Reaproveitamento de rejeito de SiO₂ em cadeia produtiva sustentável: uma revisão sob a ótica da economia circular


Resumo

Este Trabalho de Conclusão de Curso analisou o reaproveitamento de rejeitos ricos em dióxido de silício (SiO₂), com ênfase na cadeia do minério de ferro, sob a ótica da economia circular. A partir de revisão bibliográfica e de dados do Anuário Mineral Brasileiro (2019–2023), verificou-se que a mineração de ferro é a principal geradora de rejeitos com fração silicosa relevante, especialmente no Quadrilátero Ferrífero, onde grandes volumes são estocados em barragens e pilhas de rejeito, configurando importante passivo ambiental. A literatura consultada indicou que sandy tailings com teores entre 85% e 95% de SiO₂ apresentam características físico-químicas adequadas para uso em diferentes aplicações, como produção de areia artificial (ore-sand), agregados para concretos, argamassas, blocos, pré-moldados, camadas de pavimentação e ligantes alternativos, incluindo geopolímeros com resistências superiores a 40 MPa. Casos práticos, como a Fábrica de Blocos do Pico e a produção de areia sustentável em operações da Vale, evidenciam a possibilidade de destinar centenas de milhares de toneladas de rejeitos à construção civil, reduzindo a necessidade de extração de agregados naturais e a dependência de estruturas de contenção. Concluiu-se que os rejeitos silicosos, quando adequadamente caracterizados e processados, podem ser reinseridos em cadeias produtivas sustentáveis, contribuindo para a mitigação de impactos ambientais, a diminuição de passivos e o avanço da mineração em direção a um modelo mais circular.


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