi composta apenas por mulheres (100%), com idade média de 34,31 anos, sem curso superior e com renda familiar entre um e dois salários-mínimos. Ademais, foi observado que 87% das mulheres não exerciam atividade remunerada e 56,25% não haviam feito curso preparatório para exercer a função de cuidadora. Metade das voluntárias (50%) apresentavam alguma doença e 47,75% utilizavam algum tipo de medicamento de forma contínua. Todas as participantes relataram dor, com intensidade 7,31 ± 1,40, avaliada pela Escala Numérica de Dor, sendo “fisgada”, “agulhada” e “pontada” os descritores mais frequentes observados pelo McGill. Quanto ao sono, 62,5% apresentaram sono ruim e 25% distúrbio do sono. A ansiedade foi leve em 43,75%, moderada em 25% e grave em 31,25%. Os melhores escores de qualidade de vida ocorreram no domínio capacidade funcional (75,62 ± 22,42) e os piores no ambiental (43,75 ± 41,66). Houve correlação negativa entre ansiedade e vitalidade, aspectos sociais e saúde mental. Conclusão: O presente estudo demonstrou alta prevalência de dor, sono não reparador, ansiedade e comprometimento da qualidade de vida em cuidadoras de crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de políticas públicas e ações multiprofissionais voltadas à promoção de sua saúde física e emocional.Item Embargo Displasia broncopulmonar e o espectro incomum da doença pulmonar cística em prematuro extremo de baixo peso: relato de caso(2025-12-08) Soares, Sara Isabelle Olympio; Kosour, Carolina; Via, Fabiana Della; Campos, Jéssica AmandaIntrodução: O cisto pulmonar congênito é classificado como malformação pulmonar congênita. Trata-se de anomalia rara que se desenvolve durante a embriogênese e pode apresentar manifestações clínicas variadas, desde quadros respiratórios graves até assintomáticas. A displasia broncopulmonar (DBP) é considerada a complicação crônica mais significativa em prematuros e afeta cerca de 20-30% dos recém-nascidos de baixo peso. Objetivo: Relatar caso de recém nascido prematuro extremo de baixo peso, com displasia broncopulmonar e o espectro incomum da doença pulmonar cística internado em Unidade Neonatal de Cuidados Progressivos da Santa Casa de Alfenas. Relato de caso: Paciente do sexo masculino, recém-nascido prematuro extremo nascido com 775g e 24 semanas e 3 dias de idade corrigida. Necessitou manobras de reanimação avançadas na sala de parto, após entrada na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal recebeu 2 doses de surfactante pulmonar e foi necessário a ventilação mecânica invasiva (VMI) por tempo prolongado evoluindo com BDP. Durante o processo houve 3 falhas de extubação. Nas imagens radiológicas do pulmão estava sempre presente hipotransparência à direita no lobo inferior, após a realização da TC foi diagnosticado cisto pulmonar este com resolução eficiente e singular. Resultados: Após 5 meses e 1 dia de internação, com assistência multiprofissional e com atuação da fisioterapia respiratória, constatou-se melhora clínica do quadro de displasia broncopulmonar e ausência de visualização do cisto em novos exames de imagem. Conclusão: O caso descrito evidencia a complexidade clínica de recém-nascido prematuro extremo com displasia broncopulmonar e cisto pulmonar congênito, que demonstrou evolução favorável após longo período de ventilação mecânica e suporte intensivo. O desfecho positivo reforça a importância do acompanhamento multiprofissional e assistência fisioterapêutica no manejo de condições respiratórias graves em neonatos.Item Acesso aberto (Open Access) Impacto da ventosaterapia estática no desempenho do músculo gastrocnêmio em jogadores de voleibol: estudo piloto(2025-11-28) Valeriano, Nubia Alcina Pedra; Simão, Adriano Prado; Mendes, Érick Fonseca; Silveira, Neidimila AparecidaOs atletas buscam constantemente aprimorar seu desempenho esportivo, considerando fatores fisiológicos e psicológicos. No voleibol, a habilidade de salto desempenha papel determinante nos resultados, sendo a altura alcançada diretamente relacionada à performance muscular, especialmente do músculo gastrocnêmio. Entre os benefícios atribuídos à ventosaterapia, destaca-se o favorecimento da recuperação muscular, o que a torna uma intervenção promissora para atletas que buscam otimizar o rendimento em treinos e competições. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos da ventosaterapia estática sobre o desempenho de jogadores amadores de voleibol do município de Alfenas-MG. A amostra foi composta por 20 praticantes, distribuídos aleatoriamente em dois grupos: ventosaterapia estática e grupo controle. Após o treinamento, todos permaneceram em decúbito ventral por 10 minutos; o grupo experimental recebeu a técnica de ventosaterapia estática, enquanto o grupo controle permaneceu em repouso. As avaliações incluíram análise termográfica da superfície cutânea da região posterior da perna e mensuração da altura do salto vertical, realizadas em três momentos: inicial (pré-treino), pré-intervenção (imediatamente após o treino) e pós-intervenção (imediatamente após a aplicação das técnicas). Os dados foram submetidos à análise estatística para verificar a eficácia das intervenções. Os resultados mostraram que o grupo destinado à ventosaterapia apresentou redução significativa das temperaturas médias superficiais entre os momentos inicial e pré-intervenção, ou seja, antes da aplicação da ventosaterapia estática. Dessa forma, a alteração térmica observada está associada ao efeito do exercício realizado no treino, e não ao uso da ventosa. Quanto à altura do salto vertical, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nos grupos controle e ventosaterapia estática ao longo das avaliações. Conclui-se que a ventosaterapia, especialmente na modalidade estática, não promoveu alterações significativas na temperatura superficial nem no desempenho do salto vertical dos atletas após sua aplicação, indicando que essa técnica não influencia diretamente a performance muscular imediata.Item Acesso aberto (Open Access) Viabilidade da aplicação da massagem modeladora para redução da adiposidade localizada em mulheres(2025-12-05) Batista, Isadora Vilela; Silva, Mariana Alves da; Santos, Thais de Castro; Scaglioni, Bianca Coelho; Leite, Gabriella de Paula Marcondes FerreiraA massagem modeladora tem sido cada vez mais empregada como recurso terapêutico para a redução da adiposidade localizada em mulheres de diferentes faixas etárias, especialmente naquelas que apresentam preocupações relacionadas a autoestima. Objetivo: Analisar os efeitos e viabilidade da aplicação da massagem modeladora na redução da adiposidade localizada, bem como avaliar a adesão e satisfação ao tratamento. Metodologia: Para caracterização da amostra, foram analisadas variáveis sociodemográficas. A adiposidade localizada e a composição corporal foram avaliadas por meio da adipometria, perimetria e bioimpedância. Quanto aos desfechos secundários, foram avaliados a autoestima, por meio da Escala de Autoestima de Rosenberg, satisfação com a imagem corporal pela Escala de Satisfação com a Imagem Corporal, além de ser avaliadas medidas de viabilidade como adesão, abandono e satisfação geral com o tratamento por meio de questionários elaborados pelos pesquisadores. As avaliações foram realizadas antes e após 10 sessões de massagem modeladora, seguindo protocolo padronizado. Resultados: Foram selecionadas 5 voluntárias do sexo feminino, mulheres saudáveis, na faixa etária de 18 a 30 anos, não gestantes e sem doenças dermatológicas, que não realizavam atividade física regularmente. A aplicação do protocolo de massagem modeladora apresentou redução significativa de medidas na perimetria e tendência de resultados positivos na antropometria, composição corporal, autoestima e satisfação com o corpo. As voluntárias apresentaram boa adesão e não relataram efeitos adversos. Conclusão: A massagem modeladora mostrou-se eficaz na redução da adiposidade localizada, na melhora das medidas corporais e no aumento da satisfação com a imagem corporal e da autoestima das voluntárias, demonstrando ser uma técnica viável e benéfica para a prática da fisioterapia dermatofuncional, contribuindo para a valorização da estética e do bem-estar feminino.Item Acesso aberto (Open Access) Análise do desequilíbrio muscular da articulação do ombro por resistência muscular localizada e sua relação com variáveis antropométricas(2025-12-05) Pereira, Bruna Mesquita; Almeida, Thaís Helena Martins Faria de; Carvalho, Leonardo César; Simão, Adriano Prado; Scaglioni, Bianca CoelhoO complexo do ombro é apontado pela literatura como uma das articulações mais suscetíveis a dor e lesões e, frente a instabilidade articular, o equilíbrio muscular é considerado um elemento crítico na saúde musculoesquelética, biomecânica e, na otimização de funções musculares. O objetivo do presente estudo, consiste em verificar a força de correlação do desequilíbrio muscular da articulação do ombro, com variáveis como idade e antropométricas, tais como massa, estatura e IMC e, com o desempenho no teste de resistência muscular localizada. Para isso, foram avaliados 36 voluntários com idades entre 18 a 47 anos, utilizando o teste de resistência muscular localizada (RML) por resistência elástica, para os movimentos de flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa de ombro. As posturas adotadas nos exercícios, estão descritas no “Manual Fotográfico: Avaliação e treinopor RM” e os desequilíbrios calculados através do aplicativo “RM”, desenvolvido por Microsoft Power FX no software power apps. A normalidade dos dados foi verificada a partir do teste de Shapiro-wilk e, a análise, feita a partir do teste de correlação de Spearman, sendo os dados considerados significativos ao nível de ou acima de 95% (p≤0,05). Com base nos resultados obtidos, não foi possível verificar força de correlação entre variáveis antropométricas e o desequilíbrio muscular dos movimentos do complexo do ombro. No entanto, estatísticas demonstraram correlações entre o teste de RML e o desequilíbrio muscular, demonstrando que a avaliação do equilíbrio muscular agonista e antagonista pelo teste de RML com resistência elástica é uma ferramenta acessível e valiosa para a identificação de desequilíbrios musculares.Item Acesso aberto (Open Access) Análise transversal da atividade elétrica, resposta térmica e força de preensão palmar em diferentes faixas etárias no contexto da sarcopenia(2025-11-28) Lima, Letícia Gontijo de; Santos, Adriana Teresa Silva; Oliveira, Dayane Capra de; Pessoa, Tatyane Rodrigues MoraisO envelhecimento populacional é um fenômeno crescente em escala mundial e, esse aumento expressivo traz como consequência um crescimento no número de idosos que, embora vivam mais, enfrentam déficits funcionais e de autonomia, o que amplia a demanda por cuidados e torna a sarcopenia — perda progressiva de massa e força muscular — um dos principais problemas de saúde pública. As alterações fisiológicas e bioquímicas associadas ao envelhecimento envolvem o aumento do estresse oxidativo, a disfunção mitocondrial, o encurtamento dos telômeros e a redução hormonal anabólica, fatores que contribuem para a degeneração muscular e o declínio funcional. No Brasil, a prevalência média de sarcopenia é de 17% entre idosos, sendo mais alta em mulheres, e sua detecção precoce é essencial para reduzir impactos na qualidade de vida e nos custos com saúde pública. O estudo teve como objetivo comparar a atividade eletromiográfica dos músculos gastrocnêmios medial e lateral, a temperatura superficial da panturrilha e a força de preensão manual entre diferentes faixas etárias, buscando identificar alterações funcionais relacionadas ao envelhecimento e ao risco de sarcopenia. Também foram avaliados parâmetros antropométricos, cognitivos e musculares, além do rastreio da sarcopenia pelo questionário SARC-F. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 60 voluntários divididos em três grupos etários: adultos (20 a 44 anos), meia-idade (45 a 59 anos) e idosos (60 a 74 anos). As avaliações ocorreram na Clínica de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), mediante aprovação ética. Foram aplicados o Mini Exame do Estado Mental (MEEM), o SARC-F, dinamometria para força de preensão palmar, eletromiografia do tríceps sural, termografia infravermelha para temperatura superficial da panturrilha e medidas antropométricas, como percentual de gordura, índice de massa corporal (IMC), relação cintura-quadril e circunferência da panturrilha. Os dados foram analisados estatisticamente com o software SPSS, adotando-se p<0,05. Os resultados mostraram que os idosos apresentaram valores reduzidos de RMS (Root Mean Square) nos músculos gastrocnêmios medial e lateral, indicando menor recrutamento e ativação das unidades motoras, além de valores mais altos de frequência mediana (FM), sugerindo um padrão adaptativo de recrutamento neuromuscular, possivelmente compensatório diante da perda de fibras musculares tipo II. Essas alterações funcionais foram observadas mesmo sem diferenças significativas em parâmetros estruturais, como força de preensão, IMC, percentual de gordura e temperatura cutânea, demonstrando que mudanças neuromusculares podem anteceder alterações morfológicas perceptíveis. Assim, a eletromiografia mostrou-se um método sensível para detectar precocemente o declínio muscular relacionado à idade. Conclui-se que o envelhecimento está associado à redução da ativação muscular e a mecanismos compensatórios no recrutamento das unidades motoras, especialmente nos músculos gastrocnêmios. A ausência de alterações expressivas em medidas globais reforça a importância de avaliações específicas e localizadas para a detecção precoce da sarcopenia. Métodos não invasivos, como a eletromiografia e a termografia, mostram potencial para o rastreio funcional e o monitoramento do envelhecimento muscular, podendo ser incorporados como ferramentas de prevenção e acompanhamento clínico. Recomenda-se que pesquisas futuras adotem delineamentos longitudinais e amostras maiores, a fim de aprofundar a compreensão dos mecanismos fisiológicos envolvidos no declínio neuromuscular decorrente do envelhecimento.Item Acesso aberto (Open Access) A influência da fisioterapia aquática no equilíbrio estático e dinâmico por meio estabilometria, pressão plantar, distribuição de peso para prevenção de quedas em idosos: estudo piloto(2025-11-24) Gomes, Taynara Aparecida Sant' Ana; Freitas, Mariele Francelino de; Terra, Andreia Maria Silva Vilela; Oliveira, Dayane Capra de; Barú, João Paulo da Silva TeixeiraIntrodução: O envelhecimento populacional acarreta alterações fisiológicas e biomecânicas que comprometem o equilíbrio e a marcha, aumentando o risco de quedas entre idosos. A degeneração do sistema vestibular, a redução da força muscular e as adaptações compensatórias na locomoção afetam diretamente a estabilidade postural. Nesse contexto, a fisioterapia aquática destaca-se como estratégia promissora para melhorar o equilíbrio e prevenir quedas. Objetivo: Avaliar o impacto da fisioterapia aquática no equilíbrio estático e dinâmico, na mobilidade e no risco de quedas em pessoas idosas. Métodos: Trata-se de um estudo piloto, longitudinal, de caráter quase experimental, composto por uma amostra de 5 idosos, com idade entre 70 e 79 anos, recrutadas por meio da lista de espera da clínica de fisioterapia da UNIFAL e de forma online através de mídias sociais. As atividades de fisioterapia aquática foram realizadas em grupo, duas vezes por semana, com duração de 60 minutos, durante 12 semanas. Foram aplicados como instrumentos de avaliação: o questionário Falls Efficacy Scale-International (FES-I), o Timed Up and Go (TUG), a escala de equilíbrio Berg (EEB) e o baropodômetro estática e dinâmica. Todas as avaliações foram aplicadas em três momentos: baseline, após 12 sessões e após 24 sessões de atendimento. A intervenção consistiu em um protocolo com fase 1, 2 e 3, sendo respectivamente, exercícios de equilíbrio estático, exercício de equilíbrio dinâmico e exercício de equilíbrio dinâmico contra-fluxo e a favor do fluxo. Resultado: O teste de TUG reduziu significativamente após 12 sessões e após 24 sessões (p=0,008). O teste dinâmico mostra redução significativa na pressão plantar para os dedos (ante-pé - p=0,03) e aumento na pressão plantar no calcâneo lateral (retropé - p=0,01). As demais variáveis não foram encontradas diferença estatística (p>0,05). Conclusão: O estudo piloto demonstrou que a fisioterapia aquática produziu melhora na mobilidade e promoveu melhora no equilíbrio dinâmico (redistribuição da pressão plantar durante marcha)das pessoas idosas. Estes achados devem ser considerados preliminares devido ao pequeno tamanho amostral; estudos com amostras maiores são necessários para confirmar estes efeitos e avaliar sua relevância clínica.Item Acesso aberto (Open Access) Efeitos da exposição repetitiva na fase neonatal a estímulo mecânico doloroso na hipersensibilidade de ratos adultos com neuropatia periférica(2025-11-27) Siqueira, Cissa Maria Ribeiro; Silva, Marcelo Lourenço da; Falconi Sobrinho, Luiz Luciano; Candido, Natalie LangeA exposição repetitiva de recém-nascidos a estímulos dolorosos pode afetar o desenvolvimento do sistema somatossensorial desses indivíduos, resultando em alterações na percepção e modulação nociceptiva no período pós-natal. Estudos pré-clínicos demonstraram que ratos expostos a estímulos dolorosos durante a fase neonatal, também apresentaram alterações nos seus limiares nociceptivos quando alcançaram a idade adulta. No entanto, não se sabe se a exposição repetitiva de ratos neonatos a estímulos dolorosos nocivos, pode afetar a dor crônica desencadeada por neuropatia periférica induzida nesses animais durante a fase adulta. O objetivo desse estudo foi investigar se a hiperalgesia desencadeada por neuropatia periférica induzida em ratos durante a vida adulta, é alterada quando esses animais são expostos à estímulos dolorosos repetitivos durante sua fase neonatal. Para isso, ratos Wistar machos e fêmeas durante suas duas primeiras semanas de vida foram expostos a estímulos dolorosos por meio de agulhadas (pinprick) ou a estímulos táteis inócuos na pata. Após 70 dias do nascimento (idade adulta), esses animais foram submetidos à constrição crônica (CCI) do nervo isquiático na pata traseira direita para a indução da neuropatia periférica, ou CCI-Sham (sem CCI). No dia anterior e após 21 dias da CCI ou CCI-Sham, os animais tiveram seus limiares nociceptivos mecânicos mensurados pelo teste de von Frey. A exposição repetitiva a estímulos mecânicos dolorosos do tipo pinprick na fase neonatal não alterou os limiares nociceptivos mecânicos na vida adulta de ratos machos e fêmeas, mesmo após lesão por constrição crônica do nervo isquiático. Embora todos os animais com neuropatia periférica apresentassem redução dos limiares nociceptivos ao longo do tempo (pronocicepção), não houve diferença entre os grupos que receberam ou não o estímulo doloroso neonatal. Esses dados indicam que, em ratos a termo, a dor neonatal não modifica significativamente a hipersensibilidade neuropática na vida adulta, sugerindo que os efeitos da dor precoce dependem do estágio de desenvolvimento do sistema nervoso.Item Acesso aberto (Open Access) Efeitos do programa de reabilitação cardiopulmonar na Fibrose Pulmonar Pós-COVID-19: estudo de caso(2024-12-10) Silva, Danielli Aparecida Camilo; Lara, Júlia Nunes; Danaga, Aline Roberta; Sostena Neto, José Roberto; Barú, João Paulo da Silva TeixeiraIntrodução: A Síndrome Pós-COVID-19 é marcada por várias manifestações clínicas novas, recorrentes ou persistentes, sendo a fibrose pulmonar uma das mais preocupantes para o sistema respiratório, pelo caráter debilitante e progressivo. Objetivo: Analisar os efeitos do programa de reabilitação cardiopulmonar em uma paciente com Fibrose Pulmonar Pós COVID-19. Metodologia: Trata-se de estudo de caso, de paciente do sexo feminino, com idade de 56 anos, com Fibrose Pulmonar Pós-COVID-19, avaliada antes e após um programa de reabilitação de seis meses, por: Escala de Disfunção Pós-Covid (PCFS), Escala de Dispneia do Medical Research Council Modificada (mMRC), Escala de Fadiga de Chalder (CFQ-11), Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6), Teste de Sentar e Levantar (TSL), Força de Preensão Palmar (FPP), Pico de Fluxo Expiratório (PFE), Força Muscular Respiratória (FMR), Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI), Índice de Gravidade de Insônia (IGI) e Questionário EQ-D5 para Qualidade de Vida. Resultados: Houve redução do grau de disfunção pós-covid (PCFS 3 x 2), da dispneia (mMRC 3 x 1 pontos) e da fadiga (CFQ-11 9/18 x 1/8 pontos), com estabilização da distância no TC6 (330,75 x 346,28 metros), mas sob uso de oxigênio suplementar e, apesar de maior TSL (16 x 24 repetições), com a manutenção da força muscular periférica (FPP 21 x 20 kgf) e inspiratória (PIMáx -60 x -60 cmH2O), ligeira queda da força expiratória (PEMáx 80 x 60 cmH2O) e aumento do pico de fluxo expiratório (PFE 120 x 250 litros/min). A qualidade do sono permaneceu ruim (PSQI 13 x 13 pontos; IGI 16 x 14 pontos) e a qualidade de vida melhorou para os domínios atividades habituais e ansiedade/depressão, não alterou para dor e piorou para mobilidade. Conclusão: O programa de reabilitação foi favorável para redução dos sintomas persistentes (dispneia e fadiga) e recuperação da funcionalidade nas atividades diárias, a despeito da dessaturação assintomática ao esforço na caminhada, o que requer investigação clínica, assim como os fatores relacionados ao sono e dor, como o quadro reumatológico. Ademais, a força muscular sem ganhos, somada aos demais achados, justificam a continuidade da reabilitação e de outras investigações, refletindo a repercussão tardia e multissistêmica da COVID-19.Item Acesso aberto (Open Access) Efeitos de um protocolo de 16 sessões de Standing Pilates no equilíbrio, força muscular, capacidade cardiorrespiratória e qualidade de vida em idosos(2025-11-28) Souza, Débora Carvalho de; Pinhata, Camila; Sostena Neto, José Roberto; Andrade Neto, IsadoraO envelhecimento acarreta alterações fisiológicas e funcionais que comprometem o equilíbrio, a força muscular e a qualidade de vida, tornando essencial a adoção de estratégias que promovam a manutenção da autonomia e funcionalidade. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de um protocolo de 16 sessões de Standing Pilates sobre o equilíbrio, a força muscular, a capacidade cardiorrespiratória e a qualidade de vida de idosos. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado e cego, conduzido com 50 participantes divididos igualmente entre grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). As avaliações foram realizadas antes e após a intervenção, utilizando o teste de Romberg, dinamometria, questionário SF-36 e questionário Duke. Os resultados indicaram melhora significativa no equilíbrio estático (p=0,00) no teste de Romberg com olhos fechados e aumento da força de preensão palmar no membro não dominante (p=0,003) no grupo intervenção. O SF-36 demonstrou ganhos expressivos nos domínios dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, emocionais e saúde mental (p<0,05). O questionário Duke revelou elevação significativa do escore funcional (p=0,01) e do VO₂ máx estimado (p=0,02), indicando aprimoramento da capacidade cardiorrespiratória. Tais resultados demonstram que o Standing Pilates promove benefícios neuromusculares, proprioceptivos e psicossociais, contribuindo para o envelhecimento saudável. Sendo assim, o método mostrou-se eficaz para aprimorar o controle postural fortalecer a musculatura global e melhorar o bem-estar geral, refletindo positivamente na autonomia e na independência funcional dos idosos. Ademais, a prática em posição ortostática favorece a transferência dos ganhos para atividades cotidianas, representando uma abordagem de baixo custo, segura e acessível para a população idosa. Além dos benefícios físicos, o programa evidenciou impacto positivo sobre aspectos emocionais e sociais, reforçando o papel do Standing Pilates como intervenção integrada e promotora de saúde global. Conclui-se que o protocolo aplicado foi eficaz na melhoria do equilíbrio, força muscular, capacidade cardiorrespiratória e qualidade de vida de idosos, configurando-se como uma alternativa viável para programas de promoção da saúde e prevenção do declínio funcional. Recomenda-se a realização de estudos futuros com maior duração de intervenção e inclusão de medidas instrumentais de equilíbrio para aprofundar a compreensão dos efeitos do método no envelhecimento ativo.Item Acesso aberto (Open Access) Avaliação da aptidão cardiorrespiratória em atletas amadores de Beach Tennis e comparação entre homens e mulheres(2025-10-31) Ribeiro, Felipe Morais de Oliveira; Guimarães, Allison Megda; Borges, Juliana Bassalobre Carvalho; Sostena Neto, José Roberto; Cesario, João José de OliveiraO Beach Tennis, oriundo da Itália, se tornou uma modalidade esportiva mundialmente praticada. Sendo um esporte dinâmico, de alta intensidade, que exige grande aptidão cardiorrespiratória e resistência de MMII. O presente trabalho tem como objetivo analisar a aptidão cardiorrespiratória em atletas amadores de Beach Tennis. Trata-se de uma pesquisa transversal, aprovada pelo Comitê de Ética da UNIFAL (CEP nº 6.702.119), realizada entre março e julho de 2024. Foram avaliadas características gerais e testes específicos como VO2max estimado pelo Yo-Yo Test (considerando distância percorrida e frequência cardíaca máxima), e resistência de MMII com o teste TSL1, medido pelo número de repetições em 1 minuto. Na análise estatística utilizou-se os testes t de Student e qui-quadrado, com 5% de significância. Participaram 61 atletas, sendo 35 mulheres e 26 homens. O grupo masculino apresentou maiores valores em relação a distância percorrida no Yo-Yo Test 534,62m ± 289,08 e VO2 máximo 41,17 ± 2,29 comparado ao grupo feminino 308,57m ± 173,16 (p<0,000) e 38,99 ± 1,46 (p<0,001), entretanto apresentaram pior classificação sendo a maioria fraca. No teste de TSL1 ambos os grupos tiveram valores médios abaixo dos valores preditos, entre os grupos masculino e feminino a comparação foi não significante (p 0,54). Conclui-se que os atletas amadores de Beach Tennis apresentam aptidão cardiorrespiratória fraca e regular, sendo as mulheres com maior prevalência de regular e homens de fraca. Além de desempenho semelhante em relação à resistência de MMII.Item Embargo Efeito de um protocolo de treinamento físico na aptidão cardiorrespiratória em atletas de base de futebol: estudo quase experimental(2025-11-19) Gonçalves, Jalisson Gabriel Sena; Borges, Juliana Bassalobre Carvalho; Silva, Marcelo Lourenço da; Barú, João Paulo da Silva TeixeiraIntrodução: O futebol é uma das modalidades esportivas mais populares do mundo e, no Brasil, representa um elemento central da identidade nacional. Sua prática exige elevado nível de aptidão física e técnica, sendo as categorias de base, especialmente sub-15 e sub-17, fundamentais para o desenvolvimento esportivo e para a aplicação de programas preventivos e de desempenho baseados em evidências científicas. Objetivos: Analisar os efeitos do protocolo FIFA 11+ na aptidão cardiorrespiratória de atletas de futebol das categorias sub-15 e sub-17, comparando variáveis antropométricas (peso e IMC) e fisiológicas (VO2 máx) antes e após oito semanas de intervenção. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo quase experimental por amostra de conveniência, no qual, participaram 58 atletas, divididos entre sub-15 (n=26) e sub-17 (n=32). Foram realizadas avaliações pré e pós-intervenção, coletando medidas antropométricas e aplicando o Yo-Yo Intermittent Recovery Test para estimar o VO2 máx. A normalidade foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk; utilizou-se teste t de Student e t pareado para dados normais e Mann–Whitney e Wilcoxon para dados não normais (p<0,05). Resultados: Houve aumento significativo do peso no grupo sub-17 (p=0,00) e diferença intergrupos em relação ao sub-15 (p=0,00). O IMC não apresentou diferenças significativas, sugerindo equilíbrio entre ganho de peso e aumento de massa magra. O VO2 máx apresentou melhora significativa no sub-15 (p=0,00) e altamente significativa no sub-17 (p<0,001), com diferença intergrupos favorável à categoria mais velha (p=0,03). Discussão: Esses resultados sugerem que o FIFA 11+ promoveu ganhos fisiológicos expressivos, especialmente em atletas sub-17, possivelmente devido à maior maturação biológica e adaptação muscular. Tais achados corroboram estudos que demonstram o impacto positivo do protocolo na eficiência aeróbica, composição corporal e prevenção de lesões em jovens atletas. Conclusão: O protocolo FIFA 11+ mostrou-se eficaz na melhora da aptidão cardiorrespiratória e na otimização da composição corporal de jovens jogadores de futebol, com efeitos mais marcantes em atletas mais maduros.Item Acesso aberto (Open Access) Efeito da estimulação transcraniana por corrente contínua nos parâmetros de dor e na atividade elétrica muscular para o tratamento da lombalgia crônica inespecífica: ensaio clínico randomizado(2025-11-14) Siqueira, Giovana Rocha Barros Leite de; Terra, Andreia Maria Silva Vilela; Simão, Adriano Prado; Mendes, Érick FonsecaContexto: A dor lombar crônica inespecífica é uma condição incapacitante que afeta globalmente milhões de pessoas e é a principal causa de incapacidade em diversos países. A relevância do estudo reside na necessidade de investigar intervenções eficazes no manejo da dor uma vez que as opções terapêuticas atuais ainda apresentam limitações. A combinação de estimulação elétrica transcraniana por corrente contínua (tDCS) com exercícios físicos vem com uma proposta de estratégia inovadora. Objetivo: Verificar o efeito da Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua nos parâmetros de dor e na atividade elétrica muscular em pessoas com lombalgia crônica inespecífica. Métodos: O estudo caracteriza-se como um ensaio clínico randomizado cego, com uma amostra composta por 10 indivíduos com lombalgia crônica inespecífica. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: grupo placebo (n=5) e grupo experimental (n=5). A intensidade da dor foi avaliada por meio da Escala de Dor Crônica Graduada (EDCG) e da Escala Visual Analógica (EVA). O desempenho funcional foi mensurado pelo Questionário Rolland Morris (RMDQ), e também foi avaliada a atividade elétrica muscular pela Eletromiografia de Superfície (EMG). O protocolo experimental consistiu em exercícios físicos combinados à tDCS, totalizando 20 atendimentos, sendo os 10 primeiros consecutivos e os 10 seguintes alternados. O grupo placebo recebeu a intervenção com o aparelho desligado. As coletas de dados foram realizadas nos momentos 0 (inicial), 1 (após a 10ª sessão) e 2 (após a 20ª sessão), com exceção da EVA, aplicada ao final de cada atendimento. Resultados: Dentro da escala visual analógica do grupo placebo e experimental nos tempos de avaliação notou-se que não houve diferença estatística entre os grupos (p = 0,40) e na interação (p = 0,64). Entretanto, houve diferença estatística nos tempos para o grupo experimental na décima primeira e décima nona sessão (p<0,000), com redução nos valores em comparação com o baseline. Com os resultados da Escala de dor crônica graduada (EDCG) e o Questionário de Roland-Morris (QRM) notou-se que houve redução significativa entre os tempos Baselinex10 e Baselinex20 para o QRM no grupo placebo. Houve redução significativa nos tempos Baselinex20 para a pergunta 1 no grupo experimental. Houve redução significativa nos tempos Baselinex10 e Baselinex20 para intensidade e característica da dor no grupo placebo. Não houve diferença estatística para a pergunta 5 e houve redução significativa nos valores do score de incapacidade nos tempos 10x20 para o grupo placebo. Para atividade eletromiográfica dos músculos abdominais e longíssimo lombar bilateralmente notouse que para os valores da raiz quadrada da média normalizada (RMSN) e frequência mediana não tiveram diferenças estatísticas nos tempos e nos grupos. Conclusão: Conclui-se que a estimulação transcraniana por corrente contínua manteve os efeitos na intensidade de dor, na funcionalidade e na atividade elétrica muscular quando os grupos foram comparados. Por outro lado, teve efeito positivo na intensidade na dor e funcionalidade para ambos os grupos. Sugere uma amostra maior para melhor comprovação dos resultados.Item Acesso aberto (Open Access) Efeitos da estimulação cerebral não invasiva no desempenho e recuperação de atletas: uma revisão integrativa(2025-11-14) Testa, João Gabriel Scurato; Silva, Marcelo Lourenço da; Godoy, Bruno; Terra, Andreia Maria Silva VilelaNos últimos anos, observou-se um crescente interesse em técnicas não invasivas de estimulação cerebral aplicadas à fisioterapia desportiva, visando otimizar o desempenho e acelerar a recuperação de atletas. Entre essas técnicas, a estimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS) e a estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) destacam-se como intervenções promissoras por sua capacidade de modular a excitabilidade cortical e influenciar a plasticidade neural. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura sobre os efeitos da tDCS e rTMS no desempenho e na recuperação de atletas. Foram realizadas buscas nas bases PubMed, Scopus e Web of Science, considerando estudos publicados entre 2014 e 2024 que investigaram o impacto dessas técnicas em parâmetros de desempenho esportivo, recuperação pós-exercício e aspectos neurofisiológicos. Os resultados demonstraram que a tDCS pode favorecer a função motora, a estabilidade postural, o bem-estar e a recuperação autonômica pós exercício, enquanto a rTMS mostrou potencial para aprimorar o desempenho motor e cognitivo em diferentes modalidades. No entanto, os efeitos variam conforme o protocolo, a área cortical estimulada e as características individuais dos atletas. Estudos sugerem ainda que ambas as técnicas influenciam positivamente a plasticidade sináptica e a conectividade funcional, o que pode resultar em ganhos de desempenho e recuperação mais rápidos. Apesar do potencial promissor, ainda são necessárias pesquisas que elucidem os mecanismos subjacentes e avaliem os efeitos a longo prazo dessas intervenções. Conclui-se que a estimulação cerebral não invasiva representa uma ferramenta inovadora e potencialmente eficaz para a fisioterapia desportiva, desde que aplicada com protocolos individualizados e embasamento científico adequado.Item Acesso aberto (Open Access) Perfil epidemiológico e funcional da paralisia cerebral no sul de Minas Gerais: uma análise do Registro Brasileiro de Paralisia Cerebral (RB-PC)(2025-11-26) Silva, Thamires Aparecida da; Faria, Tereza Cristina Carbonari de; Santos, Adriana Teresa Silva; Sostena Neto, José RobertoIntrodução: A paralisia cerebral (PC) é um grupo de distúrbios do movimento e da postura causados por uma lesão não progressiva no cérebro em desenvolvimento, geralmente ocorrendo antes ou durante o nascimento, ou ainda nos primeiros anos de vida (Leite; Camargos; Gonçalves, 2023). De acordo com Galea et al. (2018), registros que apresentam dados de pessoas com PC em uma região geográfica específica no decorrer dos anos, são essenciais para compreender as tendências temporais da prevalência geral da PC. Objetivo: Investigar as características clínicas de pessoas com PC em municípios da região do sul de Minas Gerais, a partir do Registro Brasileiro de Paralisia Cerebral (RB-PC). Metodologia: Estudo transversal, com abordagem observacional e descritiva, com 48 participantes diagnosticados com PC, de 0 a 100 anos, do sul de Minas Gerais. As coletas foram realizadas no período de maio à setembro de 2025, por meio de entrevistas presenciais ou telefônicas, aplicando-se o questionário do RB-PC e os TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido). Os dados obtidos foram inicialmente submetidos à análise estatística descritiva, sendo apresentados em média, desvio padrão e IC 95% para as variáveis quantitativas, e em frequência absoluta e percentual para as variáveis qualitativas. Na associação entre variáveis qualitativas nominais e ordinais, foi utilizado o teste do qui-quadrado de independência. Quando as premissas desse teste não foram atendidas, aplicou-se o teste exato de Monte Carlo com 10.000 amostragens. Foi utilizado o software IBM SPSS Statistics, versão 20.0 (IBM Corp., Armonk, NY, EUA). Resultados: A maioria dos primeiros sinais de PC observados ocorreu na faixa etária de 0 – 5 meses (45,8%). O período mais frequente em que ocorreu o primeiro diagnóstico realizado por profissional de saúde foi em menores de 6 meses (29,2%) e de 6 – 12 meses (29,2%). 79,2% dos participantes tiveram a ocorrência da PC durante a gestação e/ou até os primeiros 28 dias de vida e dentre as causas pré/perinatais, o evento hipóxico-isquêmico foi o mais observado (22,9%). A PC espástica foi encontrada em 66,7% dos participantes, sendo a quadriplegia mais prevalente (35,4%). O nível V da escala GMFCS foi o mais frequente (35,4%) e na escala MACS, foi o nível II (22,9%). Verificou-se que 97,9% tem ou já teve acesso à fisioterapia e que, ao todo, 33,3% não tem acesso completo às tecnologias assistivas. Na associação entre as variáveis Tipo de Paralisia Cerebral (5 categorias) e Nível da Escala MACS (6 categorias) por meio do teste exato de Monte Carlo com 10.000 amostras aleatórias, notou-se associação significativa (p = 0,03; IC99% = 0,026–0,034). Conclusão: A PC constitui uma condição heterogênea, com manifestações clínicas variadas e diferentes tipos que impactam de maneira distinta a funcionalidade e a participação dos indivíduos. A partir dessa pesquisa, inicia-se o conhecimento de dados originalmente brasileiros que evidenciam a necessidade de cuidados pré/perinatais, assim como ações de saúde e políticas públicas orientadas para promover o acesso aos serviços de saúde e aos recursos de acessibilidade, além da promoção da participação plena e da funcionalidade.Item Embargo Efeitos da musicoterapia sobre o delirium e desmame ventilatório em pacientes em ventilação mecânica(2025-10-24) Silva, Gabrielly Oliveira; Castro, Juliana Zini Kellermann de; Kosour, Carolina; Pereira, Marcelo Gustavo; Lamas, Raquel de Oliveira TorresIntrodução: Ansiedade, estresse e delirium são fatores predominantes em pacientes submetidos à admissão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), contribuindo para o regresso à recuperação. Objetivo: Analisar a efetividade do uso da musicoterapia na diminuição do delirium em pacientes ao despertar da sedação em ventilação mecânica na UTI. Métodos: Estudo prospectivo, randomizado, duplo cego, composto por indivíduos maiores de 18 anos e menores de 80 anos, em ventilação mecânica com tempo superior a 48 horas, utilizando drogas sedativas. O estudo foi feito em 51 indivíduos separados em cinco grupos. Resultados: Verificou-se a maior prevalência de pacientes do sexo feminino no grupo controle, foi analisada uma diferença entre grupos com o grupo intervenção D apresentando maior número de indivíduos do sexo masculino em relação ao grupo controle (p=0,044). De acordo com a condição clínica dos indivíduos submetidos, houve diferença significativa entre grupos (p=0,001). A análise estatística mostrou significância no aspecto frequência respiratória média inicial (p=0,036) e final (0). O grupo controle A e o grupo intervenção C apresentaram as maiores médias observadas na escala de RASS (0=estado calmo e alerta). Já os grupos intervenção D e E apresentaram as menores médias na escala (-2= sedado leve), com significância (p= 0,029). Conclusão: O uso da musicoterapia apresentou efeito sugestivo positivo no despertar da sedação sem incidência de delirium em pacientes em ventilação mecânica.Item Acesso aberto (Open Access) Prevalência de lesões em atletas amadores de Beach Tennis(2025-10-31) Paulino, Giovana Eduarda; Venancio, Laura; Borges, Juliana Bassalobre Carvalho; Iunes, Denise Hollanda; Cillo, Isabelle Costa deO Beach Tennis chegou ao Rio de Janeiro em 2008, sendo regulamentado pela Confederação Brasileira de Tênis. Desde então, ganhou popularidade no Brasil, ele permite que pessoas com baixos níveis físicos e técnicos possam participar. A prática de esportes contribui significativamente para a qualidade de vida, prevenindo doenças crônicas e preservando a capacidade física. Contudo, quando realizada de maneira inadequada, pode ocasionar lesões nos tecidos, quando mais graves podem exigir longos períodos de recuperação e implicar elevados custos para o sistema de saúde. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi descrever o perfil dos jogadores amadores de Beach Tennis e analisar os principais fatores relacionados ao surgimento de lesões. Este estudo transversal, trata-se de um recorte de uma pesquisa maior intitulada “ANÁLISE DA PREVALÊNCIA DE LESÕES E DA APTIDÃO CARDIORRESPIRATÓRIA EM ATLETAS AMADORES E DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLO PREVENTIVO”. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFAL-MG (parecer nº 6.702.119) (ANEXO A). Antes de iniciar as avaliações foi realizada a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE A). Por meio de um questionário estruturado, aplicado a uma amostra de 300 praticantes, observou-se uma alta prevalência de lesões musculoesqueléticas e os locais mais acometidos foram respectivamente: joelhos, ombros, coluna e cotovelo, o que reforça a necessidade de estratégias preventivas na prática esportiva. Este artigo foi publicado e será apresentado na íntegra como trabalho de conclusão de curso.
