Isolamento de fungos de animais taxidermizados em decomposição: um estudo de caso no museu da memória e patrimônio da Unifal-MG
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Resumo
Esta pesquisa teve como objetivo identificar os fungos responsáveis pela contaminação de animais taxidermizados do Museu da Memória e Patrimônio da Unifal-MG. Para isso, foram analisadas as condições ambientais do diorama, o potencial de risco da contaminação fúngica, suas características micro e macroscópicas, além de métodos de conservação e registros de casos semelhantes de biodeterioração. A metodologia, de caráter quantitativo-qualitativo, utilizou materiais e procedimentos clássicos da microbiologia. As técnicas empregadas incluíram microcultivo dos fungos em temperatura ambiente por cinco dias, observação das microestruturas em microscópio óptico comum e análise de macrocolônias crescidas em ágar Sabouraud dextrose, também incubadas por cinco dias à temperatura ambiente. As condições ambientais registradas foram — umidade relativa média de 54% e temperatura de 23 °C, estas — revelaram um microclima desfavorável à preservação dos acervos orgânicos. O acompanhamento dos exemplares mostrou rápida deterioração, levando ao descarte dos materiais contaminados como medida de biossegurança. A identificação preliminar apontou dois grupos fúngicos: um com características próximas ao gênero Curvularia e outro pertencente ao gênero Aspergillus. Como se trata de uma identificação baseada apenas em características morfológicas, análises moleculares ainda são necessárias para confirmação. Conclui-se que o descontrole ambiental favoreceu a deterioração de peças taxidermizadas preenchidas com palha, material altamente suscetível à colonização microbiana. Além do prejuízo ao patrimônio, os fungos identificados podem oferecer riscos à saúde de usuários do espaço, reforçando a importância científica e sanitária desta investigação.
