Enfermagem

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    Sentimentos e vivências das gestantes quanto a uma gestação de alto risco e os cuidados no pré-natal
    (2025-12-05) Lima, Mariana Alexandre de; Moraes, Thiago Cunha Pires de; Felipe, Adriana Barbosa Olimpia; Costa, Andreia Cristina Barbosa; Moreira, Dênis da Silva
    A gravidez é um período marcado por intensas transformações fisiológicas e emocionais que prepara o corpo para a gestação e influenciam seu bem-estar. A presença de múltiplos fatores de risco pode aumentar a probabilidade de complicações, o que torna essencial uma classificação adequada do risco gestacional. Essa prática permite um acompanhamento direcionado e eficaz, ao garantir cuidados específicos e continuidade da assistência por meio do cuidado compartilhado entre os diferentes níveis de atenção à saúde. Este estudo, teve como objetivo compreender os sentimentos e vivências das gestantes quanto a uma gestação de alto risco e os cuidados ofertados durante o pré-natal. Trata-se de um estudo de caráter exploratório, descritivo, de abordagem qualitativa. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer número 7.212.747, e conduzida com 18 gestantes que realizavam acompanhamento de alto risco em um município no sul do estado de Minas Gerais. A coleta de dados ocorreu entre julho e outubro de 2025, utilizando-se entrevistas individuais como estratégia. Após análise dos dados, as falas dos participantes convergiram e foram organizadas em quatro categorias: “Vivenciar o inesperado: o não desejo gestacional”; “Vivências iniciais diante do diagnóstico de alto risco: o peso emocional da descoberta”; “Desafio de vivenciar uma gestação de alto risco”; e “Experienciando o des(cuidado)”. Conclui-se que a gestação de alto risco é permeada por intenso sofrimento emocional, manifestado por episódios de choro e por sentimentos de medo, preocupação, ansiedade, incerteza, insegurança e culpa diante do diagnóstico. Essas emoções estão frequentemente associadas à apreensão quanto à segurança do feto e às experiências negativas de perdas gestacionais anteriores, que reativam sentimentos de fragilidade e vulnerabilidade. As falas das gestantes revelam desafios cotidianos vivenciados durante a gestação de alto risco: medições de glicemia, mudanças alimentares, uso contínuo de medicamentos, realização de exames, mal-estar e internações hospitalares, que se tornam experiências desgastantes, porém necessárias para a saúde materna e fetal. O cuidado pautado no acolhimento, na empatia e na comunicação eficaz mostrou-se essencial para promover segurança, confiança e bem-estar, sendo que algumas gestantes destacaram a melhor qualidade do cuidado prestado pelos profissionais no Sistema Único de Saúde. Entretanto, o estudo também evidenciou fragilidades na atenção oferecida, como falhas na comunicação, atrasos nos encaminhamentos e ausência de acolhimento adequado. Tais evidências reforçam a importância de um cuidado pré-natal mais integral, ético e humanizado, sustentado pelo fortalecimento da rede de atenção e pela qualificação contínua das equipes de saúde, com ênfase no protagonismo do enfermeiro na coordenação da assistência.