A relação intrínseca entre a privação de sono e o desenvolvimento de obesidade
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Resumo
Este trabalho analisa a relação intrínseca entre a privação do sono e o desenvolvimento da obesidade, fundamentando-se em mecanismos neuroendócrinos e dados epidemiológicos. Sabe-se que o sono é um processo fisiológico vital para a homeostase e o equilíbrio biopsicossocial; contudo, as exigências da sociedade pós-moderna têm induzido a população a padrões de repouso insuficientes para o restabelecimento das funções orgânicas. Além disso, o estudo destaca que a redução do tempo de sono desregula o complexo hormonal leptina-grelina, pilares do controle do apetite. A investigação demonstra que o débito de sono provoca o decréscimo dos níveis de leptina e o acréscimo de grelina, resultando em aumento da fome e da ingestão calórica. No que tange às repercussões clínicas, discute-se a Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS), que apresenta uma associação de risco bidirecional com a obesidade. Paralelamente à análise fisiológica, este trabalho examina evidências epidemiológicas que associam a má qualidade do sono ao aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) em diversos ciclos da vida. Por fim, sugere-se que o reconhecimento do sono como uma necessidade fisiológica fundamental é um parâmetro crucial para as políticas de saúde pública e para a compreensão da fisiopatologia metabólica contemporânea.
