Os distúrbios do sono em crianças com transtorno do espectro autista

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2026-05-21

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Resumo

INTRODUÇÃO: A expressão autismo foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda de contato com a realidade que carregava a dificuldade ou a impossibilidade de comunicação. Ao longo da história, foram relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) algumas comorbidades amplamente estudadas até hoje pelos profissionais e pelos estudiosos do neurodesenvolvimento: os distúrbios do sono relacionados ao autismo. Nesta presente revisão, unimos alguns dos estudos que avaliaram a relação do sono e o transtorno do espectro autista, primordialmente, os distúrbios do sono como comorbidade do autismo, associadas no desencadeamento de sofrimento psicológico e alterações na qualidade e quantidade do sono. METODOLOGIA: Este estudo consiste em uma pesquisa revisional redigida com base nos dados colhidos em sites especializados e periódicos, adotando como critério de inclusão trabalhos que utilizavam os descritores: Autismo infantil, TEA, Asperger, distúrbios do sono e DSM. Outrossim, os meios de pesquisa foram bases de dados online: Scielo e PUBMED, além da própria literatura acadêmica didática citadas nas referências. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Verificou-se que crianças com TEA são mais propensas a problemas do sono do que crianças com desenvolvimento neurológico típico e, de acordo com a 3ª edição da Classificação Internacional de Distúrbios do Sono (CIDS-3), classificam-se a insônia e a apneia obstrutiva do sono como os dois distúrbios centrais do sono que acometem pessoas dentro desse espectro. A interpretação do mundo de indivíduos no espectro difere da visão geral de indivíduos neurotípicos, como sua vivência diária e o enfrentamento das situações cotidianas. A noite e a hora do sono, também, são distintos, já que ocorrem sérias alterações do ritmo biológico, cronotipo dos hábitos de sono das crianças autistas. CONCLUSÃO: Há uma tendência para a etiologia dos distúrbios do sono em crianças com TEA ser multifatorial, incluindo causas fisiopatológicas que são parte integrante do fenótipo clínico do TEA. Embora a terapia não farmacológica seja preferida para melhorar a rotina noturna e reduzir os estímulos ambientais perturbadores que afetam o autista, vários estudos concluíram que a administração de melatonina é útil, especialmente em crianças com TEA que apresentam alteração no início do sono.


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