Influência de diferentes protocolos de treinamento concorrente sobre o consumo excessivo de oxigênio pós exercício (EPOC)

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Data

2026-02-25

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Resumo

O presente estudo teve como objetivo verificar a influência de diferentes protocolos de treinamento concorrente sobre o excesso de consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC), usando como referência as zonas de interferência. Participaram do estudo dezesseis adultos jovens do sexo masculino (idade: 23,40 ± 2,87 anos; massa corporal total: 76,90 ± 10,1 kg; estatura: 174,00 ± 4,94 cm), os quais realizaram, de forma aleatória, duas sessões de treinamento concorrente: uma realizada dentro da zona de interferência (DZI) e outra fora da zona de interferência (FZI). O consumo de oxigênio (VO₂) foi mensurado em repouso e durante 30 minutos após o exercício, em intervalos sucessivos de cinco minutos, sendo também analisada a média do consumo ao longo de todo o período pós-esforço. Os resultados demonstraram que, na sessão DZI, o VO₂ foi significativamente maior em relação ao repouso nos primeiros dez minutos pós-exercício (0–5 e 5–10 min; p≤0,05), enquanto, na sessão FZI, esse aumento significativo ocorreu apenas no intervalo de 0–5 min. Em ambas as sessões, o maior consumo de oxigênio foi observado no intervalo imediatamente após o exercício (0–5 min), com reduções significativas nos intervalos subsequentes. Além disso, o VO₂ foi significativamente maior na sessão DZI em comparação à FZI nos dois primeiros intervalos de tempo (0–5 e 5–10 min; p≤0,05). Ao considerar os 30 minutos de recuperação, o consumo médio de oxigênio foi significativamente superior ao repouso em ambas as sessões (p≤0,05), sendo também maior na sessão DZI quando comparada à sessão FZI. Em relação às variáveis que caracterizam as sessões de treinamento, observaram-se diferenças significativas entre DZI e FZI para o tempo total de sessão, a frequência cardíaca máxima e a percepção subjetiva de esforço, enquanto a carga total de trabalho do treinamento de força e a frequência cardíaca média não diferiram entre as sessões. Conclui-se que a realização do treinamento concorrente dentro da zona de interferência promove maior magnitude do EPOC, podendo potencializar o gasto energético pós-exercício, enquanto sessões realizadas fora da zona de interferência podem ser mais adequadas quando o objetivo está relacionado à performance física.


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