O paradoxo educacional brasileiro: uma análise dos desajustes entre qualificação e mercado de trabalho entre 2002 e 2022 via modelo ORU e regressão logística

dc.contributor.advisorMartins, Nildred Stael Fernandes
dc.contributor.authorFerreira, Lais Aparecida
dc.contributor.coadvisorSilva, Ana Márcia Rodrigues da
dc.contributor.refereeMiranda, Bernardo de Pádua Jardim de
dc.contributor.refereeBrito, Danyella Juliana Martins de
dc.date.accessioned2026-02-10T18:33:38Z
dc.date.available2026-02-10T18:33:38Z
dc.date.issued2025-12-10
dc.description.abstractEsta dissertação analisa a relação entre escolaridade, alocação ocupacional e desigualdades no mercado de trabalho brasileiro entre 2002 e 2022, utilizando o modelo ORU (Overeducation, Required Education, Undereducation) combinado à estimação de regressões logísticas multinomiais aplicadas aos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para os anos de 2002 e 2007 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) para os anos de 2012, 2017 e 2022. O objetivo central é examinar em que medida a escolaridade dos trabalhadores influencia a probabilidade de estarem sobreeducados, subeducados ou adequadamente alocados em relação às exigências formais das ocupações, bem como avaliar os efeitos desse desajuste sobre a distribuição da força de trabalho e sobre padrões estruturais de desigualdade. A análise parte do problema do descompasso entre a rápida expansão educacional e a limitada transformação da estrutura produtiva, hipótese que sugere uma absorção desigual do capital humano no mercado de trabalho. Os resultados indicam que a expansão da escolaridade reduziu a subeducação, mas ampliou a sobreeducação, especialmente entre mulheres, pretos, pardos, trabalhadores urbanos, domésticas e indivíduos empregados em ocupações informais ou de baixa qualificação. Observa-se também que trabalhadores com maior escolaridade enfrentam crescente probabilidade de sobreeducação, enquanto os rendimentos associados ao ensino superior apresentam sinais de estagnação. Os achados revelam que a má alocação do capital humano permanece como um fenômeno estrutural, limitando os retornos privados e sociais da educação e reforçando desigualdades históricas no mercado de trabalho brasileiro.
dc.description.abstract2This research analyzes the relationship between schooling, occupational allocation, and inequality in the Brazilian labor market between 2002 and 2022, using the ORU model (Overeducation, Required Education, Undereducation) combined with multinomial logistic regression estimated with microdata from the National Household Sample Survey (PNAD). The main objective is to examine to what extent workers’ educational levels influence the probability of being overeducated, undereducated, or adequately matched to the formal educational requirements of their occupations, as well as to evaluate how this mismatch shapes the distribution of the workforce and reinforces structural inequalities. The analysis departs from the problem of the imbalance between accelerated educational expansion and the limited transformation of the productive structure, a context that restricts the absorption of qualified workers into compatible occupations. The results indicate that the expansion of schooling reduced undereducation but increased overeducation, particularly among women, Black and Brown workers, urban workers, domestic workers, and individuals employed in informal or low-skilled occupations. The findings also show that individuals with higher levels of education face a rising probability of overeducation, while the earnings associated with higher education exhibit signs of stagnation. Overall, the results reveal that the misallocation of human capital remains a structural phenomenon in Brazil, limiting both private and social returns to education and reproducing historical inequalities within the labor market.
dc.description.additionalinformationCódigo verificador 1688990. Código CRC EA57C140.
dc.description.physical129
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES
dc.identifier.credential2023.1.224.009
dc.identifier.lattesAdvisorhttp://lattes.cnpq.br/9533019432055874
dc.identifier.lattesAuthorhttp://lattes.cnpq.br/8326248440838147
dc.identifier.lattesCoadvisorhttp://lattes.cnpq.br/5228639487159834
dc.identifier.urihttps://repositorio.unifal-mg.edu.br/handle/123456789/3306
dc.language.isopt
dc.publisher.campiCampus Varginha
dc.publisher.courseMestrado em Economia
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Sociais Aplicadas
dc.publisher.initialsUNIFAL-MG
dc.publisher.institutionUniversidade Federal de Alfenas
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Economia
dc.rightsinfo:eu-repo/semantics/openAccess
dc.subject.cnpqCiências Sociais Aplicadas
dc.subject.enEducation
dc.subject.enDevelopment
dc.subject.enHuman Capital
dc.subject.enBrazil
dc.subject.pt-BREducação
dc.subject.pt-BRDesenvolvimento
dc.subject.pt-BRCapital Humano
dc.subject.pt-BRBrasil
dc.titleO paradoxo educacional brasileiro: uma análise dos desajustes entre qualificação e mercado de trabalho entre 2002 e 2022 via modelo ORU e regressão logística
dc.typeinfo:eu-repo/semantics/masterThesis

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