Medicina
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Navegando Medicina por Assunto "Ciclo circadiano"
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Item Acesso aberto (Open Access) Como o sono influencia no diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa(2026-03-24) Silva, Bibiana Ribeiro da; Baldani, Gabriela Quaglio Negrão; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena MorettoA Diabetes Mellitus tipo 2 constitui um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, resultante da interação entre resistência periférica à ação da insulina e disfunção progressiva da secreção de insulina pelas células pancreáticas. O sono é um processo biológico e comportamental fundamental para a manutenção da homeostase do organismo, trata-se de um estado fisiológico ativo, caracterizado por alterações cíclicas na atividade cerebral, na função autonômica e na secreção hormonal. A relação entre desenvolvimento de DM2 e as alterações de sono, especialmente quanto aos extremos de duração e má qualidade, é fortemente destacada na literatura. Os estudos mais atuais sugerem que a desregulação constante dos ciclos de sono provoca aumento da resistência à insulina, desequilibrando hormônios que controlam o apetite e a saciedade e afetando o metabolismo da glicose. A presente revisão buscou compreender se a falta de horas de sono poderia realmente provocar um estado de resistência à insulina ou Diabetes Mellitus tipo 2 e, em especial, como se daria esse processo. Para isso, as autoras buscaram estudos publicados em revistas de alto impacto entre 2014 e 2024, que estavam gratuitamente disponíveis nas plataformas Pubmed, BVS e Scielo. Esses estudos deveriam, para serem selecionados, analisar esta relação e propor explicações para o fenômeno. Dos trabalhos encontrados, foram excluídos aqueles que se repetiam, não tratavam explicitamente sobre o assunto ou que não seguiam a mesma definição de DM2 que este trabalho. Ao todo, foram selecionados 20 artigos que são apresentados durante esta revisão de literatura. Assim, concluiu-se que a falta, tal como o excesso, de horas de sono ou de boa qualidade pode predispor ao desenvolvimento da doença. Com isso, percebemos a importância de mais estudos para melhor compreensão do fenômeno em termos de fisiopatologia, e de se adicionar às recomendações à população para prevenção da doença a manutenção de bons hábitos de sono.
