Efeitos do treinamento de natação e resistência nos músculos diafragma e bíceps braquial de camundongos distróficos machos e fêmeas
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Resumo
A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é uma doença miodegenerativa grave. No modelo murino mdx, os efeitos do exercício físico são controversos e a influência do sexo biológico é frequentemente negligenciada. Este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da natação (N) de intensidade moderada/baixa e do treinamento de resistência (TR) nos músculos bíceps braquial (BB) e diafragma (DIA) de camundongos mdx machos (M) e fêmeas (F). Os animais foram divididos em seis grupos: machos sedentários (mdxCtM), fêmeas sedentárias (mdxCtF), machos nadadores (mdxSwM), fêmeas nadadoras (mdxSwF), machos resistência (mdxRtM) e fêmeas resistência (mdxRtF). O protocolo de natação teve duração de 4 semanas (30 min/dia, 4 dias/semana) e o treinamento de resistência consistiu em subida de escada (3 séries de 10 repetições). Avaliamos o desempenho funcional (suspensão de quatro patas), a creatina quinase (CK) sérica e a histopatologia (área inflamatória e núcleos centrais). Nossos resultados demonstram que o sexo biológico foi um determinante mais significativo do fenótipo distrófico do que a modalidade de exercício. Fêmeas em todos os grupos apresentaram desempenho funcional superior em comparação aos machos. As duas modalidades de exercício causaram aumento no número de fibras com núcleo central no DIA em relação aos seus controles. No BB, apenas o grupo mdxRtM apresentou uma porcentagem reduzida de fibras com núcleos centrais em comparação ao grupo mdxCtM. O protocolo de natação no mdxSwM apresentou menor concentração sérica de CK, entretanto, não melhorou o desempenho funcional destes animais. Em conclusão, os protocolo de treinamento aplicados demosntraram efeitos distintos nas diferentes variáveis (sexo biológico, modalidade de exercício e grupo muscular), demonstrando a necessidade da adaptabilidade de protocolos para seus devidos usos.
