Perfil de cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência física atendidos em instituições no Sul de Minas Gerais

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2025-11-28

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Resumo

Introdução: O termo cuidador refere-se à pessoa que oferece suporte àqueles que, diante de uma doença ou deficiência, enfrentam desafios para realizar suas atividades cotidianas. Devido à alta demanda física e emocional, os cuidadores estão sujeitos a condições clínicas que impactam negativamente o bem-estar e a qualidade de vida. Objetivo: Identificar o perfil sociodemográfico e clínico de cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência física em instituições do Sul de Minas Gerais, especialmente no que se refere à dor, qualidade do sono e ansiedade, bem como verificar possíveis correlações com a qualidade de vida. Metodologia: Estudo observacional e transversal, realizado na Associação dos Deficientes Físicos de Poços de Caldas (ADEFIP) e na Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com 16 cuidadoras selecionadas por conveniência. Foi aplicado questionário clínico e sociodemográfico, além dos instrumentos Short Form Health Survey (SF-36), Escala Hamilton para Ansiedade (HAM-A), Questionário de dor McGill e Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Os dados foram analisados por estatística descritiva e correlação de Spearman (p < 0,05). Resultados: A amostra foi composta apenas por mulheres (100%), com idade média de 34,31 anos, sem curso superior e com renda familiar entre um e dois salários-mínimos. Ademais, foi observado que 87% das mulheres não exerciam atividade remunerada e 56,25% não haviam feito curso preparatório para exercer a função de cuidadora. Metade das voluntárias (50%) apresentavam alguma doença e 47,75% utilizavam algum tipo de medicamento de forma contínua. Todas as participantes relataram dor, com intensidade 7,31 ± 1,40, avaliada pela Escala Numérica de Dor, sendo “fisgada”, “agulhada” e “pontada” os descritores mais frequentes observados pelo McGill. Quanto ao sono, 62,5% apresentaram sono ruim e 25% distúrbio do sono. A ansiedade foi leve em 43,75%, moderada em 25% e grave em 31,25%. Os melhores escores de qualidade de vida ocorreram no domínio capacidade funcional (75,62 ± 22,42) e os piores no ambiental (43,75 ± 41,66). Houve correlação negativa entre ansiedade e vitalidade, aspectos sociais e saúde mental. Conclusão: O presente estudo demonstrou alta prevalência de dor, sono não reparador, ansiedade e comprometimento da qualidade de vida em cuidadoras de crianças e adolescentes, reforçando a necessidade de políticas públicas e ações multiprofissionais voltadas à promoção de sua saúde física e emocional.


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