Avaliação da atividade antimicrobiana de fungos endofíticos de Commelina communis

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Data

2026-07-03

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Resumo

A resistência aos antibióticos tem se tornado uma pauta de grande relevância em relação à saúde pública mundial, visto que há um aumento da dificuldade do tratamento das infecções e consequente encarecimento dos custos médicos. Diante disso, o presente estudo propõe explorar a biodiversidade brasileira, em especial os endófitos de Commelina communis, uma espécie vegetal de ampla distribuição e conhecido uso tradicional, para descoberta de novos compostos com potencial antimicrobiano. Para isso, 90 fragmentos foliares previamente desinfetados foram inoculados em meio Ágar Batata Dextrose, obtendo-se 45 fragmentos colonizados e destes, 20 isolados fúngicos purificados, o que corresponde a uma frequência de isolamento de 50%. A atividade antimicrobiana foi triada pelo método de ágar em bloco frente aos patógenos Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Candida albicans, Candida glabrata, Candida parapsilosis e Candida tropicalis. Os resultados revelaram que 90% (n=18) dos isolados inibiram o crescimento de S. aureus, e 95% (n=19) inibiram E. coli, com halos de até 30,5 mm. Em contraste, nenhum isolado apresentou atividade fungicida frente às leveduras do gênero Candida. Este perfil de atividade sugere uma ação direcionada a alvos exclusivamente bacterianos. A ausência de atividade fungicida contra as leveduras testadas reforça a especificidade antibacteriana dos compostos, embora testes de citotoxicidade sejam necessários para avaliar sua segurança farmacológica. Este trabalho contribui para o conhecimento da microbiota endofítica de C. communis e reforça o valor da biodiversidade brasileira na prospecção de novos antimicrobianos sustentáveis.


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