Análise da rugosidade de superfície de resinas compostas após simulação de ajuste oclusal utilizando diferentes métodos de polimento
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Resumo
A rugosidade de superfície dos materiais restauradores está relacionada a fatores intrínsecos, como o tamanho e a distribuição das partículas de carga na matriz orgânica da resina, e a fatores extrínsecos, como a aplicação dos materiais e os métodos de acabamento e polimento. O objetivo do estudo é verificar a capacidade de três métodos de polimento, quando aplicados isolados, de reduzir a rugosidade de superfície de resinas compostas expostas ao ajuste oclusal simulado. Para isto, 132 corpos de prova foram confeccionados a partir de duas classes de resinas compostas: nanoparticuladas (Z350XT, Solventum, Brasil, grupo “Z”; e Vittra, FGM, Brasil, grupo “V”) e nano-híbrida (AURA, SDI, Austrália, grupo “A”). Os corpos de prova foram distribuídos aleatoriamente em quatro subgrupos (P0, P1, P2 e P3; n=11 cada), e a rugosidade de superfície inicial foi avaliada após fotoativação em contato com tira de poliéster, utilizando rugosímetro SJ-410 (Mitutoyo, Brasil), com três leituras paralelas (Ra) de 4,8 mm a 0,1 mm/s. Em seguida, os corpos de prova foram submetidos a desgaste oclusal simulado com lixa de carbureto de silício (granulação 600) e, após essa etapa, a rugosidade foi novamente mensurada. O subgrupo P0 foi o controle, sem polimento; P1 foi polido com escovas de carbeto de silício (Jiffy Brush, Ultradent, EUA); P2, com discos de feltro e pasta diamantada (0,5 e 1,0 µm – Diamond Polish, Ultradent, EUA); e P3, com borrachas abrasivas de granulação decrescente (Jiffy Points, Ultradent, EUA). Após o polimento, a rugosidade foi mensurada pela terceira vez, utilizando os mesmos parâmetros, e a rugosidade média foi calculada para cada amostra. O grupo teste, após contato com a matriz de poliéster, apresentou os menores níveis de rugosidade. Todos os grupos polidos apresentaram valores médios de rugosidade (Ra) inferiores ao grupo não polido, sem diferença significativa entre P1, P2 e P3. O grupo A apresentou rugosidade superior à do grupo Z, mas não houve diferença significativa entre os grupos Z e V, nem entre V e A. Concluiu-se que os sistemas de polimento reduziram a rugosidade de superfície das resinas compostas expostas ao desgaste, embora diferentes resinas respondam de maneira distinta ao mesmo método de polimento.
