Efeitos de um protocolo individualizado de reequilíbrio muscular baseado na razão H:Q, avaliada por resistência muscular localizada, em atletas de futebol sub-15 e sub-17: ensaio clínico controlado randomizado
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Resumo
A resistência muscular localizada (RML) é uma ferramenta importante para identificar desequilíbrios entre músculos agonistas e antagonistas, enquanto os testes funcionais permitem avaliar as condições físicas do atleta de acordo com as exigências do esporte, auxiliando no monitoramento do desempenho e na prevenção de lesões. O objetivo deste estudo foi avaliar a razão H:Q em atletas de futebol das categorias sub-15 e sub-17 por meio da RML e aplicar um protocolo de intervenção individualizado visando promover o reequilíbrio muscular, além de verificar seus efeitos sobre o desempenho funcional e o controle postural. Foi realizado um ensaio clínico controlado e randomizado. A amostra foi composta por 55 atletas de futebol de base do sexo masculino (idade: 15,03 ± 0,85 anos; massa corporal: 62,55 ± 7,43kg; estatura: 174,97 ± 0,07cm), divididos em dois grupos, intervenção (RML) e controle. As avaliações foram realizadas em dois momentos: pré- intervenção e pós-intervenção, após oito sessões de treinamento. Os participantes realizaram testes de RML para flexores e extensores de joelho, hop tests, salto vertical e baropodometria. Após as oito sessões, foram realizadas as reavaliações. Os resultados encontrados demonstram que ambos os grupos apresentaram aumento na RML de flexão do joelho esquerdo (Intervenção: p= 0,001; IC= 74,27-150,00; Controle: p= 0,013; IC= 42,89109,40). No entanto, o grupo intervenção aumentou o salto vertical (p= <0,001; IC=35,34-39,58). O grupo controle reduziu a amplitude do desvio médio lateral (p=0,004; IC= -0,29-2,29) quando os olhos estavam abertos na análise estabilométrica. Na avaliação de olhos fechados, o grupo intervenção aumentou a oscilação do centro de massa (p= 0,022; IC=0,39-3,34). Na análise intergrupos, no momento de avaliação, as variáveis salto vertical (p= <0,0001; IC Controle: 30,9935,46; IC Intervenção: 35,09-43,16) e COPML com os olhos fechados (p=0,026; IC Controle: 0,48-1,30; IC Intervenção: 0,50-1,82) demonstraram que os grupos não eram similares, sendo controle com melhores resultados. Associado, apenas no grupo intervenção houve aumento na distância de triple hop test direito (p=0,041, IC Controle: 4,59-5,22; IC Intervenção: 4,89-5,40). Conclui-se que o protocolo de intervenção não promoveu alterações significativas no reequilíbrio muscular entre os movimentos de flexão e extensão do joelho. Entretanto, foram observadas melhorias relevantes no salto vertical e no triple hop test.
