Representações do confinamento feminino em "The Yellow Wallpaper", "The Unwatched Door" e “The Cottagette”, de Charlotte Perkins Gilman

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2026-06-29

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Resumo

O presente trabalho analisa as representações do confinamento feminino e as respostas das personagens nos contos “The Yellow Wallpaper” (2006a), “The Unwatched Door” (2011) e “The Cottagette” (2006b), de Charlotte Perkins Gilman em relação a ele. O objetivo central deste trabalho é compreender como os espaços de reclusão e as estruturas de dominação patriarcal do século XIX impactam a autonomia das protagonistas e como elas reagem frente a eles. A metodologia é fundamentada em uma análise comparativa dos textos selecionados, utilizando aportes teórico-críticos sobre gênero, literatura e espaço de autores como Elaine Showalter (1987), Sandra Gilbert e Susan Gubar (2000), e Osman Lins (1976). A análise evidencia que, em “The Yellow Wallpaper” (2006a), o confinamento é imposto pela medicalização da autonomia feminina através da “cura do repouso”, transformando o quarto físico em um ambiente de degradação mental. Em “The Unwatched Door” (2011), a personagem se utiliza do autoconfinamento como mecanismo de defesa, sofrendo um colapso psíquico quando seu espaço de confinamento é invadido pela figura masculina. No conto “The Cottagette” (2006b), é observado o apagamento da identidade artística em favor da domesticidade e das expectativas sociais de gênero. Portanto, pode-se concluir que embora o confinamento assuma diferentes configurações nas narrativas analisadas, ele está sempre associado a mecanismos de opressão patriarcal, enquanto as respostas das protagonistas revelam tentativas de preservar ou reivindicar sua identidade e autonomia.


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