Medicina

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    Disfunções cardíacas em usuários de esteróides anabolizantes androgênicos: uma revisão integrativa
    (2026-06-15) Galhardo, Ricardo Tozzi Paraná; Campos, Walney Henrique Silveira; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    O uso recreativo e indiscriminado de esteroides anabolizantes androgênicos (EAAs) tem trazido diversos efeitos deletérios na saúde dos usuários dessas substâncias, tanto nos atletas de fisiculturismo quanto nos praticantes esporádicos de musculação. Apesar de alguns efeitos colaterais serem reversíveis (alterações do humor, por exemplo), a repercussão dos efeitos cardiovasculares possui extrema importância na medicina, porque podem ser irreversíveis e culminar em uma elevada morbimortalidade para os usuários dessas substâncias. Assim, o presente trabalho tem como escopo principal identificar a relação entre o uso de EAAs (com base na fisiopatologia) e o dano à saúde cardiovascular de seus usuários. Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, em que se utilizou artigos publicados na plataforma PUBMED e Google Acadêmico. Na busca, foram usados os descritores "anabolic androgenic steroids", "anabolic steroids", “AAS”, além de "cardiac dysfunction", “cardiomyopathy” , "heart failure" ,"ventricular dysfunction" , “arrhythmia” e "cardiovascular effects", associados pelo operador “AND” . Os textos utilizados são artigos e estudos de revisão, que foram publicados entre 2020 e 2025. Dez trabalhos foram selecionados, dos quais foram retirados os mecanismos fisiopatológicos do uso de esteroides no coração e as evidências científicas correspondentes. Os esteroides anabolizantes androgênicos são fármacos derivados diretamente ou indiretamente da testosterona e circulam pelo organismo ligando-se em diversos órgãos e tecidos que possuem receptores androgênicos. Algumas dessas drogas são fabricadas por grandes empresas farmacêuticas, enquanto outras são adquiridas no mercado paralelo. No sistema cardiovascular, os principais estudos analisados demonstram que há uma forte associação entre o uso de esteroides e danos nesse aparelho, principalmente infarto agudo do miocárdio, arritmias, insuficiência cardíaca e miopatias. Além disso, algumas alterações do coração podem ser reversíveis quando o usuário cessa o uso, mas o uso crônico dos EAAs pode levar a alterações irreversíveis e danos permanentes. A forma pela qual ocorrem os danos nas coronárias ainda não está totalmente elucidada, mas há uma forte relação entre abuso de esteroides e alteração aterosclerótica do perfil lipídico associado à elevação da hipertensão arterial, o que parece ser a causa dessas alterações. Conclui-se, portanto, que o uso recreativo dos EAAs correlaciona-se ao comprometimento cardiovascular. Dependendo da dose e do tempo de uso, o miocárdio pode sofrer hipertrofia ou ocorrer aumento de sua rigidez. Essa combinação, associada à dislipidemia e ao efeito deletério sobre os vasos sanguíneos, é extremamente danosa e está associada às elevadas taxas de morbimortalidade dos usuários de EAAs.
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    Experiências de fim de vida como estados expandidos de consciência de ocorrência natural: uma revisão integrativa
    (2026-06-08) Benedito, João Pedro Ferreira; Garcia, Ana Cláudia Mesquita; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto
    As experiências de fim de vida (EFV) são fenômenos espontâneos que frequentemente ocorrem no processo de morrer e podem incluir sonhos simbólicos, visões de entes falecidos e percepções de presenças espirituais. Apesar de sua prevalência e do potencial de oferecer conforto emocional e espiritual, essas vivências ainda são frequentemente patologizadas sob o paradigma biomédico. Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre as EFV compreendidas como estados expandidos de consciência (EEC) de ocorrência natural, com ênfase em seu papel no enfrentamento da finitude. Foram incluídos 22 estudos, que apontam para uma associação entre EFV, transcendência, sensação de conexão e reconfiguração do sentido espiritual. As EFV, quando compreendidas como EEC de ocorrência natural, constituem fenômenos subjetivos complexos e multifacetados, com implicações significativas para o modo como indivíduos vivenciam a terminalidade. Longe de configurarem apenas manifestações neurobiológicas ou respostas delirantes decorrentes do declínio orgânico, as EFV são caracterizadas como processos espontâneos que mobilizam significados, resgatam vínculos afetivos e facilitam a integração emocional e espiritual frente à morte iminente.
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    As anatomistas: mulheres notáveis na história da medicina e anatomia da antiguidade à idade média
    (2026-05-25) Silva, Allyne Sant'Anna de Azevedo; Silveira, Alexânia; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto; Silva, Thiago Donizeth da
    Este artigo apresenta uma revisão histórico-crítica sobre a atuação e as contribuições das mulheres na história da medicina e da anatomia, com recorte temporal da Antiguidade à Idade Média. A partir de um levantamento bibliográfico, o estudo traça uma linha do tempo que se inicia com as divindades ligadas à prática de curar, como Ísis, Hígia e Panaceia, e avança para figuras históricas documentadas. São analisadas as trajetórias de mulheres que superaram as restrições educacionais de suas épocas, a exemplo de Agnodice, na Grécia Antiga; Trotula de Ruggiero, na Escola de Salerno; e Alessandra Giliani, anatomista pioneira na dissecação e na injeção de vasos sanguíneos. A pesquisa demonstra que, embora frequentemente restrita aos espaços informais ou religiosos, a participação feminina foi contínua e tecnicamente relevante para a estruturação do cuidado em saúde e do ensino anatômico. Ao mesmo tempo, o texto evidencia o processo de apagamento historiográfico que invisibilizou ou transferiu a autoria dos feitos dessas mulheres para figuras masculinas ao longo dos séculos. Conclui-se que o resgate documental dessas pioneiras é essencial não apenas para a compreensão integral da evolução da ciência médico-anatômica, mas também para corrigir lacunas históricas. Dessa forma, o estudo reforça a importância da representatividade feminina na formação médica contemporânea, demonstrando que as mulheres sempre exerceram um papel estrutural na construção do conhecimento científico.
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    Os distúrbios do sono em crianças com transtorno do espectro autista
    (2026-05-21) Oliveira, Marcela de Paula Andrade; Costa, Renata Neiva; Leitão, Silvia Graciela Ruginsk; Soares, Evelise Aline; Cardoso, Rodrigo Campos
    INTRODUÇÃO: A expressão autismo foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda de contato com a realidade que carregava a dificuldade ou a impossibilidade de comunicação. Ao longo da história, foram relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) algumas comorbidades amplamente estudadas até hoje pelos profissionais e pelos estudiosos do neurodesenvolvimento: os distúrbios do sono relacionados ao autismo. Nesta presente revisão, unimos alguns dos estudos que avaliaram a relação do sono e o transtorno do espectro autista, primordialmente, os distúrbios do sono como comorbidade do autismo, associadas no desencadeamento de sofrimento psicológico e alterações na qualidade e quantidade do sono. METODOLOGIA: Este estudo consiste em uma pesquisa revisional redigida com base nos dados colhidos em sites especializados e periódicos, adotando como critério de inclusão trabalhos que utilizavam os descritores: Autismo infantil, TEA, Asperger, distúrbios do sono e DSM. Outrossim, os meios de pesquisa foram bases de dados online: Scielo e PUBMED, além da própria literatura acadêmica didática citadas nas referências. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Verificou-se que crianças com TEA são mais propensas a problemas do sono do que crianças com desenvolvimento neurológico típico e, de acordo com a 3ª edição da Classificação Internacional de Distúrbios do Sono (CIDS-3), classificam-se a insônia e a apneia obstrutiva do sono como os dois distúrbios centrais do sono que acometem pessoas dentro desse espectro. A interpretação do mundo de indivíduos no espectro difere da visão geral de indivíduos neurotípicos, como sua vivência diária e o enfrentamento das situações cotidianas. A noite e a hora do sono, também, são distintos, já que ocorrem sérias alterações do ritmo biológico, cronotipo dos hábitos de sono das crianças autistas. CONCLUSÃO: Há uma tendência para a etiologia dos distúrbios do sono em crianças com TEA ser multifatorial, incluindo causas fisiopatológicas que são parte integrante do fenótipo clínico do TEA. Embora a terapia não farmacológica seja preferida para melhorar a rotina noturna e reduzir os estímulos ambientais perturbadores que afetam o autista, vários estudos concluíram que a administração de melatonina é útil, especialmente em crianças com TEA que apresentam alteração no início do sono.
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    Projetos Jiu-Jitsu Unifal e boxe Unifal como estratégias de promoção da saúde e qualidade de vida: relato de experiência
    (2026-05-22) Melo, Herus Monteiro; Leitão, Silvia Graciela Ruginsk; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita
    Este estudo apresenta um relato de experiência acerca dos projetos de extensão Jiu-Jitsu UNIFAL e Boxe UNIFAL, desenvolvidos no âmbito do programa UNIFAL Sem Estresse, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com foco na promoção da saúde física e mental por meio da prática de artes marciais. A partir da sistematização das atividades realizadas ao longo de 2025 na cidade de Alfenas, Minas Gerais, o trabalho descreve a organização e a dinâmica das aulas semanais abertas à comunidade, estruturadas em momentos de alongamento inicial, preparação física, ensino técnico, execução de drills específicos e prática de luta orientada. O público participante foi composto por adolescentes e adultos da comunidade, com média de quinze a trinta praticantes regulares, reunidos em encontros semanais de boxe e jiu-jitsu conduzidos em ambiente universitário. A experiência evidenciou efeitos positivos relatados pelos participantes, destacando melhora no manejo da ansiedade, fortalecimento da autoestima, ampliação do senso de pertencimento e desenvolvimento de vínculos sociais baseados em respeito mútuo, hierarquia e cooperação. Depoimentos dos praticantes indicaram que os dias de treino representavam momentos de alívio do estresse cotidiano e renovação da disposição emocional, sugerindo que a prática regular das artes marciais pode atuar como ferramenta relevante de equilíbrio psicológico e social. Paralelamente, observaram-se manifestações espontâneas de solidariedade e integração entre os participantes, contribuindo para o fortalecimento do vínculo comunitário. Entre os desafios identificados, destacou-se a limitação de recursos financeiros, fator que restringiu a ampliação de algumas atividades propostas. Em conjunto, a experiência reforça evidências da literatura que apontam as práticas corporais estruturadas como instrumentos importantes de promoção da saúde integral, articulando benefícios físicos, emocionais e sociais. Conclui-se que iniciativas extensionistas baseadas em artes marciais, quando inseridas no ambiente universitário e abertas à comunidade, apresentam potencial significativo para contribuir com a promoção da saúde, o desenvolvimento humano e o fortalecimento de redes sociais de apoio, configurando-se como estratégia relevante de prevenção em saúde e melhoria da qualidade de vida.
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    Desfechos maternos e neonatais na raquianestesia e anestesia peridural em cirurgias cesarianas eletivas: uma revisão sistemática
    (2026-04-26) Moura, Pedro Fagner Teles; Alves, Paula Barbosa; Souza, Leonardo Melo de; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    A cesariana eletiva é uma via de parto cirúrgica que permite planejamento prévio da técnica anestésica. Nesse sentido, dentre as opções disponíveis, a raquianestesia e a anestesia peridural (AP) são avaliadas quanto ao impacto em parâmetros como hemodinâmica, recuperação materna e sinais de vitalidade neonatais. Diante disso, o objetivo deste estudo é investigar os desfechos maternos e neonatais de tais intervenções hipnóticas no contexto supracitado. Trata-se de uma revisão sistemática. Para tanto foram consultadas as bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde para a busca dos descritores “cesarean section”, “anesthesia, spinal”, “anesthesia, epidural” e “outcome” combinados pelo operador booleano “AND” a fim de responder à questão norteadora “Em cesarianas eletivas, quais são os desfechos materno-fetais observados na raquianestesia e na anestesia peridural? ”. Após a busca foram encontrados 681 artigos, os quais foram exportados para o software Rayyan e ao retirar as duplicatas restaram 98 artigos para análise dos revisores. Os critérios de inclusão foram artigos publicados de 2020 a 2025, disponibilizados na íntegra, em português em inglês e que respondem à pergunta de pesquisa. Ademais, foram excluídos editoriais, monografias e resumos. Após os critérios de seleção, restaram 3 artigos utilizados na revisão. A princípio, nota-se que a raquianestesia apresenta início de ação mais rápido e que a prescrição de paracetamol e diclofenaco sódico é mais frequente, já com a AP há maior uso morfina, o que indica maior intensidade da dor no pós-operatório. Por outro lado, a AP apresentou maior escore de Apgar no primeiro e no quinto minuto e foi associada a maior estabilidade hemodinâmica e satisfação materna. Ademais, um estudo apontou taxas equivalentes de reanimação neonatal (1,9%) entre as técnicas, nesse sentido, também há similaridade em relação ao tempo de internação, à duração da cirurgia e à taxa de admissão em unidade neonatal. A raquianestesia e a AP são técnicas eficazes e seguras para cesarianas eletivas, com vantagens e limitações próprias. A raquianestesia aponta menor intensidade álgica nas parturientes. Já a AP apresenta melhores escores de Apgar e maior estabilidade hemodinâmica. Ambas apontam desfechos semelhantes quanto ao tempo de internação, reanimação neonatal e duração cirúrgica. Por fim, diante da escassez de estudos comparativos entre essas técnicas e do pressuposto de que tais intervenções influenciam em impactos clínicos significativos, destaca-se a relevância de novas pesquisas que explorem mais profundamente possíveis repercussões, a fim de decisões clínicas mais embasadas.
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    A bactéria Fusobacterium nucleatum e o câncer colorretal: uma revisão integrativa
    (2026-05-12) Silva, João Carlos da; Silva, Mateus Borges da; Miranda, Tatiana Teixeira de; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto
    Fusobacterium nucleatum, bacilo gram-negativo, é amplamente conhecido na área das ciências odontológicas por ser membro da microbiota oral e se relacionar com a doença periodontal. Todavia, alguns artigos disponíveis na literatura médica apontaram que indivíduos com câncer colorretal possuíam níveis aumentados dessa bactéria na região supracitada, permitindo, dessa forma, questionar-se acerca de uma possível relação de causa-consequência entre neoplasia e colonização fusobacteriana. Destarte, analisar tal possível relação constitui o objetivo principal desta revisão integrativa. Para isso, foram utilizadas as bases de dados “PubMed” e “Scielo”, e os descritores “Fusobacterium nucleatum” e “Colorectal Cancer”, associados por intermédio do operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos gratuitos, ensaios clínicos, ensaios randomizados e revisões. Excluíram-se artigos pagos e que não contemplassem os descritores selecionados. Assim, embora sugira se que haja heterogeneidade dos resultados, há uma tendência que aponta para a confirmação da hipótese pesquisada. Nesse sentido, salienta-se que a falta de um grande contingente de estudos científicos, devido à temática ser recente, dificulta a análise. Soma-se também a falta de pesquisas envolvendo pacientes brasileiros. Apesar destes entraves, os artigos analisados evidenciaram, de fato, haver uma relação entre o surgimento do câncer colorretal e a presença da espécie em questão.
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    As anatomistas: mulheres notáveis na história da anatomia no Renascimento e no Iluminismo
    (2026-04-22) Domingues, João Vittor Bozio; Almeida, João Victor Campos de; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto
    O trabalho analisa o papel das principais mulheres anatomistas no contexto da arte, ciência e medicina no Renascimento e no Iluminismo, destacando esses períodos como etapas centrais de um processo de emancipação intelectual que redefiniu a produção do conhecimento no Ocidente. Inicialmente, demonstra-se que o Renascimento promoveu a valorização da observação empírica, da dissecação anatômica e da retomada dos ideais clássicos, rompendo gradualmente com o dogmatismo medieval e consolidando novas bases para a anatomia e para a medicina. Em seguida, evidencia-se que o Iluminismo aprofundou esse movimento ao fortalecer o racionalismo, o método científico e a laicização do saber, embora tenha preservado contradições sociais importantes, sobretudo no que se refere à exclusão feminina. O estudo examina, então, como as mulheres eram representadas e tratadas no campo artístico e médico, mostrando que, embora o corpo feminino ocupasse lugar central na produção estética, as mulheres eram sistematicamente afastadas dos espaços formais de ensino, criação e validação científica. Nesse contexto, o trabalho recupera trajetórias de mulheres que se destacaram na anatomia e na medicina, como Anna Morandi Manzolini, Angélique Marguerite Le Boursier, Marie-Marguerite Bihéron, Louise Bourgeois, Jane Sharp e Dorothea Erxleben, ressaltando suas contribuições para a ceroplastia anatômica, a obstetrícia, o ensino médico, a prática clínica e a crítica às barreiras institucionais impostas ao sexo feminino. Conclui-se que a construção da ciência moderna não foi exclusivamente masculina, mas também sustentada por mulheres cujas contribuições foram historicamente invisibilizadas, tornando sua recuperação indispensável tanto para a justiça histórica quanto para uma compreensão mais ampla da formação da anatomia e da medicina modernas.
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    Consequências materno-fetais da toxoplasmose em pacientes com HIV: uma revisão sistemática da literatura
    (2026) Machado, Camila Rafaely Schmidt; Silveira, Anna Carolina Salomon Dolabela da; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    A toxoplasmose, uma doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, pode ser transmitida de forma congênita, especialmente quando a gestante se infecta pela primeira vez, ou em quadros de reativação da infecção em mulheres imunossuprimidas, como é o caso de pacientes portadoras do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O objetivo desse trabalho é descrever as possíveis consequências materno-fetais da toxoplasmose em pacientes grávidas contaminadas pelo HIV, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Para isso, foi realizada uma busca nas bases de dados Pubmed, Scopus e Web of Science, seguida de uma análise dos artigos encontrados por título e resumo e, enfim, de uma seleção baseada em critérios pré-estabelecidos. Os resultados obtidos apontam a possível ocorrência de consequências relevantes para a gestante e para a criança, tanto na fase fetal quanto na pós-natal, dentre as quais se destacam as manifestações oculares e neurológicas. Assim, conclui-se que as gestações de mulheres imunossuprimidas portadoras do HIV são mais propensas a apresentar complicações graves decorrentes da infecção por Toxoplasma gondii. Ademais, verifica-se a necessidade da realização de um melhor monitoramento da toxoplasmose em gestantes com HIV, de modo a propiciar reconhecimento e tratamento adequados.
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    Impactos do uso de celulares na qualidade do sono em crianças: uma revisão de literatura
    (2026-04-30) Santos, Giovanna Ferreira Souza; Souza, Gyovanna Gabriela Coelho; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    O uso de celulares por crianças antes de dormir tem sido recorrente. Estudos apontam que isso culmina em sono de má qualidade, que pode prejudicar a memória, a concentração e o aprendizado. Nesse sentido, objetiva-se analisar os impactos desse uso na qualidade do sono em crianças. O estudo consiste em uma revisão integrativa da literatura, em que foram utilizados artigos nos idiomas inglês e português, publicados entre 2011 e 2023, nas bases de dados PUBMED (U.S. National Library of Medicine) e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde). As pesquisas foram realizadas durante o mês de agosto de 2023, utilizando as palavras-chave: “sleep”, “children” e “cell phone”, associadas ao operador booleano “AND”. Como resultado, observa-se que o uso de telas durante o dia, antes de dormir e durante um intervalo de interrupção de sono culmina em sonolência diurna, cansaço e redução do rendimento escolar. Além disso, alterações no ciclo sono-vigília prejudicam a consolidação de memórias e aumentam a probabilidade de desenvolvimento de ansiedade e transtorno depressivo maior. Portanto, nota-se que o manejo de celulares por crianças prejudica a qualidade do sono e, consequentemente, aspectos físicos, mentais e sociais da vida desses indivíduos.
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    Doenças Cardiovasculares em Pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono: uma Revisão Integrativa
    (2026-04-22) Dias, Barbara Gabriele Ono; Silva, Ana Julia Fernandes da Silva; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    Introdução: O objetivo desta revisão é identificar como a apneia obstrutiva do sono (AOS) afeta o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, aumentando os índices de mortalidade. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, utilizando-se estudos dos últimos 20 anos coletados nas bases de dados do PubMed, Google Acadêmico, LILACS e SciELO. Resultados: todos os artigos selecionados relacionam a apneia obstrutiva do sono a um maior risco de mortalidade por causas cardiovasculares. Conclusão: embora haja impacto da predisposição genética e do estilo de vida, a repetitiva obstrução das vias aéreas superiores durante o sono causada pela AOS está associada com o aumento do risco cardiovascular.
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    Impactos da má qualidade do sono no risco de síndrome metabólica em adultos
    (2026-03-26) Ferreira, Julia Leite; Machado, Júlia de Oliveira; Soares, Evelise Aline; Duarte, Gema Galgani de Mesquita; Salomão, Anelena Moretto
    A Síndrome Metabólica, uma entidade fisiopatológica multifatorial, tem como fator de risco a má qualidade do sono. Assim, essa revisão busca integrar esses dois fatores, analisando os distúrbios do sono como preditores de risco da Síndrome Metabólica, bem como seus componentes associados. Por meio de pesquisas nas bases de dados PUBMED, LILACS e SciELO, foram selecionados 23 artigos para compor o estudo. A partir da análise dos artigos incluídos, foi constatado que diversos aspectos do sono de má qualidade, como a duração do sono, os distúrbios do sono e o ciclo sono-vigília estão associados ao surgimento de alterações endócrinas, incluindo-se a Síndrome Metabólica ou pelo menos um de seus componentes associados. Assim, reitera-se a necessidade de uma abordagem multidisciplinar de profissionais para que, além de bons hábitos de vida, como alimentação saudável e prática de atividade física, também seja implementado uma boa higiene do sono nos pacientes.
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    Ilustrações anatômicas de gravidez no século XVIII: ciência, técnica e ética na obra de William Hunter
    (2026-03-30) Mendes, Jéssica Caroline Capela; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena Moretto
    Este artigo realiza uma análise histórico-crítica da trajetória e das contribuições do anatomista e obstetra escocês William Hunter, com ênfase em sua influência para a consolidação da anatomia obstétrica no século XVIII. A partir de revisão bibliográfica, o estudo examina sua obra monumental, Anatomia Uteri Humani Gravidi Tabulis Illustrata (1774), destacando suas inovações metodológicas, como o uso de técnicas avançadas de dissecação estratificada e a produção de ilustrações anatômicas executadas diretamente a partir da observação de cadáveres de gestantes. A análise evidencia como o atlas revolucionou a representação do útero grávido e do feto in situ, fornecendo base empírica inédita para o avanço da obstetrícia, contribuindo para a medicalização do parto e para a institucionalização dos man-midwives na prática clínica europeia. Paralelamente, o artigo problematiza as condições éticas de obtenção dos corpos utilizados, discutindo a provável relação com práticas de exploração de mulheres socialmente vulneráveis, cujas identidades foram apagadas do registro histórico. Argumenta-se que a obra de Hunter deve ser compreendida simultaneamente como marco científico e como documento revelador das tensões entre progresso médico e desigualdades sociais no contexto iluminista. Conclui-se que o estudo crítico de sua produção permanece fundamental para a compreensão da evolução do saber anatômico-obstétrico e para o fortalecimento da reflexão bioética na formação médica contemporânea.
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    A relação intrínseca entre a privação de sono e o desenvolvimento de obesidade
    (2026-03-26) Silva, Emanuelly Ledo; Braga, Marcos Felipe Teodoro; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena Moretto
    Este trabalho analisa a relação intrínseca entre a privação do sono e o desenvolvimento da obesidade, fundamentando-se em mecanismos neuroendócrinos e dados epidemiológicos. Sabe-se que o sono é um processo fisiológico vital para a homeostase e o equilíbrio biopsicossocial; contudo, as exigências da sociedade pós-moderna têm induzido a população a padrões de repouso insuficientes para o restabelecimento das funções orgânicas. Além disso, o estudo destaca que a redução do tempo de sono desregula o complexo hormonal leptina-grelina, pilares do controle do apetite. A investigação demonstra que o débito de sono provoca o decréscimo dos níveis de leptina e o acréscimo de grelina, resultando em aumento da fome e da ingestão calórica. No que tange às repercussões clínicas, discute-se a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que apresenta uma associação de risco bidirecional com a obesidade. Paralelamente à análise fisiológica, este trabalho examina evidências epidemiológicas que associam a má qualidade do sono ao aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) em diversos ciclos da vida. Por fim, sugere-se que o reconhecimento do sono como uma necessidade fisiológica fundamental é um parâmetro crucial para as políticas de saúde pública e para a compreensão da fisiopatologia metabólica contemporânea.
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    Análise da presença de ilustrações anatômicas de indivíduos de pele negra nos principais livros e atlas de anatomia recomendados na educação médica brasileira
    (2026-03-23) Oliveira, Lucas Hosken Vieira; Lima, Gabriela Miranda; Andrade, Eduardo Françoso de; Soares, Evelise Aline; Salomão, Anelena Moretto; Silva, Thiago Donizete da
    Introdução: ​O ensino da anatomia humana constitui o alicerce epistemológico da formação médica, sendo os seus conteúdos indispensáveis no ciclo básico das faculdades de medicina. Esta disciplina articula componentes teóricos e práticos — prioritariamente mediante a dissecação de cadáveres — e utiliza abordagens metodológicas subsidiadas por atlas anatômicos e livros-texto. Nesse cenário, a representatividade da diversidade de tons de pele no ambiente acadêmico, e especificamente na literatura de referência, revela-se imperativa para a qualificação de profissionais aptos a atuar na realidade brasileira, caracterizada por vasta pluralidade étnico-racial. O presente artigo objetiva inventariar as principais obras recomendadas no ensino de anatomia em cursos de Medicina no Brasil, analisando a frequência de representações de indivíduos negros.​ Metodologia: Realizou-se um levantamento dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs) de graduações em Medicina no país, por meio de consulta pública aos repositórios oficiais das instituições de ensino superior, a fim de identificar as bibliografias básicas constantes nos planos de ensino de Anatomia Humana. ​Resultados: Os dados coletados evidenciaram uma escassez de ilustrações que representem indivíduos negros nas obras de referência, ratificando um histórico de ensino predominantemente eurocêntrico, com hegemonia de modelos caucasianos (pele branca). Conclusão: O estudo demonstra que as bibliografias básicas adotadas apresentam baixa representatividade racial, expondo um descompasso entre o material didático e a realidade fenotípica da população assistida pelos futuros médicos no Brasil.
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    Como o sono influencia no diabetes mellitus tipo 2: uma revisão integrativa
    (2026-03-24) Silva, Bibiana Ribeiro da; Baldani, Gabriela Quaglio Negrão; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena Moretto
    A Diabetes Mellitus tipo 2 constitui um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, resultante da interação entre resistência periférica à ação da insulina e disfunção progressiva da secreção de insulina pelas células pancreáticas. O sono é um processo biológico e comportamental fundamental para a manutenção da homeostase do organismo, trata-se de um estado fisiológico ativo, caracterizado por alterações cíclicas na atividade cerebral, na função autonômica e na secreção hormonal. A relação entre desenvolvimento de DM2 e as alterações de sono, especialmente quanto aos extremos de duração e má qualidade, é fortemente destacada na literatura. Os estudos mais atuais sugerem que a desregulação constante dos ciclos de sono provoca aumento da resistência à insulina, desequilibrando hormônios que controlam o apetite e a saciedade e afetando o metabolismo da glicose. A presente revisão buscou compreender se a falta de horas de sono poderia realmente provocar um estado de resistência à insulina ou Diabetes Mellitus tipo 2 e, em especial, como se daria esse processo. Para isso, as autoras buscaram estudos publicados em revistas de alto impacto entre 2014 e 2024, que estavam gratuitamente disponíveis nas plataformas Pubmed, BVS e Scielo. Esses estudos deveriam, para serem selecionados, analisar esta relação e propor explicações para o fenômeno. Dos trabalhos encontrados, foram excluídos aqueles que se repetiam, não tratavam explicitamente sobre o assunto ou que não seguiam a mesma definição de DM2 que este trabalho. Ao todo, foram selecionados 20 artigos que são apresentados durante esta revisão de literatura. Assim, concluiu-se que a falta, tal como o excesso, de horas de sono ou de boa qualidade pode predispor ao desenvolvimento da doença. Com isso, percebemos a importância de mais estudos para melhor compreensão do fenômeno em termos de fisiopatologia, e de se adicionar às recomendações à população para prevenção da doença a manutenção de bons hábitos de sono.
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    Influências do consumo de bebidas alcoólicas para a qualidade do sono
    (2026-03-24) Carminatti, Caroline Medeiros; Silva, Daniel Paranhos Garcia; Alves, Marco Túlio Magalhães; Soares, Evelise Aline; Silva, Thiago Donizeth da; Salomão, Anelena Moretto
    INTRODUÇÃO: O álcool é uma substância comumente utilizada para indução do sono, devido suas propriedades depressoras do sistema nervoso central, provocando, uma sensação desinibidora, seguida de euforia, bem como um efeito anestésico. Essa substância atua na redução da latência do sono durante a primeira metade da noite, gerando um efeito contrário na segunda parte. O sono possui 5 estágios cíclicos, que se repetem durante a noite, predominando 2 fases alternantes: NREM e REM, os quais sofrem maiores alterações mediante a ingestão do álcool. O presente estudo observou que a ingestão de bebidas alcoólicas afeta a arquitetura e os estágios do sono, mediante a alterações fisiológicas que aumentam ou reduzem o tempo de cada etapa. METODOLOGIA: Esse artigo se caracteriza como uma revisão integrativa de 19 artigos. Para tanto, foi feita uma revisão no período de 2007 a 2023 nas bases de dados PubMed, CAPES, ELSEVIER e Google acadêmico. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Sendo assim, observou-se que o sono REM é reduzido na primeira metade da noite e aumentado na segunda, o sono de ondas lentas aumenta, o tempo total de sono diminui e a latência de início do sono diminui; tais efeitos podem ser explicados pelas propriedades agonistas que o álcool possui em relação ao neurotransmissor GABA. A longo prazo, tais consequências podem gerar insônia e uma redução drástica da qualidade do sono. CONCLUSÃO: Logo, é evidente uma relação direta entre o consumo de álcool e alterações fisiológicas do sono, sendo este um potente causador de distúrbios na arquitetura do sono.