Engenharia de cristais de formas cristalinas farmacêuticas no desenvolvimento de fármacos melhorados: rosuvastatina cálcica
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Resumo
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbitos no Brasil e no mundo, e seu gerenciamento inclui o uso de estatinas como a rosuvastatina cálcica, conhecida por seu potente efeito inibitório sobre a 3hidroxi3metilglutaril- coenzima A redutase (HMG-CoA redutase). Apesar de sua relevância terapêutica, a rosuvastatina cálcica apresenta baixa solubilidade aquosa e absorção limitada, características de fármacos classificados como classe II, segundo o Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB). Para superar tais desafios e aprimorar o perfil biofarmacêutico do medicamento, a engenharia de cristais tem sido aplicada como estratégia eficiente, visando controlar as interações intermoleculares e desenvolver alternativas sólidas inovadoras, como polimorfos, sais e cocristais. Essa abordagem favorece melhorias na taxa de dissolução e na eficácia terapêutica, evidenciadas pelo elevado número de patentes de formas polimórficas da rosuvastatina cálcica. Assim, o presente trabalho investigou o desenvolvimento de novas formas sólidas da rosuvastatina cálcica visando superar suas limitações de solubilidade aquosa. Para isso, diferentes técnicas de cristalização foram empregadas, possibilitando a obtenção e a caracterização de polimorfos já conhecidos, mas que ainda não continham estrutura e caracterização reportada. As formas obtidas foram caracterizadas por difração de raios X de policristais, espectroscopia no infravermelho, e análise térmica (termogravimétrica e calorimetria exploratória diferencial). Os resultados demonstraram a identificação de duas formas cristalinas distintas, as quais ainda não apresentam elucidação da estrutura cristalina. Conclui se que a engenharia de cristais é uma estratégia promissora para o aperfeiçoamento de fármacos, permitindo o desenvolvimento racional de medicamentos com propriedades biofarmacêuticas superiores e maior segurança para o paciente.
