Consumo de alimentos ultraprocessados e sua associação com excesso de peso e perfil lipídico de adolescentes de um município do sul de Minas Gerais

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Data

2026-02-27

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Resumo

Introdução: O consumo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a alterações prejudiciais no estado nutricional e no perfil lipídico de adolescentes. Objetivo: Avaliar a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados, o estado nutricional e o perfil lipídico de adolescentes. Métodos: Estudo transversal observacional realizado com 164 adolescentes, de 14 a 19 anos, de ambos os sexos, matriculados no ensino médio de escolas públicas de um município do sul de Minas Gerais. O estado nutricional foi avaliado por meio de medidas antropométricas, incluindo peso corporal, estatura e circunferência da cintura. O consumo alimentar foi investigado por questionário de frequência alimentar adaptado, e o perfil lipídico foi determinado a partir de exames bioquímicos específicos. Os dados foram analisados por estatística descritiva e testes de associação, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se predominância do sexo feminino (62,2%), além de prevalência relevante de excesso de peso (23,2%) e de razão cintura-estatura elevada (14,6%). A maioria dos adolescentes apresentou níveis reduzidos de HDL-c (80,1%) e proporção significativa com níveis elevados de triglicerídeos (21,2%). Verificou-se elevado consumo de alimentos ultraprocessados, especialmente refrigerantes e guloseimas. A realização de refeições em frente à televisão ou utilizando computador ou celular associou-se significativamente ao excesso de peso. O consumo recente de alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, refresco em pó e molhos industrializados, apresentou associação com alterações no perfil lipídico, particularmente nos níveis de colesterol total e LDL-c. Por outro lado, a maior frequência de consumo da alimentação escolar associou-se a níveis mais adequados de colesterol total, LDL-c e não-HDL-c. Diferenças segundo a classe econômica foram observadas, com maior consumo de refresco em pó entre adolescentes pertencentes às classes média-baixa e baixa. Conclusão: Os achados do presente estudo revelam a coexistência de fatores de riscos nutricionais e metabólicos entre os adolescentes, sendo observadas associações entre o consumo de alimentos ultraprocessados com o excesso de peso e alterações do perfil lipídico.


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